Andando pela Cidade Velha em Montevidéu

Olá, internet! Hoje preciso falar sobre a Cidade Velha de Montevidéu, que é provavelmente o local mais charmoso da cidade, e a visita é indispensável para todos que vão conhecer a capital uruguaia. A Cidade Velha é muito importante, pois Montevidéu nasceu ali, então já imaginem a quantidade de coisas interessantes que existem nos arredores!

Nesse post, vou falar sobre alguns pontos de interesse na Cidade Velha e também vou seguir uma “lógica” em relação ao caminho percorrido. Eu já fiz posts sobre alguns desses pontos, e vou deixar o link anexo com o texto mais completinho sobre cada um deles, para quem quiser. :)

1. Teatro Solís

A ordem dos fatores não altera o produto, mas acho que faz mais sentido começar a caminhada pela Cidade Velha visitando o Teatro Solís, o principal do Uruguai. Faz algum tempo que fiz um post mais explicadinho sobre ele, e vou já deixar o link disponível aqui embaixo. :)

Mas já adianto que se for possível, faça uma visita guiada ao teatro, e se for mais possível ainda, assista alguma apresentação lá dentro! Os horários das visitas e apresentações estão disponíveis no próprio site do teatro (que inclusive está no post que eu fiz, haha).

Você pode gostar também: Visitas guiadas no Teatro Solís

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2. Plaza Independencia

Essa provavelmente é a praça mais conhecida de Montevidéu e normalmente as pessoas a colocam como ponto de partida para começar a caminhar pela Cidade Velha. Por causa de sua localização, muitas coisas estão em seus arredores, fazendo com que esta praça seja um ponto de encontro perfeito.

Eu coloquei a Plaza Independencia logo depois do Teatro Solís só por uma questão de lógica e preferência minha, mas no fundo não acho que existe grande diferença sobre o que ver primeiro. Elas são bem próximas, coisa de dois minutinhos a pé.

Ali na praça se encontra uma estátua do general José Artigas, que é um dos heróis nacionais do Uruguai, e logo abaixo da praça existe seu mausoléu e memorial.

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3. Palácio Salvo

O Palácio Salvo é provavelmente o prédio mais icônico de Montevidéu, e por algum tempo (leia-se: início do século XX) ele era o prédio mais alto da América Latina. Hoje, existe um museu ali, mas infelizmente não é aberto todos os dias. Na verdade, só soube disso por causa de um senhor que nos avisou numa loja de lembrancinhas ali perto. Foi só depois que encontrei informações sobre, e muito poucas.

O Palácio Salvo fica do outro lado da rua, partindo da Plaza Independencia. Também acredito que a praça seja o melhor lugar para se tirar fotos dele.

4. Puerta de la Ciudadela

Como muitas outras cidades no passado, Montevidéu foi murada, e com o passar do tempo, a cidade cresceu tanto que não fazia mais sentido ter um muro que a protegesse. Então só um resquício dele ficou de pé para ser uma espécie de símbolo, e também algo como um ponto de referência.

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5. Peatonal Sarandí

A Peatonal Sarandí é uma rua exclusiva para pedestres que inicia logo depois (ou antes, dependendo do teu ponto de vista, haha) da Puerta de la Ciudadela. Algumas lojas, cafés e outros se encontram ao longo de toda a peatonal, fazendo com que seja uma caminhada bem interessante.

Algumas pessoas me falaram para ter cuidado lá por causa da quantidade de pessoas, mas achei tudo ali bem tranquilo, mas tenho que dizer que fiquei curiosa com a quantidade de prédios abandonados ali, que inclusive poderiam abrigar locais muito interessantes. Caminhar ali é essencial para quem quer conhecer direitinho o centro e suas ruelas.

6. Plaza Constitución

Em determinado momento, a Peatonal Sarandí chega na Plaza Constitución, que é uma praça bem bonitinha no coração do centro de Montevidéu. Tem bancos para que as pessoas sentem, o local é arborizado, e cercado por alguns cafés e restaurantes.

7. Catedral Basílica de Montevidéu

Bem em frente à Plaza Constitución fica a principal igreja de Montevidéu, a Catedral da cidade. É uma construção linda, que vale a pena visitar! Comparando com outras catedrais de outras cidades daqui da América Latina, ela é bem menor, mas isso não tira nada o seu brilho.

Também é um refúgio para quem busca conforto ao participar de uma missa ou outra celebração. Como ela é de fácil acesso, é tranquilo visitá-la.

