Pequeno escape: Praia do Açutuba

Olá pessoal! Faz um tempinho que não coloco meus pés dentro de um avião, então não tenho tantas novidades para trazer. Apesar de ainda ter muitas coisas para contar, falta coragem para começar a escrever alguns posts (tipo a visita na Bombonera e no Palácio de Versailles), mas um dia eles sairão, eu prometo! *sigh*

Como a crise tá braba a diversão fica por aqui mesmo, mas isso não é nada ruim, pelo contrário, eu morro de vergonha por não conhecer tantos lugares ao redor de Manaus. Pelo menos intenções não faltam de sair e explorar o que temos no nosso quintal.

Por exemplo, semana passada foi uma bela exceção. Na segunda feira de carnaval, meu pai me chamou para ir até a Praia do Açutuba, que fica aproximadamente 50 km de Manaus (contando o trajeto desde a saída da minha casa). A intenção era comer um peixinho na beira do rio e depois relaxar dentro d’água.

Como chegar?

Para chegar até Açutuba é necessário atravessar o rio. Para isso, hoje temos a bela Ponte Rio Negro que vai de Manaus até o município de Iranduba, localizado na outra margem (na verdade a cidade de Iranduba não se localiza exatamente nas margens do rio Negro, mas ali já é tecnicamente área do município).

O nome da estrada que leva até o destino é a AM-070, e depois da travessia, continue por 28 km e dobre numa bifurcação à direita – existem alguns quiosques e movimento, o que ajuda na localização. Até esse ponto, grande parte da estrada é duplicada e se encontra em perfeitas condições, com exceção de um pequeno trecho que ainda não está liberado para obras devido ao fato de terem sido encontrados artefatos pré-históricos ali.

Essa bifurcação dá acesso a um ramal, que é asfaltado mas possui muitos buracos – existem placas na entrada e durante o trajeto. Siga por mais 11km e então chegamos ao destino final. Existe estacionamento dentro, mas o espaço é mínimo, então acho que é melhor deixar o carro do lado de fora.

Pedacinho da praia

A praia

Como eu citei acima, fui no carnaval, agora em Fevereiro. Esta época é chuvosa no Amazonas, então já espere que as praias não estarão nas melhores condições. Naquele dia havia chovido mais cedo, então a areia estava com uma cor amarelada devido à umidade das chuvas.

(FYI: o ápice da cheia se dá entre maio e junho, enquanto o da seca acontece normalmente em novembro, ou seja, a faixa de areia é maior na época de seca, e ela é menor durante a cheia)

Açutuba é uma praia banhada pelo rio Negro, de águas escuras, e durante essa época do ano com o rio mais cheio que o normal, algumas árvores ficam embaixo d’água. Ali também tem um banana boat e similares, onde você contrata por alguns minutos e fica rondando o rio.

Não tive coragem de ir! haha

A estrutura

A estrutura do local é super simples, existem alguns restaurantes que oferecem comidinhas como peixe assado e acompanhamentos. Existem também mesas e cadeiras de plástico na beira da praia – simples, porém eficiente. Vale dizer que é interessante levar dinheiro vivo, pois não passa cartão lá (assim como em outros lugares pela estrada).

Mesmo sendo um feriado o local não estava cheio, e não houve nenhum problema em conseguirmos mesa e até que a comida chegou rápido. Tudo estava maravilhoso, com exceção do vinagrete, já que havia PEPINO picotado lá. Eu odeio pepino, e isso é uma das poucas coisas que me causa náusea só de sentir o cheiro. Infelizmente não havia como tirar esse ingrediente, então acabei comendo peixe sem vinagrete (o que para mim é muito triste).

Mas enfim, a praia aparenta ter um certo conforto, mas é tudo muito simples. Existem banheiros e chuveiros para tirar o excesso de areia.

Já era finalzinho da tarde, e o movimento estava bem tranquilo

A visita vale a pena?

Mesmo não tendo ido na melhor época, achei muito agradável a ida até Açutuba. O objetivo do dia – comer um peixinho assado e relaxar na água – foi alcançado. Também posso dizer que esse é o tipo do lugar que me traz bons sentimentos, já que este tipo de praia, com água de rio e muitas árvores ao redor, só se encontra em um lugar no mundo, e é bem aqui.

Apesar dali não ser a melhor praia que já visitei, ela é única e possui um charmezinho, porém acredito que pequenas coisas possam ser melhoradas, principalmente a estrutura física do local. Mas sim, vale a pena visitar Açutuba.

O desejado tambaqui assado

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Aos domingos, tem Feira de San Telmo!

Quando você for a Buenos Aires, reserve seu domingo para conhecer a Feira de San Telmo. Criada em 1970, essa feira já virou tradição e ponto turístico indispensável para quem procura fazer uma programação diferente e divertida! Nesse post vou contar tudo que vi e o que vale a pena lá em San Telmo.

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Pessoas

O que é?

A feira de San Telmo é um mercado de pulgas especializado numa variedade enorme de coisas: antiguidades, artesanatos produtos de couro, pinturas, decoração, lustres souvenirs, pulseiras e qualquer outro tipo de quinquilharia interessante que chame a atenção dos compradores.

Como falei logo no início, a feira acontece somente aos domingos, e lá, 270 feirantes montam suas barraquinhas por grande parte da extensão da calle Defensa, a partir da praça Dorrego (localizada na calle Humberto). A feira atrai cerca de 10 mil pessoas, sendo turistas a grande maioria.

Hoje em dia, a Feira de San Telmo se estende por mais de 1 km, mas ela começou pequenininha, lá em 1970, com somente 30 barracas. Aos poucos, ela foi ganhando corpo e tradição, e hoje ela já é a principal feira de rua de Buenos Aires.

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Qual o melhor horário para visitar?

Quando eu fiz minhas pesquisas para definir o horário certo de ida até San Telmo, quase todos os sites indicavam o período da manhã. A feira inicia às 10h, então chegar cedo parecia ser primordial.

No meu caso, cheguei aproximadamente ao meio dia e a feira já estava bem cheia! Caminhar não estava impossível, mas tinha muita gente ao redor. Mesmo assim, conseguimos aproveitar e conhecer toda a extensão dali.

Mafalda

Um dos lugares mais fofos de Buenos Aires pode ser visitado enquanto você conhece a Feira de San Telmo. Na esquina da calle Defensa (rua da feira) com a av. Chile se localiza o banco da Mafalda, ótimo e indispensável lugar para tirar fotos!

A Mafalda nasceu em tirinhas feitas pelo cartunista argentino Quino. Diferentemente de muitos personagens de quadrinhos, a Mafalda traz um humor inteligente, que te faz refletir. Ela ganhou muito destaque na América Latina e acabou virando também um símbolo argentino.

