Russos são amigáveis sim!

Olá, internet! O tempo passa voando e falta muito pouco pra começar a copa da Rússia! Me lembro direitinho do dia que foi anunciado que este país iria sediar esse evento tão importante para nós brasileiros: eu estava conversando no skype com um amigo que morava em Moscou e trocamos algumas ideias sobre o assunto.

O que ele falou pra mim não é exatamente o tema deste post, mas vim falar sobre outra coisa aqui. Brasil e Rússia são dois países com muitas diferenças: distância geográfica enorme, origem cultural diferente, outro alfabeto, climas variados, e por aí vai.

Então, vou fazer alguns posts onde vou dar um ponto de vista como brasileira que viveu em terras russas pra tentar “desmistificar” algumas impressões que algumas pessoas podem ter dos nossos amigos russos. Hoje especificamente, vou falar sobre uma coisa que sempre me questionaram: as pessoas na Rússia são frias quanto parecem?

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Arbat ul. em Moscou

Talvez um dos maiores mitos sobre a Rússia seria a tal “frieza” das pessoas. Se você dá bom dia para qualquer pessoa que cruza seu caminho aqui no Brasil, saiba que as coisas não são tão assim na mãe Rússia. Na verdade, elas podem até parecer assim num certo momento pois muitos acreditam que não é necessário sorrir ou cumprimentar pessoas alheias na rua.

Mas isso é mais uma maneira de defesa que frieza. Como a sociedade viveu enclausurada por muito tempo, as pessoas preferem guardar pra si alguns tipos de comentários, inclusive um bom dia. Antigamente qualquer pessoa podia ser um dedo duro, e o menor dos comentários poderia te colocar em maus lençóis.

Mas obviamente se você já tem algum contato com alguma pessoa, a situação muda. Caso você vá comprar algo no mesmo mercadinho todo dia, se você vai pegar um ônibus com o mesmo cobrador, ou até se você vai com frequência comer em certo lugar, as pessoas já te reconhecem, e podem até se abrir mais.

E quando eles se abrem, você sente um carinho muito especial, principalmente das pessoas mais velhas! Eles são muito amáveis e sempre muito respeitosos (pelo menos os que eu tive contato).

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St Basil’s

Uma vez um senhorzinho puxou assunto comigo e com um amigo no ônibus e ele começou a contar da vida dele. Pelo pouco de russo que compreendemos, esse senhorzinho fez parte do Exército Vermelho e ele lutou no Afeganistão nos anos 80 (ele mostrou uma carteirinha antiga do exército com a foto dele jovem e tudo). Ele até tentou nos ensinar umas palavras em polonês no caminho, haha. Tínhamos nos visto alguma vez na vida? Nunca!

Uma senhorinha que trabalhava na escola que eu iria estagiar (algo como recepcionista, inspetora) foi uma fofa na primeira vez que nos vimos! Ela me abraçou, me deu boas vindas, e que ela estava muito feliz com a minha presença ali! Eu acabei trabalhando em outra escola, mas também com funcionários e estudantes muito acolhedores comigo e com os outros estrangeiros.

Solidariedade também é forte! Uma vez eu perdi minha luva dentro do ônibus, e todos que estavam lá se mobilizaram, me ajudaram e acabaram encontrando a luva debaixo de uma cadeira. Como ela foi parar lá, não sei! (A luva era cara, por isso me desesperei logo, haha)

Não canso de dizer que fui muito feliz no período que passei na Rússia, e sou grata por todas as experiências que vivi lá. Parte disso foi por causa do carinho recebido pelas pessoas que me acompanharam. Nessa semana ainda, escreverei mais pontos que acho que devemos saber sobre os russos!

 

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Visitando o Museu Sisi e os Kaiserappartements

Olá pessoal! Há algum tempo atrás fiz um post sobre lugares interessantes para se visitar no centro de Viena. Essa cidade é maravilhosa, cheia de arte, cultura, música e história, e grande parte das principais coisas da capital austríaca tem um dedo de influência da família Habsburgo.

Acompanhe também: No coração de Viena

Os Habsburgos foram uma linhagem imperial que dominou a Áustria até pouco depois da Primeira Guerra Mundial. Essa família era uma das mais importantes da Europa, assim como eram também muito tradicionalistas. Eles buscavam exprimir toda sua influência política e financeira através de construções, decorações e também em convenções sociais.

