Como é estudar Arquitetura em universidade Federal?

Olá, internet! Então, voltando aos posts sobre Arquitetura, hoje vou falar um pouco sobre um tema que é corriqueiro em várias áreas do conhecimento: como é estudar numa faculdade pública? No meu caso, estudo em Federal, mas no passado já frequentei a Estadual, então meio que conheço ambos os mundos.

Adiantando um pouco, esse post terá um pouco mais de opinião que o normal (obviamente sempre sendo respeitosa).

Uma das minhas maquetes favoritas de Forma: a Adição em Malha

Então, lendo muitos depoimentos e artigos, vejo pessoas equivocadamente subestimando as faculdades federais (em favorecimento das particulares), especialmente mais ao sul do país. Os argumentos são sempre os mesmos: greves, grade desatualizada, infraestrutura, e afins. A impressão que eu tenho é que muitas vezes falta muito conhecimento de causa e esses mesmos argumentos utilizados pelos críticos às faculdades federais são facilmente batidos por quem realmente conhece o dia a dia de uma universidade assim.

Antes de falar das terríveis greves, posso dizer com certeza que estudar Arquitetura em faculdade federal é muito bom, e não trocaria meu país UFAM por nenhuma particular. Eu vivo essa rotina de federal há muito tempo, e apesar de estar no meio da minha caminhada, consigo ver que há um grande esforço por parte dos alunos e professores pela melhor execução possível das aulas.

O curso de Arquitetura na UFAM é novo, então a grade é bem atual, o que não é um grande problema no nosso caso. Outro lado bom é que algumas matérias-chave não são exclusivas do nosso curso, e caso ocorra algum problema (tipo uma reprovação em Física, Topografia e afins), a mesma matéria com o mesmo código é disponibilizada em outro curso da faculdade, o que diminui as questões burocráticas.

O fato de você não pagar mensalidade é outra coisa que é muito boa, pois Arquitetura é um curso onde precisamos gastar muito com materiais (socorro). Assim, os alunos ficam despreocupados com financiamento, boletos, contas e outras coisas.

Apesar de termos problemas de estrutura que são clássicos das faculdades federais (não nego, mas são problemas que dão pra levar), por enquanto ainda não tivemos questões muito graves em relação à falta de materiais. Claro que uma questão ou outra vem à tona, mas felizmente não é nada muito grave ou impeditivo de continuar no curso. Uma situação que me vem à cabeça (a que mais sentimos na pele) é que precisávamos dividir dois teodolitos para uma turma de 50 alunos de topografia.

Os ateliês do curso acabaram de passar por reformas, e o local ficou bem mais organizado que antes. Confesso que como a minha vivência neste curso ainda é pouca, não sei dizer se esses laboratórios estavam com falta de materiais (eu imagino que sim, com uma ou outra coisa), mas como citei no parágrafo acima, nossa turma não sofreu tanto com a falta de materiais.

Outra coisa que acho positiva sobre a UFAM é a carga horária. O curso é vespertino e noturno, e por causa disso, temos uma quantidade de disciplinas maior do que as particulares da minha cidade. Existem pessoas que já acreditam que isso é um lado negativo, já que uma faculdade tão puxada quanto a nossa pode comprometer a flexibilidade do aluno. Claro que muitas disciplinas por semestre é pesadíssimo, mas o importante é que conseguimos levar, e com muita dedicação.

Mas na minha opinião, muita flexibilidade pode comprometer a formação acadêmica do aluno, já que os estudos, em cursos dessa maneira, costumam ser deixados de lado perante trabalho e outras obrigações da pessoa. Arquitetura, assim como as engenharias, é um curso que requere muita atenção, técnica e trabalho, portanto ele não deve ser feito de qualquer jeito.

Mas claro que existem problemas, mas nenhum deles é uma dor de cabeça tão grande a ponto de desmerecer a minha faculdade perante a outras. O que chama mais a atenção são obviamente as greves. Elas são frustrantes sim, mas não a ponto de me desestimular e trancar o curso. Conheço colegas que fizeram isso na faculdade de Economia, mas honestamente, a greve foi só uma desculpa para desistir de um curso que essas pessoas nem gostavam.