Prova disso é que você consegue encontrar uma série de coisas da Mafalda à venda por toda Buenos Aires! Você pode ver por aí todo tipo de objeto e souvenir com estampas da Mafalda como almofadas, estojos, cadernos, pelúcias, nécessaires e outros. Quis muito comprar umas nécessaires da Mafalda que achei lindas, mas BsAs me deixou sem dinheiro antes disso, haha.

Para sentar no banco da Mafalda (e tirar fotos, né?), fiquei numa fila por aproximadamente 15 minutos. Valeu a pena! Gentilmente o casal de brasileiros que estava na minha frente se ofereceu para tirar nossas fotos, o que foi muito agradável!

Cuidados em San Telmo

Bem, como a Feira de San Telmo é muito cheia, especialmente em certos horários do dia, é indispensável ter cuidado com suas coisas! Com certeza alguns batedores de carteira se espreitam pela multidão, então o cuidado tem que ser redobrado!

Para tanto, naquele dia preferi não levar minha câmera. Seria muito incômodo tirar e colocar minha câmera na bolsa toda hora, (abrindo, fechando e expondo as coisas lá dentro) e também seria muito perigoso ficar com ela pendurada no peito pela extensão da feira. Estava com medo de ser visada, e todo cuidado é pouco dentro da multidão.

Apesar de ali ser bem cheio, não achei San Telmo um local tão inconveniente quanto a Calle Florida, que é um lugar que particularmente não voltarei mais.

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Acompanhe também: Não me encantei pela Calle Florida

Meio que também por causa disso, tirei pouquíssimas fotos desse dia, e a todas foram do meu celular. (Deixa para pedir desculpas pela não abundância de fotos nesse post!)

Então eu recomendaria andar com uma bolsa bem segura, e sempre próxima ao corpo.

Além da feira, quais são outros highlights?

A Feira de San Telmo já meio que possui hoje um background bem cultural, então existe uma série de manifestações artísticas nas ruas. Já imagine desde agora que você escuta Tango toda hora!

Fora isso, existem algumas igrejas localizadas próximas à feira, no Bairro de San Telmo: Iglesia de Santo Domingo e Iglesia de San Pedro Telmo. Mas acho que tão ou mais interessantes que as igrejas, existe uma série de galerias de arte no entorno da feira.

Vale a pena a visita?

Para quem tem interesse em fazer um passeio diferente num domingo, a Feira de San Telmo é um excelente lugar! Dá para se imergir um pouco na cultura argentina ao perceber as nuances culturais da feirinha.

A ressalva é a quantidade de pessoas que passeiam ali na feira, o que exige um pouco de atenção para quem frequenta o lugar. A foto no banco da Mafalda é indispensável, mas tem que ficar um pouquinho na fila.

Enfim, aproveite a ida à San Telmo e se deleite com todas as manifestações culturais que esse pedacinho de Buenos Aires pode trazer! :)

O relato sobre a Torre Eiffel e eu sozinha

Olá a todos! Hoje vou falar sobre a Torre Eiffel que é, provavelmente a estrutura mais famosa do mundo. Por ser um monumento super mega famoso, uma infinidade de blogs e sites já falou sobre ela, mas depois de mais de 4 anos de blog, achei que eu deveria falar sobre também!

Especificamente, esse post tem um caráter bem pessoal, e vou contar de maneira rápida como foi minha ida até lá em 2012, sozinha e desimpedida na forma de um relato. Depois separei algumas curiosidades sobre a Torre Eiffel. Espero que gostem!

Torre Eiffel, no verão

Torre Eiffel, no verão

O contexto da viagem

Em fevereiro de 2012, eu estava sentada na cozinha do hostel em Moscou fazendo pesquisas de passagens na internet, com o intuito de encontrar um lugar para passar uma semana livre. Eu tinha a Europa inteira à minha disposição, mas como era a minha primeira viagem 100% sozinha, eu ainda tinha muito medo de me jogar.

Mesmo em Moscou eu não estava sozinha. Os meus amigos que me acompanharam no intercâmbio ficaram ao meu lado o tempo todo, então decidimos passar uma semana livre com todos juntos na capital russa.

Fora isso, ainda tinha outra semana livre, onde eu poderia ir para qualquer lugar. A princípio, eu iria viajar com um amigo para Praga e depois Paris, que era onde saía o nosso voo de volta para casa. Só que durante essa semana de folga em Moscou nós brigamos e não queria mais viajar com ele.

Tive sorte, pois até já tinha comprado a passagem para Praga, mas o cartão não autorizou a compra. Ele foi sozinho e eu tinha que escolher outro lugar. Pensei bastante até que enfim consegui falar com uma amiga que morava em Londres na época. Até hoje quero conhecer o Reino Unido e perguntei se ela estaria lá, mas justamente no dia seguinte à nossa conversa ela pegaria o voo de volta para o Brasil.

Então aceitei a sugestão da minha mãe e decidi comprar a passagem para Paris mesmo, e eu já conhecia a cidade, mas não de maneira profunda. Como eu estaria completamente sozinha, achamos que seria melhor ir para um ambiente mais “familiar”, para que no futuro eu pudesse ir para lugares novos por conta própria. Também ajudava o fato de que o meu voo de volta para o Brasil seria via Charles de Gaulle, então eu não precisaria comprar outra passagem. Naquela mesma noite, compramos as passagens pra Paris com conexão em Istambul.

Acompanhe também: Airport review: Istanbul Atatürk (IST)

A tarde que fui para a Torre Eiffel

Em um dos dias que estive em Paris, decidi caminhar tranquilamente pelo Champ de Mars e imediações, já que da outra vez eu não tive tempo para fazer isso. Para tanto, desci na estação Bir-Hakeim, que fica na linha 6 do metrô.

Embaixo

Embaixo

Diferentemente de muitos outros locais em Paris, a saída da estação de Bir-Hakeim não fica ~~exatamente~~ na entrada da Torre Eiffel. Saindo do metrô, existiam algumas plaquinhas com setas indicando a direção para chegar até a torre, o que não é difícil. Na verdade, simplesmente seguindo a margem do Sena e vendo a torre gigante bem na sua frente dá pra ter uma noção de onde fica.

Acompanhe também: Passear por Paris com a ajuda do metrô

Direção!

Direção!

Enfim, cheguei em baixo da torre e a minha intenção era subir mas desisti ao ver o tamanho da fila. Na verdade, já imaginava que a fila para subir na Torre seria imensa, mas desanimei totalmente quando vi ao vivo. Pensei: pra quê subir se vou gastar muito tempo na fila e ficar lá só um pouquinho e descer? O meu dinheiro estava contadinho também, então decidi economizar, haha.