Um dos símbolos mais importantes de toda essa influência está presente no palácio Hofburg, localizado bem no centro de Viena. Ali, existe um museu que mostra um pouco como era a realidade da família imperial austríaca, assim como uma dedicatória à imperatriz Sisi, esposa do último imperador da Áustria, o Sisi Museum e os Kaiserappartements.

O museu começa com uma mostra de como os nobres austríacos viviam antigamente, através da prataria que pertencia à família imperial. Ali, o museu expõe alguns dos seus utensílios diários utilizados pelos nobres como pratos, talheres, e uma série de outros arranjos. Todos decorados e ornamentados com ouro, pinturas que remontavam à família imperial austríaca e claro, muito luxo.

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Depois, somos direcionados à entrada do Sisi Museum, museu que é uma espécie de tributo à Sisi, a última imperatriz austríaca, eternizada em filmes, livros, e claro, uma série de pôsteres e cartões postais pela capital da Áustria. Lá, se encontram uma série de coisas sobre a Sisi, como roupas, cartas, diários, réplicas de joias e etc.

(Spoiler: não pode tirar fotos dentro do museu. Para tanto, as fotos deste post são do site oficial do Hofburg)

Acompanhe também: Sisi, a imperatriz da Áustria

Nesse post acima, contei um breve resumo da vida da Sisi, desde sua infância como princesa na Baviera até a seu assassinato em Genebra por um terrorista italiano. Apesar de sua história ser digna de um conto de fadas, historiadores e outros estudiosos hoje em dia afirmam que a pobre Sisi passou sua vida inteira sofrendo de uma série de problemas como a anorexia, doenças respiratórias e a depressão.

O Sisi museum apresenta algumas coisas que ajudam a retratar esse quadro. Uma das partes mais impressionantes do museu apresenta um manequim com as medidas reais da Sisi, e é impressionante como ela era alta e extremamente magra! A cintura dela era tão fina que algumas pessoas inclusive conseguem fechar a mão ao redor desta!

Um aspecto que também chama a atenção é o cabelo, gigantesco, que ia até a altura dos joelhos. Normalmente ele era adornado com cristais Svarowski, e arrumá-lo levava algumas horas por dia.

The Sisi Myth - click to enlarge image (opens in a lightbox)
(Créditos da imagem: Hofburg)

Room "The assassination" - click to enlarge image (opens in a lightbox)
(Créditos da imagem: Hofburg)

Room "Death" - click to enlarge image (opens in a lightbox)
(Créditos da imagem: Hofburg)

Para concluir a visita, passamos pelos Kaiserappartements, que são cômodos decorados da mesma maneira que costumavam ser há mais de 100 anos, quando a família imperial austríaca morava ali. Para variar, o local era muito luxuoso.

Waiting Room - click to enlarge image (opens in a lightbox)
(Créditos da imagem: Hofburg)

Bedroom of Emperor Franz Joseph - click to enlarge image (opens in a lightbox)
(Créditos da imagem: Hofburg)

Dressing and exercise room of Empress Elisabeth Elisabeth - click to enlarge image (opens in a lightbox)
(Créditos da imagem: Hofburg)

O museu funciona das 9:00 às 17:30 entre setembro e junho, e das 9:00 às 18:00 em julho e agosto. O preço do ingresso varia: com audioguia (€ 12,90) e no tour guiado (€ 15,90).

 

 

8 fotos imperdíveis para tirar na Colônia del Sacramento

Olá, pessoal! Hoje eu preparei uma lista especial para as pessoas que gostam de apreciar o ambiente tirando fotos. Essa foi uma paixão redescoberta há pouco tempo, e combinada a lugares marcantes, pode render imagens inesquecíveis.

Há pouco tempo conheci a Colônia del Sacramento, no Uruguai. Sonhava em conhecer esse local há muito tempo, desde o ensino médio, onde estudávamos história do Brasil. Estava tão feliz naquele dia, pois conheci um lugar em que sempre me encantava pelos livros.

Acompanhe também: O relato sobre a minha visita à Colonia del Sacramento

Já estou preparando um post de como foi o meu dia na Colônia del Sacramento assim como outras informações úteis, mas por enquanto vou listar para vocês as 8 fotografias imperdíveis que você precisa tirar nessa cidadezinha histórica do Uruguai!

  1. Farol da Colônia del Sacramento
    Farol da Colonia del Sacramento

    Farol da Colonia del Sacramento

    Essa estrutura branca é o Farol da Colonia del Sacramento, um dos marcos da cidade. Se prestar bem a atenção, existem umas ruínas que o cercam, e como a placa em destaque diz, elas pertenciam ao antigo convento de San Francisco.
    O convento foi construído pelos jesuítas em 1694 e destruído em 1704 pelos espanhóis (10 aninhos só), para dar local ao farol. Esse é um dos reflexos das disputas entre Portugal e Espanha no local: os espanhóis queriam apagar vestígios de estruturas portuguesas.

