Roteiro da minha primeira viagem à Europa – Parte 1

Olá, como vão?! Esse é um dos poucos posts sobre roteiro que tenho aqui, e espero ajudar aqueles que estão precisando de uma ajudinha para consolidar qual o trajeto total de sua viagem à Europa! Aqui, irei apresentar o roteiro completo da nossa primeira ida ao continente europeu!

A viagem compreendeu 8 países: França, Luxemburgo, Alemanha, Áustria, Eslovênia, Itália, Vaticano e Suíça. Paisagens incríveis e sensações inesquecíveis! Esse post será gigantesco, e o dividirei em partes 2 e 3! Espero que gostem! =)

Lembrando mais uma vez que essa é uma sugestão de roteiro para a Europa: como contratamos uma agência de turismo, todo o transporte e passeios eram por conta da empresa. Mas obviamente, é possível de recriar este trajeto por conta própria.

Acompanhe também:
Roteiro da minha primeira viagem à Europa – Parte 2
Roteiro da minha primeira viagem à Europa – Parte 3

Dia 1: Paris

Champs Élysees destacada no mapa

Champs Élysees (Google Maps)

Nosso voo chegou no fim da manhã. Imigração foi tranquila, e o motorista da empresa que a agência contratou nos levou ao hotel. Apenas deixamos nossas malas, e o mesmo motorista nos deixou no Arco do Triunfo.

Dali, passeamos por toda a avenida des Champs Elysées, entramos nas lojas, fizemos algumas compras e resolvemos almoçar em um dos bistrôs que se encontram ali. Não foi a comida mais gostosa do mundo, mas achamos o preço bom (considerando o lugar), e atendimento atencioso.

Já era fim da tarde e pegamos o metrô na estação Franklin D. Roosevelt em direção à Saint-Denis (norte de Paris), que era onde nosso hotel se localizava. O hotel era bem próximo do Stade de France, que foi onde o Brasil perdeu a copa de 1998. Conhecemos os arredores e a vizinhança, e decidimos nos recolher cedo, pois ainda estávamos cansados da viagem do dia anterior.

Arco do Triunfo

Arco do Triunfo

Dia 2: Paris e Versailles

Distância entre Paris e Versailles (Google Maps)

Paris – Versailles (Google Maps)

Esse era o primeiro dia do tour, em si. De cara, nós iríamos até Versailles, uma cidade da Região Metropolitana de Paris, que guarda um dos lugares mais admirados do mundo. O palácio que leva o nome da cidade foi transformado por Louis XIV, o rei Sol, na residência oficial da monarquia francesa. Lindo e opulente, reflete todo o luxo que os nobres viviam, e os detalhes de ouro reluziam muito, mesmo naquele dia chuvoso.

Portões de ouro de Versailles (perdoem-me, eu não gostava/sabia tirar fotos)

Portões de ouro de Versailles (perdoem-me, eu não gostava/sabia tirar fotos)

O palácio é maravilhoso por dentro e fora, e ainda vou me inspirar a fazer um post só dele por aqui. Os jardins parecem ser igualmente lindos, mas não conseguimos explorá-lo pela falta de tempo.

Tenho que falar outra coisa de Versailles: vocês devem imaginar, mas o palácio é muuuito cheio! São turistas a perder de vista!

Voltando a Paris, era hora de fazer o tour pelos principais pontos turísticos, só que dentro do ônibus. Foi ótimo conhecer todas aquelas partes da cidade, e ainda descobrindo curiosidades através da guia. O único lugar que paramos foi na Torre Eiffel, só para uma foto rápida.

Na noite, o guia nos havia oferecido um passeio para Montmartre e no Moulin Rouge. Outras pessoas da minha família decidiram conhecer o bairro boêmio de Paris, mas estava me sentindo mal e fiquei no hotel. Montmartre, creio eu, é o único “hotspot” da capital francesa que ainda não tive oportunidade de conhecer.

Silhueta: jardins de Versailles

Silhueta: jardins de Versailles

Dia 3: Paris

Bâteaux Mouches, Louvre, Notre Dame e Quartier Latin marcados com estrelas (Google Maps)

Bâteaux Mouches, Louvre, Notre Dame e Quartier Latin marcados com estrelas (Google Maps)

Esse seria nosso último dia em Paris, e a programação começava no Quartier Latin, que é um bairro muito antigo dali, que data do século XV. Ele se nos encontra nosarredores da Île-de-France, que foi o local que a capital francesa de fato, nasceu. Antes havia uma muralha que guardava todo o contorno da antiga Paris, como na maior parte das cidades europeias medievais: essa muralha obviamente não existe mais, mas as construções centenárias do bairro ainda persistem, e lá fizemos um agradável walking tour pelas ruas do bairro.