Sendo bem sincera, a greve só é ruim se você não sabe aproveitá-la. Claro, é frustrante ter que adiar sua formatura em dois, três meses por causa de desentendimentos de alguns setores da universidade, mas em todo problema existe uma oportunidade.

Antes que comecem a me criticar, passei por duas greves na minha vida acadêmica em Economia (três e quatro meses respectivamente). Na primeira greve, descansei, viajei e passei três meses me preocupando exclusivamente com trabalho e auto escola. Da segunda vez eu aproveitei o tempo para avançar a minha monografia.

Sim, peguei greve no último período da faculdade. Greve esquisita, onde quase todos os cursos continuaram as aulas, mas nós de Economia (aff) e cursos de humanas como letras e licenciaturas (pra variar) tivemos que parar. Fiz todas as minhas pesquisas, escrevi muito, fiz todos os gráficos, revisões de português, tudo nesse espaço de 4 meses. Na reta final (propriamente dita), estava bem despreocupada, enquanto outros colegas estavam com tudo atrasado.

Enfim, por enquanto volto a enfatizar o quanto eu estou gostando de estudar Arquitetura, e ainda mais na faculdade onde estudo. :) Em breve, volto com mais posts, e muito obrigada se você leu até aqui! :)

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Como foi o 1° período de Arquitetura? – Disciplinas (parte 2)

Olá novamente! Esse texto é a continuação deste aqui, onde comecei a falar sobre a grade do primeiro período do curso de Arquitetura e Urbanismo. O primeiro texto focou nas 4 matérias mais gerais desse semestre, e agora vou falar das outras 4 disciplinas que tivemos. Também vou falar o que é, o que eu achei, e se é difícil ou não.

(spoiler: o próximo post vai ser sobre viagens!)

5. Introdução à Profissão do Arquiteto

Acho que é comum que a maioria dos cursos possuam uma matéria introdutória, seja de algum conteúdo importante, ou da carreira, como é o caso dessa disciplina. Quando eu estudei Economia, eu tive Introdução à Economia: Micro e também a Introdução à Economia: Macro. Nesses dois casos, essa introdução focava nas duas grandes casas da economia, que derivam muitas outras áreas do estudo. Agora no caso de IPA, não foi uma introdução ao estudo da arquitetura, e sim, das áreas de atuação e outras reflexões sobre a carreira do arquiteto.

Essa matéria foi bem curtinha, com apenas uma aula por semana. A maior parte das aulas se direcionaram ao trabalho prático, que foi a idealização de um objeto escultórico. Eu até gostei do meu, mas houveram uma série de erros de interpretação que comprometeram o resultado final (minha culpa, mas fica a lição).

Nessa disciplina, tivemos uma ideia de como o arquiteto lida com as situações da vida prática, e aprendi algumas coisinhas logo de cara, como por exemplo, o que é um lugar e um não lugar (das pequenas coisas óbvias que não conseguíamos explicar com os termos corretos).

6. Expressão 1 – Desenho de Observação

Snapgram de hoje! Ainda estava finalizando o desenho do passarinho, ele ficou bem mais bonito!

O período termina na terça feira e essa é a única matéria que falta terminar. Infelizmente houve um problema de falta de professor no início do semestre, e por causa disso, demoramos a começar as aulas. Então estamos tendo reposição de aulas todos os dias e sempre desenhando como loucos!

Como o nome da matéria já diz, é desenho de observação, ou seja, o professor normalmente passa um desenho e temos que copiá-lo. Ele dá as técnicas necessárias para preparar o desenho e nós as reproduzimos da nossa maneira. A princípio trabalhamos só com grafite, mas nessa última semana, estamos utilizando lápis de cor aquarelável.