Numa viagem futura a Paris aí sim vou fazer questão de subir. Hoje em dia possuo uma câmera muito melhor, o que vai me render muitas fotos excelentes!

Champ de Mars

Champ de Mars

Então fiquei no chão, apreciando o Champ de Mars (Campo de Marte), que é um a área verde de 42 hectares que fica entre a Torre Eiffel e a École Militaire. Estava com alguns biscoitos na bolsa e sentei num banquinho e fiquei apreciando a paisagem: as pessoas indo e vindo e a Torre Eiffel magnífica ao meu lado.

Quando me entediei fui ao laguinho que fica ali ao lado e me encantei com os patos que lá estavam. É impressionante como no centro de uma grande cidade os animais conseguem viver em harmonia.

Patinhos

Patinhos

Caminhei e explorei o Campo de Marte, mas estava muito incomodada por estar sozinha. Era ruim ter que passar o dia sem ninguém para conversar, para compartilhar meus sentimentos naquele lugar maravilhoso. Enquanto eu via os casais e as famílias unidas, me dava um aperto no coração por não ter ninguém para aproveitar esses dias comigo.

De qualquer maneira, foi ótimo passar esse tempinho ali. Não subi, não enfrentei fila, mas fiquei admirando cada detalhe da Tour Eiffel lá de baixo.

École Militaire

École Militaire

Concluindo, segui meu caminho e fui em direção à École Militaire. Antes de chegar lá, fui conhecer o Mur pour la paix, que é uma escultura de vidro que teve como inspiração o Muro das Lamentações de Jerusalém. Ali possuem várias mensagens sobre paz em diversos idiomas.

Scuplture

Scuplture

Meu próximo destino seria os Inválidos, já que eu queria ver onde o Napoleão estava enterrado.

Para terminar, alguns fatos e curiosidades sobre a Torre Eiffel

Acredito que a maioria das pessoas que tem o mínimo de informação sobre cultura conhecem ao menos a silhueta da Torre Eiffel, mas ela é mais que um monumento qualquer. Só para dar um gostinho, vou citar algumas curiosidades sobre a Tour:

  • A Torre Eiffel originalmente seria a porta de entrada da Exposição Mundial de 1889. Atualmente conhecida como Expo, a feira sempre acontece em cidades diferentes pelo mundo, com o intuito de apresentar novas tecnologias para o público em geral.
  • Por causa desse objetivo específico (participação na Expo), a torre seria desmontada com o fim do evento. Felizmente isso não aconteceu.
  • Quando foi construída, a Torre Eiffel era a estrutura mais alta do mundo construída pelo homem.
  • Ela possui 324 metros de altura e pesa mais de 7000 toneladas.
  • Mesmo não sendo mais a mais alta estrutura do mundo, ela ainda continua sendo o prédio mais alto de Paris!
  • Seu nome é uma homenagem ao engenheiro principal da obra, o Gustave Eiffel.

Espero que tenham gostado! Amanhã tem mais um post novo! Um abraço!

Tour

Tour

A flor genérica de aço

Olá a todos! Preciso dizer que eu fiquei apaixonada pelo bairro da Recoleta, em Buenos Aires! Parecia que cada rua me lembrava um pouco de Paris: bistrôs nas calçadas, gente bonita, pessoas passeando com seus cachorros e uma arquitetura exuberante!

Acompanhe também: Visitando o cemitério da Recoleta

O bairro em si já possui muitos pontos altos, lojas diversas, shoppings e atrações turísticas importantes, tipo o Cemitério da Recoleta. (Inclusive eu já fiz um post sobre este lugar por aqui!) Um dos pontos turísticos mais conhecidos da cidade é a Floralis Genérica, estrutura de aço localizada na Plaza de las Naciones Unidas.

Strike a pose!

Strike a pose!

O que é

A Floralis Genérica é uma grande flor de aço inoxidável que fica na Plaza de las Naciones Unidas, uma área verde de quatro hectares no bairro da Recoleta. Essa escultura foi dada (diz que) de presente pelo arquiteto Eduardo Catalano e ficou pronta no ano de 2002.

Segundo o próprio Catalano, essa escultura “é uma síntese de todas as flores e também é uma esperança que se abre a cada dia”. O nome também tem um sentido prático: Floralis é referente às flores, e Genérica, uma forma de representar todas as flores que existem.

Essa grandiosa escultura é cercada por um espelho d’água, que possui duas funções: estética e proteção.

Foto conceitual: ombro. haha

Foto conceitual: braço. haha

Detalhe e manutenção

Talvez a característica mais marcante da Floralis Genérica é que a escultura é planejada para abrir e fechar de acordo com a incidência da luz solar, como uma flor de verdade! Durante o dia a flor permanece aberta, e quando a noite chega, sem luz do sol, a escultura fecha, emitindo uma luz vermelha.

Em 2010 esse mecanismo de abre e fecha parou de funcionar devido a uma preocupação de possível dano à escultura devido a uma instalação incorreta. Em 2015 o problema foi resolvido e até o presente momento a Floralis Genérica continua abrindo e fechando de acordo com a iluminação natural do dia.

Informativo sobre a Plaza de las Naciones Unidas

Informativo sobre a Plaza de las Naciones Unidas

Como chegar até lá?

A Floralis Genérica fica bem próxima ao Cemitério da Recoleta, inclusive podendo fazer parte do mesmo dia de visitas. Saindo do cemitério:

  • dobre à esquerda em direção à av. del Libertador;
  • ali você atravessa uma espécie de parque, que possui uma feirinha alguns dias;
  • siga até uma ponte pedestre que atravessa a av. del Libertador (já dá para ver a Floralis Genérica dali!);
  • assim que você desce desta ponte, a faculdade de Direito com uma imensa escadaria estará a sua direita;
  • siga em frente até a entrada do parque!

Vale a pena ir até lá?

Como o nosso hotel era muito próximo da Floralis Genérica, deixamos para fazer esse passeio bem no fim da tarde e foi ótimo! O dia não estava muito quente, o céu estava lindo, super azul, e adorei o clima do lugar.

Aquele lugar lembrou um pouco dos meus domingos em Budapeste fazendo piquenique nos parques com meus amigos. Bateu uma saudades sem tamanho! Estiquei meu casaco na grama e fiquei lá deitada aproveitando o momento!

Acompanhe também: Tardes em Margitsziget

A Floralis Genérica também fica bem próximo ao Aeroporto Jorge Newbery (o Aeroparque – AEP), e sempre algum avião passava ali ao lado após sua decolagem.