2. Muelle de Yates

Pier e Río del Plata

Pier e Río de la Plata

A Muelle de Yates (algo como Pier de Iates) não é um dos lugares mais visados da Colônia, mas foi onde eu tirei algumas das minhas melhores fotos. Depois de um tempo caminhando, ali parece ser um lugar tranquilo para relaxar e ao mesmo tempo apreciar o Río de la Plata e o que acontece ao seu redor.
Local tranquilo, calmo e organizado.

3. Azulejos portugueses

Mapa da Colonia del Sacramento nos azulejos

Mapa da Colonia del Sacramento nos azulejos

Como Colonia del Sacramento é uma cidade que conseguiu manter muitas características coloniais de Portugal, em vários lugares podemos ver os clássicos azulejos portugueses: azuis e brancos.
Esse mapinha da cidade pintado em azulejos é uma graça, mas confesso que acho que eles não são portugueses de fato. Mas em todas as ruas do centro histórico, os nomes destas são indicados nesses azulejos, assim como outros prédios são adornados por eles.

4. Paseo de San Gabriel

Pracinha localizada ali

Pracinha localizada ali

O Paseo de San Gabriel é uma rua que margeia o Río de la Plata. Ela não é tão pitoresca quanto as demais ruelas da cidade, mas ainda conserva as ruas de pedrinhas, possui muitas árvores, e essa pracinha onde tirei essa foto.
Um outro lugar onde acho que acredito que dá para tirar fotos incríveis são os rochedos localizados logo abaixo: até queria ir, mas o medo de me molhar era maior, haha.

5. Margens do Río de la Plata próximo à Esquina del Faro

Pessoa nos rochedos

Pessoa nos rochedos

Na minha opinião, esse é o melhor lugar para tirar fotos mais naturais com o Río de la Plata ao fundo. Próximo ao Farol da Colonia, existem infinitas possibilidades de fotos ali.
Informal, bonito, natural e divertido. Fora o gostoso vento que bate ali.

6. Ruelas antigas

Ruelinha

Flagrada mandando snapchat no meio da ruelinha

A maioria das ruas da Colonia del Sacramento são assim – de pedra. Então o simples fato de caminhar em ruelas coloniais já é motivo para tirar muitas e muitas fotos.
Como dá pra ver, essa foto não foi da minha autoria, haha. Estava tão empolgada que estava registrando tudo!

7. Ruas novas

Rua na Colônia del Sacramento

Rua na Colonia del Sacramento

Conhecer a parte antiga da Colonia del Sacramento é imprescindível, mas caminhar pela parte nova também é muito agradável. A cidade de maneira geral é pequena, com menos de 30 mil habitantes, então já imagine que ali possui o ar gostoso de interior!
Algumas das principais ruas da parte nova da cidade são assim: arborizadas e amplas.

8. Casas antigas, em geral

Detalhes das casas

Detalhes das casas

Como Colonia é uma cidade colonial (nossa, olha o pleonasmo), muitas casinhas são assim: feitas de pedra, ou possuem uma aparência bem antiga. Cada uma é diferente entre si e possuem seu charme característico.
É fácil de se encantar com cada esquina!

 

Espero que tenham gostado! :)
Em breve, postarei um relato de como foi esse dia na Colônia del Sacramento, no Uruguai! Vou incluir informações importantes para visitantes, e tudo que você precisa saber para ir até lá!

Linderhof: castelo ou palácio?

Linderhof é um dos lugares inesquecíveis a se visitar na Baviera, e escrevi (só um pouquinho) sobre neste post aqui. Mas o que é Linderhof? Castelo? Palácio? Quem construiu? Onde fica? Vale a pena visitar?

Primeiramente vou confessar que não conhecia Linderhof até o dia que fui até lá. Comprei no concierge do hotel um passeio para Linderhof, Oberhammagau e o castelo de Neuschwanstein, que incluía todo o translado e ingressos.

Eu no castelo de Linderhof (desconsiderar essa cara, hahaha.)

Eu no castelo de Linderhof (desconsiderar essa cara, hahaha.)