Acontece que eu nunca me achei boa desenhista. Eu tento ser esforçada e dar o melhor em todos os meus trabalhos, e o fato de ser detalhista me ajuda a por mais carinho nos desenhos. Pois todo esse cuidado trouxe resultados incríveis! Nem parece que fui eu que desenhei aquilo, haha.

Eu desenhei um pássaro com uma expressão tão real (ele parecia bem raivoso), que me orgulhei imensamente! Isso provou que eu posso desenhar sim! Então se você achar que para fazer Arquitetura é necessário desenhar bem, fique tranquilo que essa habilidade você vai desenvolver aos poucos!

Os materiais necessários para essa disciplina foram papel A3 para desenho (gramatura de preferência de 180 a 200g), lápis B (comprei do HB até o 6B), borracha para desenho, portfólio A3, pasta A3 com alça e lápis de cor aquarelável.

7. Expressão 2 – Desenho na Arquitetura

Detalhes de algumas árvores que desenhamos para Expressão 2

Na verdade, essa é uma matéria do segundo período, mas que foi adiantada para este semestre. No lugar dela teríamos aula de Fotografia, mas esta vai ficar para o 2017/2.

Essa aula de desenho é diferente da anterior. Esses desenhos são mais técnicos, com o objetivo de desenharmos plantas baixas no final do semestre. Nessa matéria muitos materiais foram pedidos e utilizados, como o papel A2 milimetrado, tubo ou pasta para guardar papel (comprei o tubo), grafites 0.5 e 0.9, canetinhas de ponta fina e de ponta grossa, escalímetro, e canetas nanquim pretas de espessuras variadas (utilizei as canetas nanquim descartáveis 0.05, 0.2, 0.5, 0.8 e 1.0, fora uma coleção de Stabilos coloridas 0.4 – e também ganhei um conjunto de colecionador de nanquins recarregáveis, mas que nunca utilizei)

A princípio começamos escrevendo linhas e letras, daí treinamos a mão livre e criamos o nosso padrão de alfabeto. Aos poucos o professor ia explicando a notação de paredes de concreto, tijolo, madeira, etc. Também aprendemos a desenhar árvores e outros tipos de vegetação para planta baixa. Depois aprendemos a fazer uma planta baixa de uma casa e de um prédio.

Nessas plantas baixas temos que indicar tudo: paredes, piso, iluminação, portas, janelas altas e baixas, tomadas, interruptores, telhado. Foi uma matéria trabalhosa, mas que no fim, gostei de fazer.

8. Estudo da Forma 1

Uma das minhas maquetes favoritas de Forma: a Adição em Malha (Não é igual à malha da segunda maquete)

Essa disciplina, de longe, foi a mais trabalhosa de todas! Não achei ela ruim nem chata, mas tiveram altos momentos de tensão durante o semestre.

Em Forma, aprendemos os princípios das maquetes, sendo que nesse semestre o foco seria o volume. Toda semana teríamos que entregar no mínimo uma maquete inspirada nos assuntos que o professor passava, inspirados em Ching.

Forma acabou se tornando difícil para muitos alunos pelo fato de que as maquetes consomem muito tempo e atenção das pessoas. Às vezes as pessoas tinham dificuldade na gestão de tempo e acabavam virando a noite cortando e colando papeis. Felizmente isso nunca aconteceu comigo e sempre entreguei minhas maquetes a tempo, e sem perder muito sono.

Acabamos utilizando muitos materiais que muitos (eu inclusa) ainda não haviam utilizado. Durante todo o semestre, cada um teve que comprar MUITOS papeis coloridos, MUITO papel triplex ou cartolina de gramatura alta, MUITO papel paraná, MUITAS seringas, cola de contato, cola de silicone (gostava de usar as duas), espátula, tábua de corte, estilete, régua de metal, lixas, esquadros, e ainda tivemos que arrumar um caderno A3 para que pudéssemos anotar nossos projetos de maquete.