Decolagem do Aeroparque <3

Decolagem do Aeroparque <3

Mas claro que a flor é linda e imensa! Com 23 metros de altura e 32 de diâmetro quando aberta, não dá para parar de admirar essa belíssima escultura! Entrada é gratuita e vale a pena a visita.

De Montevidéu a Colonia del Sacramento de ônibus

Olá a todos! Hoje vou compartilhar com vocês como foi a viagem de ônibus entre Montevidéu e Colonia del Sacramento. Essa linda cidade na costa uruguaia é parada obrigatória no roteiro de qualquer viagem para Montevidéu ou Buenos Aires, e a viagem é tão fácil que nem parece real.

O roteiro

Antes de planejar qualquer viagem, é sempre bom ter o roteiro pronto em mãos. Dessa forma, já sabemos o que vamos fazer naquele determinado dia, otimizando nosso tempo e dinheiro.

No nosso caso, chegamos em Montevidéu na segunda à noite. Terça, quarta e quinta seriam os dias completos que passaríamos na capital uruguaia. Na sexta, partimos de ônibus até Colônia pela manhã, já que à tarde, pegaríamos o buque para Buenos Aires.

Por causa disso, não precisaríamos comprar a passagem de volta para Montevidéu, fazendo com que essa passagem fosse só de ida.

Acompanhe também: 8 fotos imperdíveis para tirar na Colonia del Sacramento

Farol da Colonia del Sacramento

Farol da Colonia del Sacramento

Comprando a passagem

Aqui, nós acabamos correndo um grande risco sem saber, já que decidimos sair do hotel na sexta de manhã, lá pelas 8h, em direção à rodoviária de Tres Cruces. Somente chegando lá é que compraríamos as nossas passagens para Colonia.

Antes de sair do hotel, verificamos a tabela de horário de partidas e vimos um ônibus que saía às 9:30 da manhã pela empresa COT. Na maioria dos relatos que vi pela internet, essa era a empresa mais recomendada e conhecida do país, então decidimos confiar.

Assim que chegamos em Tres Cruces fomos nos dirigindo ao lado esquerdo, e logo encontramos o guichê da COT. Tinha fila ali, mas não demorou muito até sermos atendidas. O custo da passagem foi de 350 pesos por pessoa, e pagamos no cartão de crédito com o intuito de não pagar o IVA.

A rodoviária de Tres Cruces me surpreendeu: ampla e muito bem organizada, atende muito bem ao conforto dos passageiros! Ponto positivo do Uruguai!

Para consultar horários, empresas e preços, o site da Rodoviária de Tres Cruces oferece a tabela completa! Existem mais de 1 ônibus por hora que saem de Montevidéu em direção a Colonia, e o mesmo se aplica para Punta del Este, cidade que é balneário turístico do país localizada na direção oposta.

@Tres Cruces

@Tres Cruces

Os assentos

Eu falei um pouco acima do risco que corremos, já que que as nossas passagens eram as últimas com lugares juntos à venda. Por consequência, ficamos com os últimos lugares, perto do banheiro.

No início achei bem ruim ter que ficar ao lado do banheiro, mas ao entrar no ônibus vi que não era bem assim. Nós realmente ficamos na última fila do lado esquerdo, mas a porta do banheiro batia bem ao lado dos lugares que ficavam à nossa frente, então acredito que a inconveniência ali era maior.

@Tres Cruces

@Tres Cruces

Do nosso lado não vinha ninguém, o que foi bem tranquilo. As poltronas também são muito confortáveis, e mesmo sendo último lugar, há espaço para recliná-las.

Mas, caso sentar na frente e junto com uma pessoa seja primordial, recomendo comprar a passagem com antecedência. Para evitar qualquer transtorno, logo após a chegada em Montevidéu, passe em Tres Cruces para comprar a passagem no dia, horário e locais desejados. Aparentemente é possível comprar pela internet, mas o desconto do IVA torna a passagem mais barata se comprada pessoalmente.

Interior do Uruguai, no caminho a Colonia

Interior do Uruguai, no caminho a Colonia

Conclusão

Foi muito fácil fazer a viagem Montevidéu – Colonia del Sacramento por conta própria. Não precisamos de guia, de agência de turismo nem de nada! O que foi muito útil foram os mapas, relatos da internet que vimos previamente, e obviamente nossas pernas e disposição.

Montevidéu - Colonia del Sacramento (Google Maps)

Montevidéu – Colonia del Sacramento (Google Maps)

No mapa, a distância entre as duas cidades parece ser um pouco mais de 2h, mas na realidade com todas as paradas que o ônibus faz, a viagem beira as 3h. Acabamos chegando em Colonia por volta das 12h30, e o relato de como foi esse dia fica para outro post. Espero que tenham gostado e até logo! :)

Acompanhe também: O relato sobre a minha visita à Colonia del Sacramento

 

 

A basílica e a mão incorruptível

Na maior parte das cidades da Europa, as igrejas e catedrais são pontos turísticos notáveis, cuja história muitas vezes se mistura com a do local em questão.  Em Budapeste, isso não é diferente. Uma das principais atrações turísticas da cidade é a Basílica de Santo Estevão, tema do post de hoje.

Basílica de Santo Estêvão

Basílica de Santo Estêvão

O que é?

Seu nome em húngaro é Szent István-bazilika, e esta é uma basílica católica romana localizada no centro de Budapeste. Ela é a principal igreja do país e o prédio mais alto da capital da Hungria, dividindo o posto com o Parlamento Húngaro.

Em frente à Basílica

Em frente à Basílica

O local é considerado um ponto de referência para a fé católica no país, e seu prédio faz jus a toda a atenção recebida. A basílica ainda possui uma pequena coleção de joias e artigos, inclusive uma suposta parte do corpo do Santo Estêvão.

Esta basílica foi construída em homenagem à Santo Estêvão (István, em húngaro), primeiro rei da Hungria e fundador do país.

Quem foi Santo Estêvão?

Como disse um pouco acima, Szent István foi o primeiro rei da Hungria, e por causa disso, é também considerado o fundador da nação húngara. Não se sabe ao certo o ano de seu nascimento, mas estima-se que ele viveu entre os anos de 975 a 1038.

Sua canonização aconteceu poucos anos depois, em 1083, pelo Papa Gregório VII. Desde então, a figura de Santo Estêvão é associada com o orgulho e poder húngaro, caminhos traçados igualmente por seus objetos.

Um dos símbolos húngaros mais conhecidos é a coroa utilizada por Santo Estêvão, com a cruz torta. Essa coroa é retratada em diversos monumentos por todo o país, inclusive estando presente no brasão oficial (coat of arms) da Hungria.