Dessa vez não vou contar pra vocês em detalhes o que aconteceu, mas acabei não visitando Neuschwanstein por causa de uma emergência médica, o que me deixou arrasada. Pelo menos tive um belo prêmio de consolação, que foi conhecer a linda Linderhof enquanto ainda estava tudo bem.

Enfim, a maioria dos sites e blogs em português classifica Linderhof como castelo, fato que discordo, pois ela não tem nenhuma característica de castelos que nós conhecemos. Para tirar a dúvida, vamos à raiz da palavra: Linderhof é classificada em alemão como Schloss, ou seja, palácio. E vou classificar mais ainda: diria que Linderhof é um palacete, que lembra muito uma casinha de boneca.

Quem construiu Linderhof foi o rei bávaro Luís II (ou Ludwig II em alemão), que foi conhecido como der Märchenkönig, ou seja, o rei “conto de fada”. Isso por que ele tinha um projeto de construir uma série de palácios na Baviera que remontavam a contos de fada. Dentre esses palácios se encontram Neuschwanstein, Herrenchiemsee e claro, Linderhof.

Linderhof

Linderhof

Ludwig também foi envolvido em muitas polêmicas, e até hoje ele ostenta a fama de louco: tanto pelas ideias de grandeza e opulência refletidas nos palácios, gastos de uma grande quantidade de dinheiro, o casamento que nunca saiu do papel com a prima Sisi, e o forte envolvimento (possivelmente amoroso) com o famoso compositor Richard Wagner.

Ludwig mandou construir Linderhof como se fosse uma residência particular para ele, por isso o tamanho diminuto do palacete. Os cômodos dali foram projetados para só uma pessoa, e a localização isolada reforça a ideia de paz e tranquilidade que Ludwig pretendia manter longe de Munique e outras cidades da Baviera.

Linderhof recebeu muitas influências de Versailles, levando em conta a adimiração que Ludwig sentia pelo Rei Sol Lous XIV. A decoração estilo rococó com muitos detalhes em ouro é um reflexo da ostentação que o rei bávaro gostava de mostrar, fato que preocupava os responsáveis pelas finanças do reino.

Infelizmente não é possível tirar fotos de dentro do palacete. Então fica aí a inspiração e a imaginação. :)

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Isolamento: no meio da natureza

Isolamento: no meio da natureza

Duas outras grandes influências de Versailles são sentidas em dois lugares. A galeria dos espelhos é provavelmente uma cópia menor do famoso salão dos espelhos do palácio de Louis XIV. Não que isso seja algo ruim, pois ambos os cômodos são bonitos do seu jeito.

Um outro lugar que também merece destaque são os jardins, que Ludwig chamava de Jardins dos Prazeres. Muitos também dizem que a influência de Versailles é óbvia, considerando as formas retas e detalhes com água. A gruta de Vênus também é um destaque de Linderhof, atraindo muitos visitantes.

Infelizmente não pude apreciar nem o jardim quanto a gruta. Era fim de dezembro: a gruta estava fechada, e os jardins cobertos de neve.

Mesmo muito frio, achei Linderhof encantadora! As visitas ocorrem com grupos fechados em horários específicos, então não é bom perder a hora da entrada, quando o guia chama. Existe também uma loja de lembrancinhas com um preço meio salgado, para os que se interessarem.

Entrada de Linderhof (lojinha e restaurante ao fundo)

Entrada de Linderhof (lojinha e restaurante ao fundo)

Enfim, visita recomendadíssima e interessante! Visite Linderhof! :)

10 coisas que você precisa saber sobre Las Vegas

“What happens here stays here” é o que eles dizem. Enfim, Las Vegas é uma cidade que é o paraíso do entretenimento em todos os níveis, e o que não faltam são oportunidades de diversão para pessoas de qualquer idade. Mas fugindo um pouco do conceito de “o que fazer em Las Vegas em … dias”, vou te dizer aqui 10 coisas que você precisa saber sobre essa cidade maravilhosa!

  1. Todo hotel/cassino possui um tema diferente 

    Las Vegas é uma cidade cuja grande parte de sua renda vem do turismo, então ali existem uma série de hoteis e cassinos para suprir a demanda, mas qual seu diferencial perante à concorrência que é forte?
    Uma coisa simples e óbvia que as grandes redes de hoteis fazem é a renovação e modernização, o que as ajuda a se manterem no topo. Mas outro atrativo que parece bem mais determinante são os temas! Se hospedar num hotel de tema romano, ou medieval, ou egípcio, que tal? Os hoteis realmente entram no clima do lugar ou cultura que eles representam, então a melhor coisa a se fazer é literalmente “se jogar”. Seja andando de gôndola em “Veneza” ou comendo numa pâtisserie em “Paris”.