Como utilizamos estilete, teve muita gente que se cortou. Felizmente acidentes ainda não aconteceram comigo, mas não fiquei isenta dos machucados. Nas duas primeiras maquetes eu ainda estava me adaptando a como cortar direito com o estilete e criei um calo no meu dedo indicador direito. Um belo dia esse calo abriu e ardeu bastante, e essa parte do meu dedo já ficou com a pele mais grossa que o normal. *eyeroll*

Sobre a minha evolução na disciplina: comecei mal, já que algumas peças da minha primeira maquete não estavam perfeitas. Ainda inventei de lixar algumas arestas e o professor reclamou muito disso, pois elas pareciam que tinham sido cortadas com lâmina cega, e acabei levando 7. A segunda maquete ele pensou que estava incompleta, pois o assunto era malhas, e a minha intenção era evidenciar um desenho que seria feito com as sombras dos módulos. Ele achou vazia e me deu nota 7.

Sempre busquei ouvir os conselhos dele e sempre comparei meu trabalho com os outros, e sempre quis melhorar para conseguir os elogios! A partir da terceira ele começou a elogiar mais o meu trabalho e mantive boas notas por bastante tempo! Nunca tirei 10, mas tirei algumas notas 8.5, 9 e 9.5.

Sempre pedia feedbacks e sentia que eu evoluía a cada semana. Eu queria muito que ele fizesse duas coisas comigo: os bons trabalhos ele tirava foto, e estas serão mostradas para os nossos calouros se inspirarem, e às vezes (mais raramente), ele chamava a atenção da sala para mostrar uma maquete que ele considerasse boa. Ele tirou foto de todas as minhas maquetes, com exceção das duas primeiras e da última, e ele mostrou uma maquete minha para a sala uma vez. Isso te faz sentir bem, sério, haha.

A última maquete eram 3 em 1. Eu gostei muito de uma e foi a que eu tive melhor nota. As outras duas eu não gostei e também não tive inspiração para melhorar. Minhas notas nessas duas foram menores do que eu já estava me acostumando a receber, mas também não foi uma tragédia.

Ainda existe a parte 2 dessa matéria, que vai acontecer agora em 2017/2. Já estou curiosa para o que vai acontecer.

Enfim, felizmente não reprovei em nada!! Agora é torcer para continuar assim! Provavelmente em dezembro (quando termina o próximo período da faculdade), vou dizer como foram as disciplinas, e espero também ter passado em tudo.

Almoço no Epcot: prós e contras

Olá gente! Hoje vou contar para vocês um pouco sobre o Epcot, um dos quatro parques da Disney em Orlando. Como falei em outro post, o parque é super polêmico mas me surpreendi positivamente com a visita!

Acompanhe também: Park Review: Epcot

Sempre quis conhecer o Epcot pelo seu caráter mundial e cultural, e após visitá-lo tive certeza que fiz a escolha certa! As duas partes do parque – Future World e World Showcase -, são bem diferentes entre si, adorei as duas, mas em especial a World Showcase ganhou um espaço especial no meu coração!

Isso pelo fato que, assim como eu escrevi no post anterior, essa parte do parque é composta de exposições permanentes de 11 países (Canadá, Reino Unido, França, Marrocos, Japão, Estados Unidos, Itália, Alemanha, China, Noruega e México), e cada um desses países possui várias características que remetem à sua cultura, como réplicas de prédios e monumentos, souvenirs originais e claro, comidas.

A diversidade gastronômica do Epcot é tão legal que o parque é conhecido em Orlando como um dos melhores lugares para comer por ali! E não é para tanto, pois existe muita coisa interessante por lá! Enrolei, enrolei e enrolei, e agora vou falar como foi minha experiência almoçando num restaurante do parque mais mundial de Orlando!

Comida francesa... uma das melhores coisas do hexágono, haha.

Comida francesa… uma das melhores coisas do hexágono, haha.

Escolha e reserve o restaurante

Cada país do Epcot possui alguns restaurantes maiores, e alguns menores. Assim como você pode comer uma massa italiana fantástica num restaurante super completo, você também pode comer um fish and chips num carrinho de comidas na seção do Reino Unido.