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/3/34/Coat_of_arms_of_Hungary.svg/2000px-Coat_of_arms_of_Hungary.svg.png

Uma réplica da coroa se encontra na Basílica, onde ficam alguns tesouros. Porém a original se encontra no Parlamento húngaro, inclusive à vista de visitantes que fazem o tour dentro do local.

Santa coroa húngara (câmera meh e sem flash dá nisso, né?)

Santa coroa húngara
(câmera meh e sem flash dá nisso, né?)

Dentro da Basílica

A visita dentro da basílica é gratuita, e seu interior é muito bonito. Eu diria que a Basílica de Santo Estêvão de Budapeste é muito mais bonita que a sua catedral de mesmo nome de Viena. Os tamanhos nem se comparam, muito menos os adornos do local!

P.S.1: Não pode tirar fotos com flash no interior da Basílica.
P.S.2: Minha câmera não era tão boa na época, muitas fotos saíram tremidas.

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A mão incorruptível

Santo Estêvão possui uma imagem considerada ilibada, e para a posteridade, sua figura é lembrada como se fosse incorruptível. Para tanto, sua mão foi mumificada e conservada, estando às vistas do público que visita a Basílica. Provavelmente a mão é o ponto alto do passeio, e não deixe de vê-la!

 

Urna onde se localiza a mão

Urna onde se localiza a mão

História da mão

História da mão

Como chegar até lá?

A Basílica se localiza bem no coração de Budapeste e existem várias maneiras de chegar até lá. A estação de metrô mais próxima é a Déak Ferenc Ter, a principal da cidade, e que é interseção para as linhas M1, M2 e M3 (amarelo, vermelho e verde). Também dá para chegar de tram, em estação com o mesmo nome.

Praça em frente

Praça em frente

Quanto é o tempo de visita?

Eu diria que entre 1h e 1h30 é o suficiente para fazer uma boa visita na Basílica e nos seus tesouros. Por estar numa localização central, dá para emendar a visita na Basílica com outros passeios, como o Parlamento Húngaro e diria que até a Ópera de Budapeste.

Essa é uma região na cidade muito gostosa de caminhar, cheia de prédios antigos, avenidas largas, lojas e restaurantes. Com a abundância de transportes públicos, não é difícil nem o acesso, nem a oportunidade de visitar outras coisas depois.

Castelo de Bratislava e minhas impressões

Olá, todo mundo! Quando eu morava em Budapeste, escrevi esse post aqui sobre uma viagem bate-e-volta até Bratislava, capital da Eslováquia. Fomos de trem, um grupo de 12 amigos buscando conhecer um local novo num feriado. A viagem foi muito agradável, e contei o relato completo do dia no post.

Um dos lugares que visitamos na capital eslovaca foi o Castelo de Bratislava (Bratislavský Hrad), localizado no alto de uma colina.

Castelo de Bratislava

Castelo de Bratislava

Como chegar até o Castelo de Bratislava?

O castelo não fica ~exatamente~ no centro histórico de Bratislava, mas é bem pertinho. O nosso ponto de referência foi a praça principal da cidade, local com vários restaurantes e bistrôs ao ar livre. Seguindo à direita, encontramos a Catedral de São Martim, uma bonita igreja pelo lado de fora, mas nada demais.

Catedral

Catedral

Daquela posição, já dava para ver que o castelo estava bem perto, mas teríamos que atravessar uma avenida que culmina numa ponte que atravessa o rio Danúbio. Ah, e essa ponte é a que possui o restaurante Ovni, um dos marcos da cidade.

Prestes a iniciar a subida

Prestes a iniciar a subida

Para atravessar a avenida, existe uma passagem subterrânea que leva ao outro lado, cheia de graffiti e pixos, não era um local muito bem cuidado. Saindo de lá, a subida propriamente dita até o Castelo de Bratislava começa na rua Blebavého, que é uma ruelinha de paralelepípedos íngreme.

A subida

Que subida horrorosa! Por muitas vezes pensei em desistir da caminhada, pois parecia que eu não aguentaria mais! Mas todas as vezes eu olhava para o lado e me impressionava com a vista, o que era uma motivação extra para continuar caminhando. Também agradeço as minhas amigas que me motivaram e caminhavam devagar para me ajudar a andar!

Mais escadas até o castelo!

Mais escadas até o castelo!

Chegou uma determinada hora que passamos pelo Portão Leopoldo, que é tipo o marco de entrada do castelo. Ali é íngreme também, e o piso de paralelepípedo não ajudava.

Após a passagem pelo portão, estava crente que eu já estaria chegando no topo do castelo, comecei a me empolgar achando que finalmente a subida estaria chegando ao fim, até que eu vi uma escadaria enorme para chegar até lá em cima! Eu quase entrei em desespero! Seriam mais alguns lances de escada até o destino final – mais uma peça que a vida me pregou!

O castelo e a vista

Sobrevivi e cheguei no topo! Foi difícil, foi sofrido, mas estava lá! Mas a moeda (como sempre) tinha dois lados.

Primeiro, tenho que falar da vista! Só de observar a cidade inteirinha lá de cima já compensou todo o esforço sofrido para chegar até lá. Acho que dava até pra ver a Áustria de lá de cima, já que Bratislava fica bem na fronteira entre a Eslováquia e seu vizinho germânico.

Parte da vista de Bratislava

Parte da vista de Bratislava

O vento que batia era bem gostoso, e todos nós tiramos muitas fotos, de várias maneiras. Todos jovens felizes e empolgados, foi muito bom estarmos todos juntos!

O segundo lado da moeda foi o castelo, justamente o motivo de todo nosso esforço para subir até lá. Honestamente, achei o Castelo de Bratislava nada demais. Todo branco por dentro e por fora, um amigo disse que parecia um convento, e não um castelo.

Foto torta da parte de dentro do castelo

Foto torta da parte de dentro do castelo

Realmente de perto, achei o castelo meio meh, já que ele não possui nem cor, nem arquitetura vibrante. Uma razão para isso deve ser as alterações que o Castelo de Bratislava sofreu durante toda a sua história, devido a guerras e outros tipos de deterioração. É possível que parte de seu estilo original tenha sido mudado com o passar do tempo.

O Castelo pode ser visto de vários ângulos por muitas partes da cidade. Dessa perspectiva, visto de longe, o castelo (na minha opinião) é mais bonito, ajudando a adicionar um toque medieval à paisagem urbana de Bratislava.

Quando nós fomos, estava acontecendo uma exposição fotográfica, grátis. Não entrei pois estava tirando fotos do lado de fora, mas os meus amigos chineses e filipinos entraram rapidamente. Segundo eles, não era nada demais (tanto é que eles saíram bem rápido dali).