    Fachada do cassino "New York, New York"

    Fachada do cassino New York, New York

  2. A entrada nos cassinos é gratuita 

    Mesmo se você não se hospedar em determinado hotel, você é muito mais que bem vindo nos cassinos que eles possuem! Obviamente eles querem que você jogue e gaste seu rico dinheirinho nas mesas de pôker e nas máquinas de apostas dos cassinos.
    Mesmo que você não saiba jogar ou nem goste de gastar dinheiro em jogos de azar (eu, nos dois casos), conhecer os cassinos é uma boa experiência turística, mas é sempre bom ficar de olho: os cassinos são muito espertos e hoje eles possuem uma tecnologia que dificulta muito que as máquinas deem resultados positivos aos apostadores.
    Para entrar em qualquer cassino, é só ir entrando, e nada mais!

    Tem cassino até no aeroporto de Las Vegas!

    Tem cassino até no aeroporto de Las Vegas!

  3. Alguns hoteis não permitem a entrada de crianças 

    Em algumas cidades dos Estados Unidos, certos estabelecimentos proíbem a entrada de crianças: o que é polêmico para muitos, especialmente aqui no Brasil onde essa ideia já começou a chegar. Nesta viagem para a Califórnia e Nevada em especial percebi muitos lugares que tinham essa política.
    Enfim, Las Vegas possui alguns hoteis que nem permitem a estadia de famílias com crianças, e se você se enquadrar nestes casos, recomendo que verifique a política do hotel que você tem em mente.
    Que fique claro que eu estou falando sobre hospedagem e o simples trânsito dentro do hotel, já que só dá para apostar e jogar com 18 anos de idade.

    Fachada do Wynn (que é um que não aceita crianças)

    Fachada do Wynn e do Encore (que descobri que não aceitam crianças)

  4. Las Vegas é um excelente lugar para se fazer compras 

    Observei e comparei Las Vegas com outras cidades dos Estados Unidos que possuem uma tradição maior em compras, como New York, Orlando e Miami. Minha opinião é: Las Vegas é uma ótima opção para quem está interessado em gastar dinheiro com compras!
    Por ser uma cidade turística, é natural achar que shoppings e centros de compras se atraem por Las Vegas. Os maiores cassinos possuem várias lojas no seu interior, e também existem shoppings e outlets no entorno da cidade. Descontos são comuns em muitas lojas, inclusive comprei várias coisas no estilo “compre um produto e ganhe 50% de desconto no segundo”.
    Dentro dos cassinos, os melhores centros de compras se encontram no Venetian/Palazzo, no Bellagio, no Ceasar’s Palace e no Planet Hollywood. Na strip, adorei o shopping Fashion Show, próximo ao Wynn, e talvez os outlets mais famosos sejam os Outlets Premium, em North e South Las Vegas.
    Algumas das lojas desses centros de compras (só pra dar um gostinho) são Prada, Gucci, Louis Vuitton, Michael Kors, Dolce and Gabbana, Ralph Lauren, Jimmy Choo… é pra enlouquecer de vez!

    Shopping Fashion Show (com essa estrutura em cima)

    Shopping Fashion Show (com essa estrutura em cima)

  5. Tudo é motivo para gastar dinheiro 

    Em Las Vegas parece que o dinheiro voa das mãos, tipo nos desenhos animados. É possível de gastar dinheiro com o que literalmente você quiser (fica aqui o esclarecimento), mas qualquer coisinha é motivo de ver seus dólares indo pelo ralo.
    Já citei os cassinos e as compras, mas fora isso existem uma série de shows e atrações que você não pode perder (tipo o Cirque du Soleil, que vou falar mais abaixo). Fora isso, você TEM que entrar na loja do M&M’s! Quatro andares com absolutamente tudo que você imaginar que é derivado de M&M’s, fora aquela parede maravilhosa que vem todos os M&M’s separados por cor. Bem ao lado fica também a loja da Coca-Cola e juro que quase paguei 50 dólares só para tirar uma foto com aquele urso branco que aparece nos comerciais de natal, haha.