Caso você queira comer num restaurante mais completo, o ideal é fazer reserva! Eles só atendem quem previamente se cadastrou no site oficial da Disney, e acredite, muuuita gente faz isso!

Antes de reservar o restaurante, precisamos escolher um! Na hora da escolha, vários me chamaram a atenção, especialmente o Nine Dragons (chinês), San Angel Inn (mexicano), Tutto Italia (italiano), Chefs de France (francês) e o Teppan Edo (japonês).

Em frente ao Chefs de France (tinha uma apresentação de malabarismo ali)

Em frente ao Chefs de France (tinha uma apresentação de malabarismo ali)

Depois de escolher os restaurantes “selecionáveis”, fui pesquisar recomendações na internet, estrutura e obviamente o cardápio. Pensei, pensei e pensei e escolhi ir de comida francesa! O Chefs de France tinha ótimas recomendações pela internet e a comida não era tão exótica assim já que confesso que tinha medo de comer muito e passar mal por causa de algum tempero diferente, haha.

Após escolher o restaurante, faça login na sua conta do My Disney Experience. O site é todo em inglês e é por lá que você gerencia todas suas reservas nos parques da Disney: ingressos, fast passes, estadia nos hoteis e claro, os restaurantes.

Escolhendo o restaurante favorito, escolha a data e horário pretendidos. Não se preocupe que você não paga nada nesse instante, só na hora da conta propriamente dita.

O dia chegou!

Com nossas reservas feitas para o horário do almoço, nos dirigimos à parte da França no Epcot e logo nos dirigimos à entrada do Chefs de France. Me identifiquei com a hostess e falei o horário da minha reserva, e cerca de uns 5 minutinhos depois, a atendente nos chamou para a nossa mesa.

Como são lugares reservados, eles que escolhem os lugares onde as pessoas sentam, e ficamos na lateral do restaurante, de vista para a rua – local bem iluminado. O staff do restaurante era todo francês, e até me aventurei de praticar algumas palavrinhas lá, haha.

Bem, uma coisa que decidimos seria comer uma entrada, prato principal e sobremesa, bem do estilo francês! Foi uma escolha nossa, já nos prevenindo de um eventual preço alto. Para entrada, escolhi uma salade aux lardons et croutons, o meu prato principal foi simples, um hambúrguer com um molho de ervas e batata frita (aparentemente não está mais no menu), e de sobremesa um maravilhoso crème brûlée.

Salada

Entrada

Até hoje não sei o que me deu na cabeça comer um hambúrguer num restaurante francês. Vai ver que eu estava com vontade de comer uma coisa bem calórica…

Prato principal

Prato principal

Os três pratos estavam deliciosos! Infelizmente não consegui comer o hambúrguer inteiro por motivos de: era muuuito grande! A carne veio no ponto que pedi, as batatas fritas vieram crocantes por fora e macias por dentro (o jeitinho que eu gosto), e o jeito que a casquinha do crème brûlée quebrava foi sensacional! (Sim, eu bato a colher na crosta do crème brûlée bem devagar para senti-la quebrando).

Sobremesa

Sobremesa

Como falei antes, o atendimento foi sensacional! A moça que nos atendeu foi muito atenciosa, a comida não demorou e o principal, o sabor, estava impecável! A conta veio meio salgadinha para duas pessoas, mas foi um valor muito bem gasto (na verdade, já estávamos nos preparando para isso)!

Prós e contras

Agora se você tem interesse de almoçar em alguns dos restaurantes de Table Service que exigem reservas do Epcot, baseado na minha experiência, listei alguns prós e contras:

Prós

  • Experiência inesquecível num restaurante temático;
  • Comida muito bem servida, vale a pena o preço;
  • Sente a experiência de estar num lugar que não é Orlando;
  • Oportunidade de comer alguma comida típica que, dependendo do lugar, não pode ser tão comum de se encontrar na sua cidade;
  • Saber o horário exato que você vai comer, e que não terá que esperar muito para sentar.