Mas então, vale a pena visitar o Castelo de Bratislava?

Sim, vale! A vista da cidade é bem bonita, o que na minha opinião é o que mais encanta dali. O castelo em si, como disse, não me chamou tanta atenção, mas é melhor ir conhecer com seus próprios olhos e tirar suas próprias conclusões.

Bratislava from above

Bratislava from above

O entorno do castelo durante a subida é bem bonitinho e pitoresco (adoro essa palavra), mas fica a dica de ir usando um bom tênis e carregue uma garrafinha de água para se hidratar durante o caminho.

 

 

Por dentro do Teatro Colón

Um dos principais passeios para quem vai a Buenos Aires é a visita guiada ao Teatro Colón. Este local é um dos ícones da cidade: sua localização central, importância histórica e cultural, e a combinação da arquitetura com opulência só confirmam que a visita ao teatro é imprescindível e marcante. Certamente um must go!

Tapete Vermelho

Tapete Vermelho

Antes de continuar, quero deixar claro um detalhe! A Argentina está sofrendo com uma grande inflação nos últimos tempos, então o preço de tudo subiu! Quando visitei o Teatro Colón (setembro de 2016), o ingresso custava 250 pesos. Por enquanto o preço continua o mesmo, só que não se assuste ao chegar lá e ver um valor maior ainda, numa data futura.

Para começar, este teatro demorou quase 20 anos para ser construído (1889-1908), em substituição a outro Teatro Colón bem menor, e que se localizava em outro lugar. Com a inauguração do prédio novo muitas companhias passaram a se apresentar lá, fazendo com que aos poucos o teatro se consolidasse como principal complexo artístico da cidade de Buenos Aires.

Figurinos de apresentações anteriores

Figurinos de apresentações anteriores

Figurinos de apresentações anteriores

Figurinos de apresentações anteriores

Em 2014, o National Geographic listou as 10 principais Opera Houses no mundo inteiro. De acordo com a lista, o Teatro Colón ocupa a terceira posição, e alguns dos requisitos para tanto foram a incorporação de diversos estilos arquitetônicos, a quantidade de artistas renomados que já se apresentaram ali, e a presença de um próprio departamento cênico em suas dependências.

Por motivos de curiosidade, as outras 9 Opera Houses da lista são o Teatro alla Scala em Milão, Teatro di San Carlo em Nápoles, a Royal Opera House em Londres, o Teatro Bolshoi em Moscou, a Opera House de Sydney, a Ópera de Paris, a Ópera Royal do palácio de Versailles, a Staatsoper de Viena e o Lincoln Center em New York.

Voltando a falar do Teatro Colón, a minha visita guiada foi toda em espanhol, mas foi muito tranquilo de entender e de acompanhar a guia. O Teatro é rico em detalhes e não dá para ficar nenhum momento sem prestar atenção em alguma coisa.

Atenção para o vitral

Atenção para o vitral

Os detalhes de ouro e os vitrais do teatro são belíssimos, não dá para parar de reparar.

Artigo de decoração

Artigo de decoração

Palco

Palco

O salão do teatro é gigantesco. Muitos dizem que a acústica do local é perfeita, e de fato, não podemos falar muito alto, senão era capaz de todos ali dentro nos escutarem.

Interior do teatro

Interior do teatro

Uma coisa que achei curiosa (e bem cruel) era o local que era destinado às viúvas. Elas não poderiam aparecer em público desacompanhadas, mas o direito delas visitarem o teatro era mantido. Isso era possível pois reservaram uns locais escondidos com grades onde elas ficariam ocultas, mas também não poderiam acompanhar as óperas direito.

Peça feita em um só bloco de mármore. Detalhes em relevo perfeitos.

Peça feita em um só bloco de mármore. Detalhes em relevo perfeitos.

Antigamente, os melhores lugares do teatro.

Antigamente, os melhores lugares do teatro.

O lustre também é magnífico! Sou fã dessas estruturas, e assim como em muitos teatros, existe uma sistemática que faz com que um cabo de aço leve o lustre até o chão com o objetivo de limpá-lo e de fazer sua manutenção devida.

Teto e lustre

Teto e lustre

Mais uma vez, visita recomendadíssima!
Valor: 250 pesos argentinos (valores do fim de 2016)
Horário: das 9h às 17h, com saídas a cada 15 minutos. (Sujeito à disponibilidade)
Localização: Tucumán 1171 (Estações de metrô: Tribunales ou 9 de Julio)

Roteiro da minha primeira viagem à Europa – Parte 2

Chegamos à segunda parte do roteiro da minha primeira viagem à Europa! A primeira parte se encontra aqui, onde contei de maneira reduzida como foram os dias em Paris, Versailles, Luxemburgo, e nas pequenas cidades alemãs de Cochem, Bacharach e Rüdesheim am Rhein.

Lembrando mais uma vez que essa é uma sugestão de roteiro para a Europa: como contratamos uma agência de turismo, todo o transporte e passeios eram por conta da empresa. Mas obviamente, é possível de recriar este trajeto por conta própria.

Acompanhe também:
Roteiro da minha primeira viagem à Europa – Parte 1
Roteiro da minha primeira viagem à Europa – Parte 3

Dia 6: Rothenburg ob der Tauber e Munique

Frankfurt - Rothenburg ob der Tauber - Munique

Frankfurt – Rothenburg ob der Tauber – Munique (Google Maps)

Como disse no post anterior, chegamos em Frankfurt no fim da tarde e quase não conhecemos nada da cidade. Esse é um dos pontos negativos em fazer excursões desse tipo, já que todo o tempo é cronometrado e vital para o andamento do que já estava previamente agendado. Pelo menos consegui ter uma visão dos arranha-céus e de toda a opulência contemporânea da cidade. Fomos ao nosso hotel e prontamente nos preparamos para o próximo dia.

Saímos bem cedo de Frankfurt, com Munique como destino final do dia. Antes, iríamos passar por uma linda cidade bávara chamada Rothenburg ob der Tauber, que acabou virando minha favorita na região.

Esta cidadezinha tem uma parte antiga e uma nova, que continua se expandindo. A parte antiga (que é o ponto de interesse geral) é super pitoresca: rodeada por uma muralha medieval e possui lindas casas germânicas de encaixe. Muitas dessas casas hoje tem propósito comercial, com destaque para as lojas de brinquedos e ursinhos de pelúcia, e as de decoração natalina.

Na primeira janela do primeiro andar, um ursinho de pelúcia "brincava" de soltar bolhas - e com música!

Na primeira janela do primeiro andar, um ursinho de pelúcia “brincava” de soltar bolhas – e com música!