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8. Café Brasileiro

Sempre quis fazer um post sobre o Café Brasileiro, mas eu simplesmente esqueci de tirar qualquer foto lá, haha. Fundado em 1872, esse é o café mais antigo de Montevidéu e ele é bem aconchegante e tradicional, além de ser bem pequenininho, haha. O mobiliário e outras coisinhas são bem retrô, e te dão a impressão que você está de fato em 1872.

Ele pode ter “café” no nome, mas ele na verdade é mais um restaurante que outra coisa. Fui almoçar lá e pedi um ravióli – estava bem gostoso, e não achei tão caro assim (apesar de achar o atendimento meio falho, principalmente por causa da pouca quantidade de atendentes para o local inteiro. Outro detalhe é que nesse dia eu fui almoçar umas 16h e confesso que não sei se foi um fator para isto.

9. Museu Andes 1972

Esse foi o local mais impactante que fui em Montevidéu. O museu Andes 1972 foca na história de sobrevivência do time uruguaio que sofreu um acidente aéreo na cordilheira dos Andes, aproximadamente na fronteira entre Chile e Argentina.

O local possui vários artefatos como os destroços, utensílios que as pessoas utilizavam para sobreviver, roupas, fora toda a questão gráfica de dados, e os depoimentos das pessoas. Fiz um post mais detalhadinho com mais informações sobre o acidente, o museu e seu conteúdo.

Você pode gostar também: Milagre dos Andes: história e museu

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10. Palácio Taranco

O Palácio Taranco é um lindo museu próximo à Plaza Zabala. Ele já fica um pouco depois da peatonal Sarandí, mas nada muuuito longe. Ele foi uma residência particular no passado, e hoje abriga o museu de Artes Decorativas de Montevidéu. Como amo decoração, adorei visitar esse museu, e estava bem tranquilo quando fomos.

Você pode gostar também: Palácio Taranco, o achado de Montevidéu

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11. Mercado do Porto

Com certeza o Mercado do Porto é o local mais icônico de Montevidéu. Na verdade, tudo que envolve comida é maravilhoso, especialmente quando esta comida é a mais típica deste lugar. Não é novidade para ninguém que os uruguaios amam carne, e me lembro que li em algum lugar que o Uruguai era o país que mais consumia kgs de carne per capita no mundo.

Primeiro que o local onde se encontra o Mercado é bem diferente, pois ele parece mais uma estação de trem que um mercado. Segundo que o cheiro é maravilhoso. Terceiro é que o local é sempre bem cheio e frequentado. E quarto que a comida é deliciosa!

Vou deixar um link sobre o Mercado aqui em baixo, mais detalhadinho sobre como foi minha experiência lá.

Você pode gostar também: Amoçando no Mercado del Puerto

 

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Airport Review: Aeropuerto Internacional de Carrasco (MVD)

O Aeroporto Internacional de Carrasco é o principal local de entrada e saída do Uruguai. Apesar de ser o aeroporto da capital do país, ele não é tão movimentado quanto outros da América Latina como Lima, Ezeiza ou Bogotá. Mesmo assim, esse aeroporto dá uma boa primeira impressão para os turistas que visitam Montevidéu, e isso inclui um grande percentual de brasileiros.

Aeroporto de Montevidéu

Voos de/para o Brasil:

Atualmente, as três maiores companhias aéreas do Brasil (obviamente Latam, Gol e Azul) possuem alguns voos diretos até Montevidéu, mas apenas 4 cidades do nosso país possuem voos diretos para a capital uruguaia.

A companhia com mais voos diretos é a Gol, que possui saídas de Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. A Latam possui saídas de São Paulo e do Rio, enquanto a Azul opera voos diretos a partir de Porto Alegre.

Eu fui para Montevidéu de Latam, e saí do Rio de Janeiro. As olimpíadas haviam acabado há pouco e o aeroporto estava perfeito, mas esse é assunto para outro post. :)

Como sair do aeroporto em direção à Montevidéu?

Primeiramente, é necessário saber que o Aeroporto de Carrasco fica a 20 km do centro de Montevidéu, ou seja, não é tão pertinho assim. Sabendo disso, já imaginamos que o preço de um táxi sairia um pouco salgado, mas existem outras opções de vários preços.