Contras

  • Você também pode comer uma comida típica de algum quiosque mais barato;
  • O dinheiro que você gasta num restaurante você pode gastar em outras besteirinhas pelo parque;
  • Perda de tempo precioso, no meu caso;
  • Comi tanto que quase passei mal ao andar tanto pelo parque.
Entrada da parte francesa

Entrada da parte francesa do Epcot (uma pequena Torre Eiffel ao fundo)

E então, valeu a pena ter almoçado no Chefs de France?

A resposta é sim! Valeu muito a pena e foi uma experiência incrível! Só não sei se voltaria a reservar um outro restaurante dessa maneira numa futura ida ao Epcot. Talvez eu até reserve, mas provavelmente deixarei de lado essa coisa de comer entrada, prato principal e sobremesa.

O restaurante foi ótimo, mas ao chegar lá e ver com meus próprios olhos, bateu um pequeno arrependimento de não ter escolhido o restaurante mexicano. O cheiro que emanava de lá era tão bom que fiquei desejando comida mexicana pelo resto da viagem.

Esse post tinha a intenção de ser curto, mas ficou gigantesco como sempre, haha! Espero que tenham gostado! Aproveite o Epcot e sua gastronomia durante a viagem! :)

 

Atravessando o Río de la Plata

Olá a todos!

Hoje vou falar como foi o trajeto entre Colonia del Sacramento e Buenos Aires no ferry boat. Esse post será uma mistura entre relato pessoal e dicas, espero que gostem! :)

Se você olhar no mapa, as duas cidades são muito próximas, porém o magnífico Río de la Plata faz as vias de fronteira natural. Por causa disso, a única maneira de transitar entre as duas cidades é por água, através de empresas de ferry boats que especializadas nessa travessia.

Acompanhe também: O relato sobre a minha visita à Colonia del Sacramento

Entre especificamente essas duas cidades, três empresas fazem esse trajeto: Buquebús, Seacat e Colonia Express. Eu escolhi a Buquebús, por ser a mais tradicional e conhecida, e vou contar como tudo foi agora.

Vista dos barcos no porto

Vista dos barcos no porto

Comprando a passagem

Existem duas formas de comprar passagens: pelo site do Buquebús e diretamente no guichê da empresa no porto de Colonia. Como sempre gosto de sair com todas as minhas passagens devidamente compradas, fiz questão de comprar as passagens diretamente pelo site.

Antes de comprar, vai uma dica: no canto direito superior da tela, veja se o site é o uruguaio. Se for o argentino, existe uma possibilidade dos preço da passagem ser maior. Para mudar, é só clicar neste ícone e escolher o site do Uruguai. :)

Comprar passagens no site do Buquebús é bem tranquilo. Ele só pede algumas informações com o intuito de filtrar a melhor passagem, como por exemplo: porto de partida, número de passageiros, se vai levar carro e data da viagem.

Depois de selecionar todas as suas preferências de datas e afins, o site vai oferecer uma série de horários disponíveis daquele determinado dia, assim como seus respectivos preços.

Escolhendo o horário, ele só pede os dados do cartão de crédito e os nomes dos passageiros, assim como suas nacionalidades. Depois disso, recebi o cartão de confirmação no meu email e só imprimi.

Eu disse acima que é possível comprar a passagem no guichê da empresa no dia da partida, só que é grande a probabilidade do preço ser um pouquinho mais caro que a compra antecipada no site. É muito difícil de um certo horário lotar, então é alta a chance de sobrarem lugares.

Eu acabei pagando aproximadamente R$100 por pessoa, mas já comprei as passagens na véspera da viagem, com um valor um pouco maior do que as primeiras pesquisas me indicavam.

O porto de Colonia

O porto da cidade de Colonia del Sacramento é bem bonito e inclusive parece muito novo. Acho que por causa disso, não existem muitas coisas instaladas ali: uma casa de câmbio, uma lanchonete e vários espaços vazios.

Mas obviamente por ser novo, tudo é muito calmo, claro e organizado. Pegamos nossas passagens que recebemos no email e fizemos check in no guichê do Buquebús. Lá despachamos as malas e recebemos o cartão de embarque.