Confesso que senti algo familiar naquela cidade, como se já a conhecesse antes, mas nunca havia ouvido falar nela! Algum tempo depois descobri que Rothenburg ob der Tauber foi a inspiração que Walt Disney teve para desenvolver a cidadezinha onde o Pinóquio morava. Ela tinha aparência germânica super medieval e pitoresca, lembram?

Também tivemos tempo de subir até a muralha: escadas de madeira bem antigas nos ajudam a subir nos lugares onde os guardas antigamente guardavam o entorno da cidade.

"Janela" da muralha

“Janela” da muralha

Aquele foi um domingo maravilhoso, e apesar de chuvoso não tirou meu encantamento com “a cidade mais linda do mundo”, que é como me refiro a ela. Mas o show deveria continuar, e nós partimos em direção a Munique.

Algum tempo depois, chegamos à capital bávara, e teríamos algo como duas horas livres. O ponto de encontro era na frente do Teatro Nacional Bávaro e fomos explorar os arredores. Primeiramente caminhamos pela Maximilianstrasse, que é a rua de compras caras da cidade. Só caminhamos mesmo, pois como citei acima, era domingo e as lojas estavam fechadas.

Depois fomos caminhando em direção ao coração da cidade: a aparência medieval e pitoresca numa das maiores cidades da Europa nos cativou muito! Tudo bem germânico, bem clássico…

E assim, caminhando, que descobrimos o Rathaus! E tivemos sorte, pois chegamos na hora certa. No mundo germânico o Rathaus é um prédio governamental, que cuida da administração da cidade. Assim como Munique possui a sua Rathaus, Viena também possui uma, Hamburgo também, e o mesmo vale para a maioria das cidades germânicas.

Rathaus München

Rathaus München

Enfim, o Rathaus de Munique possui uma pequena “apresentação”, que é, digamos, um cuco aperfeiçoado. Em determinadas horas do dia, bonequinhos dançam com musiquinhas, fazendo uma fofa apresentação de uns 5 minutos. Muitas pessoas assistem a essas apresentações, fazendo desta uma boa atração.

Tínhamos já pouco tempo e só deu pra conhecer o Hofgarten, já próximo ao ponto de encontro. Já era hora de nos preparar para a viagem do dia seguinte.

Dia 7: Salzburgo, Sankt Wolfgang, Lago Traunsee e Viena

Munique - Salzburgo - Sankt Wolfgang - Lago Traunsee - Viena

Munique – Salzburgo – Sankt Wolfgang – Lago Traunsee – Viena (Google Maps)

Saímos muito cedo de Munique, com tudo escuro ainda. Estava chovendo e fazia frio, mas mesmo assim conseguimos aproveitar a nossa manhã na linda cidade austríaca de Salzburgo, a capital da música.

Salzburgo é a cidade natal de Mozart: a casa onde ele nasceu e morou por boa parte de sua vida está aberta para visitações. Muita coisa em Salzburgo gira em torno de sua figura e da música, encontrando várias referências no comércio e sociedade locais.

Casa do Mozart

Casa do Mozart

Caminhamos por quase todo o centro da cidade, e ao chegar na praça principal decidimos aproveitar e fazer um passeio de charrete (somos desses!). Acredito que o passeio dura uns 30 minutos, e foi muito agradável – e divertido.

Caminhamos muito pelo centro da cidade, o que quase nos acometeu de perdermos o horário. Literalmente saímos correndo até o ponto de encontro que era bem longe: o ônibus já estava ligado e fomos os últimos a chegar. Nunca mais chegamos tão “apertados” assim.

Depois de Salzburgo, fizemos uma curta parada em Sankt Wolfgang, tempo apenas de tirar fotos e comprar algo rápido. A cidade é o principal ponto de peregrinação católica do país, como se fosse o equivalente à Fátima, só que na Áustria. Para variar, outra cidade linda!

Paisagem de Sankt Wolfgang

Paisagem de Sankt Wolfgang

Seguimos nosso caminho, e o passeio seguinte seria de barco, pelo lago Traunsee. Paramos na cidade de Ebensee, onde embarcamos num barco restaurante para uma gostosa viagem de cerca de uma hora por esse lago, cujas margens possuem lindas casinhas pitorescas.

Terminado o passeio de barco, seguimos nosso caminho até Viena, o destino final do dia. Nesse momento não havia nada planejado, apenas chegar no hotel e dormir. Ainda deu para conhecer um pouco da vizinhança ao redor, mas a cada dia, chegávamos mais cansados nos hoteis.

Dia 8 – Viena

Viena (Google Maps)

Viena (Google Maps)

Esse dia seria exclusivo para a capital austríaca! Desde Paris que não ficávamos na mesma cidade por um dia completo, então deu pra conhecer muita coisa sobre Viena, que se mostrou uma cidade incrível.

Primeiramente, fizemos um tour de ônibus, semelhante ao que fizemos em Paris. Conhecemos os principais pontos da cidade de uma maneira geral, com a ajuda de um guia que falava pontos interessantes sobre. Conhecemos desde o centro histórico de Viena até a sede das Nações Unidas na cidade.

Durante esse tour de ônibus faríamos duas paradas nos dois palácios da cidade: Belvedere e Schönbrunn. Os dois palácios são lindíssimos, e os conhecemos rapidamente pelo lado de fora. Numa viagem futura conheceria Schönbrunn e Belvedere por dentro, mas para variar, não teríamos tempo suficiente para explorá-los naquele dia.

Gloriette, em Schonbrunn

Gloriette, em Schonbrunn

No início da tarde, a excursão nos deixaria no centro de Viena, próximo ao museu Albertina. De lá, iríamos voltar para o hotel por conta própria. Por não termos restrições de horário, fizemos tudo de maneira calma e tranquila. Almoçamos ali perto, compramos nossas lembranças, e decidimos visitar o Hofburg e seus arredores.

O Hofburg é o palácio que era o lar da família imperial austríaca durante o inverno (Schönbrunn era a residência durante o verão), assim como a sede do governo imperial. Hoje em dia, abriga uma série de complexos e museus que são abertos ao público.

Alguns ouros da família imperial austríaca

Alguns ouros da família imperial austríaca

Ali, decidimos visitar o Museu Sisi e os Kaiserappartments, que oferecem uma visão de como viviam a família imperial austríaca (seus aposentos, utensílios, obras de arte, etc). Para completar a visita, o Museu Sisi faz uma homenagem à última imperatriz da Áustria, que morreu assassinada por um terrorista.