Como já disse, temos os tradicionais táxis. Eles são bem tranquilos para se usar na cidade, e não são tão caros quanto em outras capitais. Confesso que quase só usei táxi durante os dias que passei em MVD, mas não o utilizei na saída do aeroporto. Vale ressaltar que o preço do táxi é tabelado e varia de acordo com o local onde você vai descer.

Uma opção mais barata são as vans compartilhadas, e esse foi o modo que escolhi para ir até o hotel. Se paga 350 pesos por pessoa, mas a desvantagem é ter que esperar por um certo número de pessoas para encher a van. No meu caso, saímos num grupo de 7 pessoas, todos brasileiros, e aguardamos cerca de 20 minutos para conseguir esse número.

Caso ainda exista alguma dúvida, o site do táxi pode ajudar a calcular o valor da corrida do aeroporto.

Outra opção popular é a Uber, mas não a utilizei por receio. Até então, nunca tinha utilizado o serviço e não queria fazê-lo em outro país de primeira vez.

Câmbio no aeroporto

Tradicionalmente já sabemos que as casas de câmbio em aeroportos costumam ter uma taxa não tão favorável aos turistas, mas eu troquei um valor muito pequeno apenas por emergência, já que era noite e não teríamos a oportunidade de ir naquele mesmo dia ao centro para poder trocar nosso dinheiro.

Caso a dúvida seja para pagar o táxi ou a van compartilhada, fique tranquilo, pois o guichê destes aceita cartão de crédito.

Outra opção de câmbio é usar a Western Union ou o Transferwise, dois tópicos de posts futuros por aqui. (Spoiler: nunca usei nenhum dos dois sistemas, mas tenho interesse).

Duty Free

Antes de chegar lá, li em vários sites e blogs que o Free Shop de Montevidéu é considerado um dos melhores da América Latina. O duty free parece ser bom (bons preços especialmente para os perfumes), mas ele é pequeno comparado a outros, como Ezeiza. Mas seu tamanho diminuto é ideal para o porte do aeroporto, que como citei antes, é pequeno.

O duty free fica logo antes da imigração, então se você quiser fazer compras, só tem essa chance. Falando nisso…

Imigração

O Uruguai é um país bem amigo do Brasil. Ambos fazem parte do Mercosul (inclusive a sede do Mercosul fica em Montevidéu!), e a tradição de amizade e cooperação data de muitos e muitos anos. Lembram da Colônia del Sacramento?

Então meio que por causa disso, a imigração é bem tranquila. Só me perguntaram a data prevista de saída do Uruguai e carimbaram meu passaporte.

Falando em passaporte, ele é opcional ao visitar o Uruguai. Você pode entrar no país com uma identidade de bom estado e com menos de 10 anos de emissão (err… a minha já tem um pouco mais de 10 anos). Mas lembre-se, levar passaporte é sempre melhor.

Wifi no aeroporto

Temos aqui mais um aeroporto com internet livre (*celebra*). Hoje em dia é difícil encontrar um aeroporto internacional sem algum tipo de conexão de dados, mesmo que por um período determinado de tempo. Parece que os aeroportos estão entendendo que esse é um detalhe que faz toda a diferença no conforto do passageiro, mesmo que seja em conexão.

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Visitas guiadas no Teatro Solís

O Teatro Solís é um dos principais pontos de interesse de Montevidéu, e não tem como não notar sua forte presença no centro da capital uruguaia. Como sou apaixonada por teatros e qualquer construção que envolva arte e cultura, a visita ali é indispensável.

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Fachada

O que é?

O Teatro Solís é a mais famosa casa de espetáculos de Montevidéu. Suas origens remontam a meados do século XIX, quando arquitetos na cidade começaram a esboçar um projeto que criaria um teatro com condições de tornar a capital do Uruguai num importante centro da ópera.

Sua abertura oficial neste exato lugar ocorreu no ano de 1856, e o teatro permaneceu aberto até 1998, quando se iniciou uma grande renovação. Em 2004, o teatro foi reaberto ao público, onde permanece aberto à visitações e a espetáculos desde então.

Acompanhe também: Minha opinião sobre o Bus Turístico de Montevidéu

Onde fica e como visitar?

O Teatro Solís se localiza bem perto da Plaza Independencia, próximo à Cidade Velha, no cruzamento entre as avenidas Buenos Aires e Bartolomé Mitre. É totalmente possível de encaixar a visita guiada no dia que der para fazer os passeios no centro de Montevidéu.