    Muita variedade de chocolates na loja do M&M's <3

    Muita variedade de chocolates na loja do M&M’s <3

  6. Se você nunca assistiu a uma apresentação do Cirque du Soleil, faça isso em LV 

    Las Vegas possui 8 apresentações permanentes do Cirque du Soleil, e todos os dias da semana vão existir shows onde você poderá ir! Como eu moro no Norte, nunca veio nenhuma performance do Cirque pra cá, e nunca pensei em me programar para ir em alguma outra cidade do Brasil, então juntei o útil ao agradável e fiz questão de assistir uma apresentação durante as minhas férias.
    Acabei assistindo ao espetáculo “O” e contei a minha experiência nesse post aqui. Simplesmente incrível, vale cada centavo! E vale muito a pena sentar próximo ao palco: você vê todos os detalhes e formas, coisa que acredito que nos últimos lugares, com os ingressos mais baratos, você acaba não tendo essa impressão.

    Dentro do Bellagio, que é o hotel que acontece a apresentação do "O"

    Dentro do Bellagio, que é o hotel que acontece a apresentação do “O”

  7. Entrega de panfletos sobre “serviços” nas ruas 

    Uma coisa que eu achava curiosa e que também me perturbava um pouco é que em locais determinados da strip, uns homens ficam entregando panfletos para a multidão. Muitos desses panfletos eventualmente terminam no chão sujando tudo (o que é obviamente um problema), mas o conteúdo deles era o que chamava a atenção.
    Todos eles ofereciam serviços de “escort”, que é uma maneira bonitinha de dizer prostituição. Curiosamente essas pessoas só entregavam os panfletos para homens, e lá nos panfletos tinha telefone, endereço e outras coisas que indicavam onde encontrar esses serviços.

    High Roller ao fundo

    High Roller ao fundo

  8. A Strip está cheia 24h por dia 

    Diferentemente da grande maioria das cidades do mundo, Las Vegas possui multidões de pessoas em todas as horas do dia! Claro, com shows, nightclubs, bares e outras atrações, a cidade não para nunca!
    As calçadas e ruas estão sempre movimentadas, e se você encontrar algum lugar com menos gente, é bom ficar alerta, pois possivelmente aquele lugar não deve ser seguro.

    Show das fontes, que acontece todas as noites

    Show das fontes, que acontece todas as noites

  9. Mantenha-se 100% hidratado 

    Tá, comecei esse tópico com uma piada, mas a dica de beber muita água durante sua estadia em Las Vegas é muito séria. Se você olhar ao redor, a cidade fica no meio do nada, bem no meio do deserto de Mojave, então já imaginamos que a umidade é bem baixa.
    Confesso que minha pele do rosto e meu cabelo amaram a secura, mas meus tornozelos não, haha. Então além de beber muita água, não se esqueça de passar um hidratante e também o bom e velho protetor solar.

    Fachada do Venetian/Palazzo

    Fachada do Venetian/Palazzo

  10. A Strip é muito engarrafada 

    Basicamente quase tudo que você pode imaginar em Las Vegas se encontra na Strip, e por incrível que pareça, essa larga avenida de 4 vias por sentido fica congestionada quase todo o tempo!
    É muita gente entrando e saindo dos estacionamentos e parando nas calçadas o tempo todo, o que irrita um pouco. Às vezes compensa ir caminhando de um ponto a outro, mas não se engane pois a strip pode parecer curta, só que não é! Com a questão da umidade baixa, é fácil ficar com sede durante caminhadas longas, então é sempre bom ir tomando algo no caminho.

    Fachada do Paris

    Fachada do Paris

Então, espero que vocês tenham gostado! Aproveite a ida à sin city e não se esqueça da primeira frase do post: o que acontece em Las Vegas fica em Las Vegas.

50 sensações possíveis só para quem fez intercâmbio

Existem situações e vivências que são únicas, e cada experiência internacional que vivi me agregou muita coisa. Por isso digo que meus intercâmbios foram únicos e extremamente importantes para o meu crescimento como pessoa. Pensa em fazer algum nos próximos meses ou anos? Se prepare para alguma das melhores sensações da sua vida!

  1. Lidar com pessoas de diversos países será super comum. É tipo uma volta ao mundo sem sair de um só lugar;
  2. Com tanta diversidade cultural, as pessoas começarão a achar seus hábitos rotineiros um tanto estranhos;
  3. Mas não se preocupe, já que pessoas que você conhece há poucas semanas se tornam amigos de infância;
  4. O lema “Viva como se não houvesse amanhã” ganha um significado totalmente diferente;
  5. Se você não sai da sua zona de conforto em casa, certamente o fará durante o seu intercâmbio;

    Como não amar esse dia e essas pessoas?

    Como não amar esse dia e essas pessoas?