Ainda passeamos pelo centro de Viena, e voltamos para o hotel usando um tram. Foi meio complicado de chegar, mas conseguimos afinal! :)

Dia 9 – Maribor, Ljubliana e Veneza

Viena - Maribor - Ljubljana - Mestre/Veneza (Google Maps)

Viena – Maribor – Ljubljana – Mestre/Veneza (Google Maps)

Saindo de Viena, nosso destino final era a linda Veneza, local de sonho! Para tanto, precisaríamos atravessar a Eslovênia, país europeu que fez parte da antiga Iugoslávia até 1991. Era a minha primeira vez num país que se localizava atrás da cortina de ferro, então fiquei curiosa para saber o que eu veria.

Na verdade, escrevi sobre esse dia na Eslovênia com mais detalhes aqui. Nossa primeira parada foi na cidade de Maribor, a segunda maior do país, mas não a conhecemos tanto. Motivo? Entramos numa loja e fizemos várias comprinhas, hehe.

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Ljubljana

Depois de uma manhã de compras (e alguns produtos que ganhamos de cortesia), seguimos até Ljubljana. Confesso que não lembro de muita coisa do caminho pelo fato de que estava mal do estômago e dormi. Mesmo quando chegamos, não queria ir conhecer a cidade. Por mim, eu ficaria no ônibus dormindo, pois estava me sentindo muito enjoada para fazer qualquer passeio.

Não tive escolha e tive que descer, o que foi ótimo! Algumas horas depois, já estava bem melhor e amei o que vi! Ljubljana é uma cidade linda, agradável e muito organizada! Tinha uma impressão (muito) errada sobre a aparência de ex-repúblicas influenciadas pela URSS, e achei a capital da Eslovênia tão bonita quanto outras cidades que visitamos nesta viagem.

Também fizemos comprinhas lá! Achamos os preços da Eslovênia muito competitivos, e amamos o que vimos!

Ljubljana

Ljubljana

Enfim, voltamos pro ônibus e continuamos nosso caminho até Veneza. Ao redor da estrada, lindos campos de girassol e o mar Adriático refletindo o pôr-do-sol. Lindo lugar, e continuaríamos nossa aventura no dia seguinte, desta vez na Itália.

O resto da história continua na parte 3. :)

Museu da Casa Rosada, em Buenos Aires

Anteriormente conhecido como Museo del Bicentenario, este museu foi construído em 2011 durante o governo da então presidente Cristina Kirchner, e este local foca em apresentar o passo a passo da construção da nação argentina desde seu início através de objetos, vídeos e outros artefatos (por isso o nome Bicentenario, pois o país completara 200 anos de existência em 2011). Com o novo governo Macri, o nome foi trocado e passou a se chamar Museu da Casa Rosada, como forma de desvincular a imagem do governo anterior, mas a essência é a mesmíssima.

Bandeira da Argentina, localizada na Plaza de Mayo (em frente à Casa Rosada)

Bandeira da Argentina, localizada na Plaza de Mayo (em frente à Casa Rosada)

Antes de continuar a comentar, eu fiquei muito chateada, pois eu não visitei a Casa Rosada (a Casa Rosada e o Museu da Casa Rosada são lugares distintos), e eu tenho um pouco de parcela de culpa nisso. Contratei um serviço de assessoria turística em Buenos Aires com o intuito de ficar despreocupada em relação a roteiro. No dia recomendado fomos até à Casa Rosada, mas era necessário agendar a visita por e-mail, coisa que a assessoria não avisou. Se eu tivesse feito tudo de maneira própria como sempre, provavelmente teria visto essa informação.

Enfim, não visitamos o prédio da sede do governo argentino, porém tiramos fotos do exterior, que foi o que deu (que triste) e continuamos o planejado do dia visitando o Museu Casa Rosada (o tema do post, mesmo). Ele se localiza nos fundos da Casa Rosada, na av. Hipolito Yrigoyen: a entrada é uma estrutura de vidro.

A visita começa numa sala que possui um vídeo explicativo e alguns objetos e imagens sobre o local onde o museu se encontra: as ruínas da antiga aduana Taylor. Segundo o que foi explicado, a Casa Rosada foi construída às margens do Rio da Prata e as galerias da aduana ficavam obviamente debaixo d’água. Ou seja, todo o espaço daquele museu originalmente era todo afogado, e se você olhar no mapa, as margens do Rio da Prata se encontram muito mais longe que seu curso original – depois do novo bairro de Puerto Madero.

Dentro do Museu Casa Rosada

Dentro do Museu Casa Rosada

A visita continua com uma espécie de linha do tempo: desde a Revolução de 1810 até os dias de hoje. Cada “era”, digamos assim, é dividida entre os arcos das galerias, com cada espaço representando sua época devida, através de um rico acervo composto de objetos importantes, quadros, documentos, fotos e vídeos explicativos que ajudam a entender o contexto da história argentina para leigos.

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Essa linha do tempo que citei acima é dividida em 14 partes que são denominadas em:
– De la Revolución;
– La anarquía. Rosas, el restaurador de las leyes. Unitarios y Federales;
– Organización del Estado Nacional;
– Gran inmigración y el orden conservador;
– Del sufragio popular, el Radicalismo y las luchas sociales;
– De la década Infame al ascenso de Perón;
– El Peronismo;
– La Libertadora: La proscripción de las mayorías;
– La resistencia Peronista. Organizaciones políticas y sociales;
– La dictadura militar: El Proceso;
– La recuperación democrática y sus límites;
– El Neoliberalismo;
– La recuperación política, económica y social. El Bicentenario.

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Uma coisa que me chamou a atenção foram os vídeos. Eles me fizeram compreender de uma maneira simples, como que a história da Argentina se desenvolveu. Também adoro ficar admirando objetos antigos, o que enriquece muito este museu.

Para concluir, existe uma exposição permanente no local. A obra “Ejercicio Plástico” do artista mexicano David Siqueiros está conservada no local e uma guia fica explicando o contexto da obra, datada dos anos 1930. O que é mais interessante sobre essa obra é que ela é um sótão, literalmente.

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Este artista, o Siqueiros, pintou essa obra no sótão de uma casa em Buenos Aires, e o processo de recuperação (iniciado em 1990) exigiu que todo o cômodo fosse retirado, num processo pioneiro no mundo. Achei a obra meio obscura, até angustiante, mas é admirável e cheias de nuances para observar.

Estilo de "Ejercicio Plástico"

Estilo de “Ejercicio Plástico”

O Museu Casa Rosada (ou Bicentenario, para àqueles que ainda não se adaptaram à nova nomenclatura) é bem tranquilo e interessante. Ele não consome muito tempo de visita e se encaixa em diversas programações, por estar tão próximo de outras coisas que merecem visita em Buenos Aires. Vale muito a pena conhecer.