Dependendo do dia da semana, os horários de visitação podem variar. O site do teatro apresenta todos os horários disponíveis para a visita guiada, e o tour em português custa só $60, bem baratinho!

O dia que conheci o Teatro Solís foi uma terça feira, e só tinha um horário de visitação disponível (16h). Mesmo assim, não precisa ter pressa em comprar os ingressos, já que a bilheteria só abre 30 minutos antes das visitas.

Acompanhe também: Almoçando no Mercado del Puerto

Como é a visita e o que vemos?

Como eu falei um pouco acima, a visita guiada pode ser feita em português, e o nosso guia foi um uruguaio que falava um bom português, ainda com sotaque, mas sem problemas para compreender os fatos.

Ele contou a história do Teatro, fundação, origem dos materiais, estilo de arquitetura, curiosidades, origem do nome Solís, por que aquelas coisas funcionavam daquele determinado jeito, e por aí vai.

O grupo devia ter pelo menos uns 20 brasileiros (eu acredito que tinha mais gente no tour em português do que o de espanhol!), mas não foi difícil de acompanhar ou de escutar o guia.

A visita guiada começa no lado de fora, passa por uma espécie de hall onde as pessoas costumavam fazer o social antes das apresentações e termina no camarote, onde podemos tirar fotos e apreciar a beleza do local.

Durante esse tempo, o guia fica contando fatos interessantes sobre o teatro, construção e outros afins.

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Vale a pena visitar?

Então, eu acho que vale a pena visitar o Teatro Solís sim. O ingresso tem valor barato, é próximo ao centro histórico de Montevidéu e da Plaza Independencia, e querendo ou não, o Teatro Solís é um dos símbolos uruguaios mais importantes.

A visita não é longa: leva aproximadamente 45 minutos do início ao fim. Dessa maneira, uma visita ali não compromete outras coisas para fazer durante o dia.

Apesar de não ser tão vibrante em cores e ouro quanto o Teatro Colón ou a Ópera de Viena (duas das casas de espetáculo mais conhecidas do mundo), o Teatro Solís tem seu charme, fazendo com que ali seja um local agradabilíssimo.

 

Almoçando no Mercado del Puerto

Em Montevidéu, o lugar que 11 a cada 10 pessoas indicam como must go é o Mercado del Puerto, localizado na Cidade Velha. Eu coloquei essa estatística impossível ali em cima para enfatizar o quão importante e tradicional é a visita a este formidável lugar na capital do Uruguai.

Mercado del Puerto por dentro

Mercado del Puerto por dentro

O prédio onde se localiza o Mercado del Puerto tem uma aparência que para mim lembrava uma estação de trem com seus detalhes em metal, fato que foi confirmado por um guia de turismo de uns americanos que almoçavam na mesa ao lado.

Alguns dizem que o local deveria originalmente abrigar uma estação ferroviária, até o projeto ser parcialmente abandonado e depois ser retomado por um grupo de empresários uruguaios que pretendiam abrir um mercado na cidade, fora outras lendas que envolvem a Bolívia e naufrágios. É, mais ou menos… esse grupo de empresários realmente existiu e eles pretendia m construir um mercado de alimentos em Montevidéu, e para isso contrataram um grupo de arquitetos e ferreiros ingleses que acabaram fazendo a obra, com as inspirações em construções em metal que ainda eram inéditas na América do Sul.

Mercado del Puerto

Mercado del Puerto

Enfim, atualmente o Mercado del Puerto é o principal pólo gastronômico da cidade, o que reforça seu posto de principal atração turística dali. Dentro do mercado, existem uma série de restaurantes, e cabe a você escolher onde você vai comer. Por causa do atrativo turístico, os preços são meio salgados, mas nada muito fora do orçamento: o prato para duas pessoas saiu por volta de 80 reais.

Mas e aí, a comida?!
Quando pensamos em Uruguai, a primeira coisa que imaginamos comer é… carne! Li em algum livro (que provavelmente já está guardado na biblioteca) que o Uruguai é o país com o maior consumo de carne per capita do mundo! A Argentina vem logo depois, consolidando os nossos dois vizinhos do Cone Sul como especialistas em carne, de modo geral.

Então, o Mercado del Puerto foca na tradicional parrilla, que é o churrasco na brasa deles. Cada restaurante mostra a carne sendo assada ao vivo, e se você quiser, pode sentar tanto no balcão para uma experiência mais informal, ou numa mesa mesmo.