  6. Falando em sair da zona do conforto, se perder na cidade, pegar o ônibus errado e até passar vergonha alheia na rua é normal;
  7. E quando você comenta essas experiências com algum outro intercambista, ele(a) vai te contar alguma história bem mais bizarra;
  8. Não gosta de McDonald’s, KFC e qualquer marca de fast food? Não adianta, você sempre irá dar um pulinho por lá para poder economizar dinheiro;
  9. Na verdade, a frescura com a maioria das comidas acaba. O importante é se manter alimentado. Até mesmo um miojo ajuda!;
  10. Falando de comidas, sempre terá alguma comida típica que você vai se apaixonar. Caso ela não seja vendida no Brasil, algum dia você vai tentar pelo menos fazê-la em casa (ou morrer de vontade);

    Lángos doces

    Lángos doces

  11. Mal você chega e todo mundo quer que você poste suas fotos. Assim, todo mundo viaja “junto”;
  12. Além do mais, todo mundo quer conversar no skype com você. Acredite, conversar com alguma pessoa no Brasil é uma das melhores sensações, além de aquecer o coração;
  13. Dá vontade de chorar quando chegamos em um lugar que no fundo, sempre sonhamos em conhecer;
  14. Qualquer pequeno detalhe já é motivo pra tirar foto;
  15. Você vai descobrir que jovens são iguais no mundo todo, e que de alguma maneira, todos falam a mesma língua;

    Brasileiros lindos, em Brastislava

    Brasileiros lindos, em Brastislava

  16. Você sempre conhecerá pessoas diferentes. É tipo virar popular “ao redor do mundo”;
  17. E bote diferença e diversidade nisso. Minha roomate em Budapeste tem nacionalidade australiana, porém é nascida em Singapura, e 100% descendente de indianos. Fora isso, ela também já morou na Indonésia, Índia, Omã e Malásia. Parece que não, mas você vai encontrar muita gente com background diverso no seu intercâmbio;
  18. Apesar de toda essa diversidade dela e da minha (uma mistura de alemães, colombianos, marroquinos, indígenas, portugueses e nem sei mais o quê), conseguimos encontrar semelhanças culturais bem marcantes! Moral da história, apesar das diferenças, o que importa são as semelhanças;
  19. Pequenas coisas, como um tal pôr-do-sol ou uma vista a um céu estrelado se tornarão momentos marcantes durante a sua vida inteira;
  20. Você vai se lembrar para sempre daquela festa que todo mundo estava feliz, aquela celebração cultural única, daquele momento em que seus amigos riram…;

    Ingresso do jogo CSKA Moscou x Real Madri

    Ingresso do jogo CSKA Moscou x Real Madrid

  21. Pois o importante é ter histórias para contar aos seus netos, e você terá muitas delas para compartilhar;
  22. Mas tenha ciência que você também terá histórias ruins. Não vá se iludir que tudo seja um arco-íris;
  23. Qualquer probleminha se torna uma dor de cabeça enorme;
  24. E quando você volta para o Brasil, você ri dessas situações chatas. Afinal, é sempre bom ver tudo pelo lado positivo;
  25. Sentir saudades de casa é inevitável. Tem vezes que a melhor coisa do mundo é lembrar da sua cama, da comida da avó, e especialmente uma piscina quando você pega aquele inverno bem rigoroso;

    Middle of nowhere

    Middle of nowhere

  26. Se você está fora do Brasil durante o carnaval, o réveillon, o sete de setembro ou alguma outra data comemorativa, o coração meio que aperta;
  27. E chega um momento em que comer qualquer coisa que te lembre a comida de casa é a melhor coisa do mundo;
  28. Você não consegue sentir medo, comparado com a sua vida no Brasil;
  29. Mas quando tudo dá errado, a vontade que dá é de sair correndo para o aeroporto;
  30. Mas tem algo que te prende por lá, e o seu coração diz que é necessário tentar;

    Moscou, na semana final

    Moscou, na semana final

  31. Também existem as comparações. Não dá pra deixar de comparar qualquer coisa com o Brasil;
  32. E até que você consegue ter umas ideias sobre o que poderia melhorar na sua cidade de acordo com as coisas que você vê durante o seu intercâmbio;
  33. Independente se o intercâmbio for pra estudar na faculdade, idiomas, trabalhar em empresas ou como voluntário, você vai ter o interesse de fazer um próximo, com alguma atividade diferente;
  34. E dá aquela vontade de viver uma experiência única dentro de sua experiência única. Talvez comprar os ingressos daquele jogo importante, pagar um jantar num restaurante exótico ou viajar para a cidade dos seus sonhos seja a melhor coisa que você já tenha feito;
  35. E quando você volta pra casa, você lembra de todos esses fatos com muito carinho;

    Tem coisas que guardamos com muito carinho!