Aguardando na sala de embarque

Aguardando na sala de embarque

Fora o check in, não há muito o que fazer no porto. Tem wi-fi grátis, mas a qualidade não é das melhores. Menos mal que o centro histórico de Colonia fica a alguns minutos de caminhada dali.

Acompanhe também: 8 fotos imperdíveis para tirar na Colonia del Sacramento

A imigração e o embarque

Após o check in, fomos direcionadas à imigração do porto. Como qualquer lugar de embarque de passageiros intenacionais do mundo, uma vez que você ganha o carimbo no passaporte, não se pode voltar atrás.

Na imigração do Porto de Colonia, você já faz duas coisas: primeiro, a saída do Uruguai; no guichê seguinte, ganha o carimbo de entrada na Argentina. O oficial da imigração argentina só me perguntou qual seria o país que eu visitaria depois. Prontamente disse que voltaria para casa, aqui no Brasil.

Todo o procedimento foi bem rápido, e o mais chato seria esperar até a hora do embarque de fato no Buquebús. Meia hora depois, entramos no ferry e só aguardamos a chegada a Buenos Aires.

Uruguai + Argentina

Uruguai + Argentina

Dentro do Buquebús

O Buque é um ferry bem grande que faz a travessia de não só pessoas, mas também de carros e outros veículos para o outro lado do Río de la Plata. Por ser muito grande, o barco possui muitos lugares e vários serviços.

Como falei um pouco acima, é muito improvável que um buque fique lotado, então não faltarão lugares para os passageiros. Os lugares são bem confortáveis, então não tive muito o que reclamar da travessia.

Segundo andar

Segundo andar

O buque possui free shop, que abre uns 10 minutos após a partida. Quando a poeira baixou um pouquinho, fui até lá e comprei algumas coisas – especialmente chocolates e outros doces. Fora isso, neste free shop são vendidas bebidas, brinquedos, roupas, óculos de sol, cosméticos e outros acessórios.

O free shop em si não é tão grande, mas oferece uma boa quantidade de coisas. Gostei dos preços em geral, e para quem não perde uma comprinha em duty free, comprar ali é ótimo!

Melhor parte: doces

Melhor parte: doces

Como fiquei no free shop por um bom tempo, mal percebi e já estava vendo os prédios de Puerto Madero. O desembarque foi bem tranquilo: as malas saíram rápido, e depois pegamos um táxi pro hotel.

Conclusão: vale a pena a travessia com o Buquebús?

A resposta é sim! Gostei da travessia com o Buquebús, e recomendaria para qualquer pessoa que me perguntasse. Como não conheci o trabalho das outras empresas (que suponho que são boas também), ainda não posso recomendar.

Ainda assim, faço um resuminho de dicas para quem tem o interesse de fazer essa mesma travessia que fiz:

  • compre passagens pela internet: de preferência com antecedência e no site uruguaio;
  • é bom fazer o check in cedo, mas a imigração não precisa ser com muuuita antecedência;
  • não deixe para comer no porto;
  • as principais atrações da Colonia del Sacramento ficam poucos minutos a pé do porto;
  • se gosta de fazer compras no free shop, guarde dinheiro para fazer compras.

No mais, é isso! Espero ter ajudado.

Río de la Plata

Río de la Plata

Sou uma flor na Hungria!

Depois de ter ido pra Rússia, achei que qualquer outro idioma seria mais tranquilo. Afinal de contas,  apesar das diferenças, o alfabeto é diferente, algumas palavras não tem nada a ver com o português e muitas pessoas não falam uma palavra de inglês por lá.

Decidindo ir pra Budapeste, achei que tudo seria mais tranquilo, pois afinal de contas, o húngaro tinha um alfabeto bem semelhante ao nosso, e muitas pessoas por lá falavam inglês, pela cidade ser bem preparada para estudantes e ter até um certo apelo para o turismo.

E realmente foi, já que em quase todos os lugares a comunicação era tranquila, pois diferente da Rússia, muitos falavam inglês. Mas sobre o húngaro em si, eu o resumo em uma palavra: impossível.