Melhor foto das carnes que vi que tirei haha

Melhor foto das carnes que vi que tirei haha

Ainda existem as opções de comer uma parrillada, que é como se fosse um prato composto de um pedaço de cada carne, assim como um prato tradicional, que dependendo do que escolher dá para duas ou mais pessoas. Como comemos pouco, não valia tanto a pena comer uma parrillada, que é mais cara, e vem em maior quantidade, então preferimos ir pela veia mais simples e pedimos um prato para duas pessoas, mas pedimos uma sugestão ao garçom sobre o que comer. Assim, eles nos sugeriu o Baby Beef, e nos surpreendemos, pois estava uma delícia!

Uma coisa que percebi no Uruguai foi que eles não servem muitas guarnições, como no Brasil. Por exemplo, o que acompanhou nosso Baby Beef foi uma porção de batata frita, mas tinha a opção de uma saladinha também. Normalmente os restaurantes oferecem também o chimichurri, que é um molho de ervas – uma delícia, sempre faço aqui em casa.

Pedaço que cortei do Baby Beef (e ainda tinha mais!)

Pedaço que cortei do Baby Beef (e ainda tinha mais!)

Vale também lembrar que por serem muitos restaurantes, os atendentes ficam te chamando para comerem no deles. Decidi ir onde tinha mais gente, pois para mim é um indicativo de que ali é realmente bom.

Ali no Mercado também se encontram lojinhas de souvenirs, e encontrei bons preços! Comprei umas lembrancinhas pra dar de presente, assim como os famosos alfajores uruguaios. Na minha opinião, ali e nos arredores da Plaza Independencia é onde se encontram os melhores preços de souvenirs.

E lembre-se, sempre sai mais barato comprar no cartão de crédito no Uruguai, por causa do desconto do IVA. ;)
Endereço: Rambla 25 de Agosto de 1825, 228

Palácio Taranco, o achado de Montevidéu

No nosso primeiro dia em Montevidéu, decidimos conhecer a Cidade Velha, que é onde a maioria das atrações da capital do Uruguai se encontram. Saindo da peatonal em direção ao Mercado del Puerto, nos deparamos com uma linda pracinha: alguns bancos, jardim e uma estátua no meio.

Essa praça é a Plaza Zabala, e existe um pouquinho de histórias interessantes por trás dela. Antigamente no mesmo local existia o chamado Forte de Montevidéu, que eventualmente foi destruído em 1878 com o propósito de criar uma praça pública. A praça só foi construída em 1890, e esta foi construída com uma forte influência francesa, que remonta o estilo parisiense.

Jardins

Jardins

Para concluir, ela foi batizada com o nome de “Zabala” em homenagem a Bruno Mauricio de Zabala, espanhol que fundou a cidade de Montevidéu. A estátua localizada ali (obviamente do Zabala) só foi confeccionada cerca de 50 anos depois, sendo inaugurada em 1931.

Enfim, quando estávamos naquela praça, vimos uma mansão antiga, porém com seu charme medieval – algo que me chama bastante a atenção particularmente. Fomos até lá investigar o que era e descobrimos que era um museu! Prontamente fomos  ver se estava aberto.

Este local é o Palácio Taranco, que hoje abriga o Museu de Artes Decorativas de Montevidéu. E falando por mim, eu gosto muito dessa modalidade de museus, que envolve decoração e afins e então decidimos entrar. Outra boa notícia: a entrada é gratuita!

Fiquei impressionada com a beleza do local: estilo clássico, que brinca com cores e texturas. Facilmente dá para sentir como aquelas pessoas moravam, voltando no tempo para o início do século XX, que foi quando o local foi construído.

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Falando um pouquinho mais do Palácio Taranco, este local foi projetado pelos mesmos arquitetos que projetaram o Petit Palais e o Arco do Triunfo de Paris, o que ratifica a influência francesa do lugar. Originalmente, o palácio pertencia à família Taranco Ortíz, que bancou sua construção, e foi vendido ao governo uruguaio em 1947, mas somente em 1972 o local virou um museu.

Foi impressionante ver um pedacinho da França – e com grande estilo – no centro de Montevidéu. Confesso que não conhecia o palácio, o que acabou sendo uma ótima surpresa! A visita não é longa, o que não compromete outros pontos de interesse em Montevidéu, e digo que vale muito a pena conhecer o Palácio Taranco!

O Palácio Taranco se localiza na av. 25 de Mayo.