    Tem coisas que guardamos com muito carinho!

  36. Mas ao mesmo tempo fica aquela sensação de “poderia ter feito mais”;
  37. E quando você esbarra com alguém na rua que vai fazer intercâmbio na mesma cidade que você fez, seus olhos começam a brilhar, e você se voluntaria para dar dicas e afins;
  38. E sempre fica aquele gostinho de quero mais;
  39. Daí você percebe que viajar é a melhor coisa, e que é necessário sempre conhecer algo novo;
  40. E o tempo passa, e aquelas pessoas que você convivia no intercâmbio ainda são muito queridas;

    Vista de Szentendre

    Vista de Szentendre

  41. Daí a frase “Recordar é viver” também ganha um novo sentido;
  42. E dá uma vontade de viajar para todos os países para dar um abraço nos seus amigos;
  43. Então você fica super alegre e comenta como se fosse o maior especialista no assunto quando você vê na mídia alguma coisa deste lugar;
  44. Afinal de contas, por um determinado tempo, você foi um cidadão daquela cidade, e se misturou na multidão como se fosse um americano, inglês, francês, espanhol típico;
  45. Dá uma vontade de documentar o que você faz, seja através de fotos, textos, postagens;

    Felicidade imensa ao ver a neve pela primeira vez! :)

    Felicidade imensa ao ver a neve pela primeira vez! :)

  46. Não se preocupe, que a nostalgia é um sentimento bem comum;
  47. E apesar dos momentos bons, ruins, felizes ou tristes, um consenso geral é de que essa é a melhor experiência da vida;
  48. E que você viveria tudo aquilo de novo;
  49. E o que resta agora é compartilhar;
  50. E estimular os outros a terem uma experiência semelhante.
Por que o importante é ser livre!

Por que o importante é ser livre!

 

 

 

Seja a mudança!

No dia 7 de janeiro de 2012, eu estava indo mudar a minha perspectiva de vida. Consegui uma oportunidade de viajar para a Rússia e me desafiar sendo voluntária numa escola do interior.

Sabe quando a pessoa tem vontade de fazer alguma coisa, mas parece que tudo é difícil? Antes eu nem conseguia ligar para pedir uma pizza, dirigir era impossível e eu tinha medo de tudo. Decidi me dar um tratamento de choque logo de cara.

Trocaria o conforto da minha casa por dormir numa cama de ferro. Sairia do calor amazônico para o frio do inverno siberiano. Teria que me desafiar em uma cidade onde as coisas fluem diferente da minha.

Tudo ia mudar. Alfabeto, comida, amigos, clima e mais… Eu também iria mudar! E ainda bem que foi pra melhor.

Aprendi a não ter medo das coisas. Aprendi que eu poderia fazer tudo que eu quisesse, desde que eu me dedicasse bastante. Aprendi a cultivar amigos, apesar das diferenças. Aprendi que eu não devo guardar mágoas no meu peito. Entendi que é possível mudar o mundo se cada um fizer sua parte, e que a paz é sim uma utopia, mas não poderemos ficar inertes a tudo que acontece ao nosso redor.

Eu vi coisas incríveis durante a minha estadia na mãe Rússia. Conheci a Praça Vermelha, presenciei o ritual do batismo, peguei um frio de -40, e me senti de volta à 1917 quando olhei pro lado e vi um comício do Partido Comunista com todos aqueles operários balançando bandeiras com o martelo e a foice.

Eu estava na Rússia num momento em que os olhos do mundo estavam virados para ela. Eleições presidenciais iriam acontecer na semana que eu saí de lá, e vários protestos aconteceram antes e depois da minha chegada ao país.

Por uma leve coincidência, a Rússia também se encontra aos olhos do mundo agora também.  As olimpíadas de inverno estão prestes a acontecer e um grupo de pessoas querem causar uma tragédia. Volgogrado já sofreu 3 atentados terroristas e a minha linda Saratov está num clima de tensão muito grande. Segundo a minha host, são policiais pra todo lado, revistando bolsas, pedindo pra tirar os casacos e muitos deles portam armas à vista.

Mas não quero falar de tragédias aqui. Quero simplesmente agradecer pela experiência que mudou a minha vida. Obrigada Rússia pelos ensinamentos e por ter me tornado uma pessoa mais completa.