Primeiro que o húngaro não é um idioma latino, e sim ele é da casa dos idiomas fino-úgricos, ou seja, o idioma mais parecido do húngaro é o finlandês. Uma professora da escola que trabalhei lá em Budapeste que conhece várias línguas, no entanto, afirma que ela particularmente não vê nenhuma entre esses idiomas. Como eu não sei nada de finlandês, não posso afirmar nada a respeito.

Moral da história: por essa facilidade de comunicação em inglês e essa dificuldade em húngaro, acabei aprendendo bem pouca coisa do idioma, diferente do russo, que consigo até entender quando duas pessoas conversam tranquilamente.

Mesmo assim, é bom saber alguns detalhes sobre a comunicação em húngaro. Uma curiosidade é que ele possui 14 vogais e 27 consoantes! Ui! O alfabeto é o seguinte:

A, Á, B, C, Cs, D, Dz, Dzs, E, É, F, G, Gy, H, I, Í, J, K, L, Ly, M, N, Ny, O, Ó, Ö, Ő, P, Q, R, S, Sz, T, Ty, U, Ú, Ü, Ű, V, W, X, Y, Z, Zs

Foco para:

  • A letra A tem som de “o”
  • A letra C tem som de “ts”
  • A letra S tem som de “sh”
  • A letra Sz tem som de “s”
  • A letra Zs tem som de “j”
  • A letra E tem som de “é”
  • A letra É tem som de “ê”
  • A letra J não tem som (como “i” antes de vogal)
  • A letra O tem som de “ô”
  • A letra Ö é um ô mais longo
  • A letra G tem som de “g” de gato, em qualquer posicionamento (mesmo vindo de i ou e)
Singelo nome da minha parada de ônibus

Singelo nome da minha parada de ônibus

Algumas palavras são interessantes de se conhecer em húngaro. Honestamente não aprendi muitas expressões, mas sabe aquele ditado “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”? Fica uma dica de tentar saber o máximo de expressões possíveis, para uma forma até de educação com o povo húngaro.

  • Szia! – Olá/Tchau (para uma pessoa)
  • Sziestok! – Olá/Tchau (para mais de uma pessoa)
  • Köszonöm – Obrigado(a)
  • Duna – Danúbio
  • Utca – Rua
  • Tér/Tere – Praça (muito útil para quem anda de metrô!)
  • Pályaudvar – estação de trem (via Keleti Pályaudvar, Nyugati Pályaudvar)
  • Híd – Ponte (Margit híd, Lánchid)
  • Nágy – Grande
  • Víz – Água
  • Igen – Sim
  • Nem – Não
  • Desculpa – Bocsánat!

E como sempre, por curiosidade, os números de 1 a 10:

  • 1 – egy
  • 2 – kettő
  • 3 – három
  • 4 – négy
  • 5 – öt
  • 6 – hat
  • 7 – hét
  • 8 – nyolc
  • 9 – kilenc
  • 10- tíz

Uma curiosidade sobre o meu nome é que assim como em russo, na Hungria o meu nome oficialmente não começa com C, e sim com K, sendo Kamilla ao invés de Camilla. E o mais curioso é que Kamilla significa “camomila” em húngaro! Ou seja, eu via meu nome em todos os lugares! Desde em shampoos até em pacotes de papel higiênico, haha. Por isso o título do post, eu sou uma flor em terras húngaras! <3

A emoção foi tanta quando eu vi um produto com o meu nome escrito pela primeira vez certo (sim, considerando que o meu nome inicia com K por lá) que acabei o comprando! Menos mal que não foi um pacote de papel higiênico (como já tive por lá), mas sim um melzinho misturado com Camomila! ;)

Enfim, eu não quis ter dores de cabeça ao tentar aprender húngaro por lá, mas quis no mínimo aprender alguma coisa. Mesmo assim, todo viajante sério deve aprender pelo menos o básico para poder ter uma experiência mais completa!