Na Île-de-France se localiza um dos principais ícones parisienses: a Catedral de Notre Dame. Também fizemos um passeio por dentro da catedral, e ficamos admirando toda a arquitetura do local, assim como seus belíssimos vitrais. Fiquei ali, próxima ao altar por algum tempo e consegui associar as histórias que a guia contava com o lugar que estávamos, como por exemplo, a história da auto coroação de Napoleão.

Fachada de Notre Dame

Fachada de Notre Dame

Também pisei no marco zero de Paris, que fica bem em frente à catedral. Reza a lenda de que quem pisa lá, sempre volta à cidade luz. Não custava nada tentar.

Logo depois, fizemos um passeio bem interessante que ajuda a ver Paris de uma outra perspectiva. O Bâteau Mouche é uma espécie de barco que é aberto na parte de cima, permitindo a visualização de Paris através do rio Sena.

Para completar o passeio do dia, terminamos no Louvre. Almoçamos no shopping anexo ao museu e depois passamos a tarde explorando as obras dali. Confesso que achei a Monalisa meio fraquinha, mas adorei a Vênus, e principalmente o quadro de David, que retrata a coroação da Josefina pelo Napoleão.

A pirâmide do Louvre

A pirâmide do Louvre

Dia 4 – Paris, Épernay e Luxemburgo

Paris - Épernay - Luxemburgo (Google Maps)

Paris – Épernay – Luxemburgo (Google Maps)

Saímos da capital francesa bem cedinho em direção à Champagne. Essa é uma região da França conhecida pela bebida que leva seu nome, e uma característica bem marcante dali é que muitas cidades possuem uma aparência bem medieval e pitoresca.

Além de passarmos por essas cidades de ônibus, também iríamos visitar uma das vinícolas que produzem champanhe! A escolhida foi a vinícola Mercier, que se situa na pequena cidade de Épernay, cuja boa parte de sua economia gira em torno da fabricalão da bebida.

Assistimos uma apresentação sobre a empresa, falando sobra a história e tal, e depois descemos de elevador até o “porão”, onde as bebidas ganham maturação. Nesse porão passeamos num trenzinho conduzido por uma guia, que explicava todas as etapas de fabricação do champanhe.

No final nos levaram para a lojinha. Lá você pode comprar vários produtos fabricados ali, inclusive uma série de champanhes raros no Brasil. Como nós não somos tão fãs de champanhe não compramos nenhuma bebida, mas adorei e levei uma bolsa que tinha lá. Ah, vale lembrar que eles também dão amostras grátis de champanhe aos visitantes!

Igreja em Épernay

Igreja em Épernay

Seguimos nosso caminho até o destino final do dia: Luxemburgo. Jamais em meus mais loucos sonhos pensei que iria conhecer esse lugar, e adorei o que vi! Já chegamos na pitoresca capital do país no início da noite, e só tínhamos uma hora livre.

Caminhamos um pouco pelo fofíssimo centro da cidade, e admiramos (de cima) o fosso que existe ali: coisa de conto de fadas! Por Luxemburgo já ser considerado “mundo germânico”, muitas lojas já haviam fechado pontualmente às 18h, mas ainda conseguimos parar numa pâtisserie e compramos alguns macarons. Perto das 19h, o ônibus nos levou ao hotel, que ficava em frente à Corte Europeia de Justiça.

Linda ponte sobre o fosso de Luxemburgo

Linda ponte sobre o fosso de Luxemburgo

Dia 5 – Cochem e Frankfurt

Luxemburgo - Cochem - Bacharach e Rudesheim - Frankfurt (Google Maps)

Luxemburgo – Cochem – Bacharach e Rudesheim – Frankfurt (Google Maps)

Saindo de Luxemburgo, nosso destino seria a Alemanha, onde dormiríamos em Frankfurt. Mas antes, iríamos nos deparar com outra paisagem que saía de sonho (as usual).

No meio do caminho, passaríamos uma boa parte do dia numa pequena cidade alemã chamada Cochem. Eu também nunca tinha ouvido falar nela, o que acabou sendo uma grande surpresa.

Cochem fica às margens do rio Mosela, um dos principais da Alemanha. Chegando na cidade, o guia falou algumas coisas interessantes sobre, e chegou um determinado momento que ele pediu que as pessoas sentadas no lado esquerdo do ônibus (onde eu estava) olhassem para sua janela. Víamos um precipício, e logo abaixo dele um castelo medieval estrategicamente posicionado numa colina. O som foi unânime: oooooh! (Choque e adimiração).

Castelo de Cochem

Castelo de Cochem

Cochem é outra cidade tão pitoresca quanto Luxemburgo, mas com um grande toque germânico. Aquelas casas alemãs feitas de encaixe tão tradicionais e icônicas no país existiam aos montes, muitas pessoas passeavam com seus cachorros na rua e os gansos nadavam na beira do rio. Aquela era a cena que presenciávamos.

Ficamos somente umas duas horas em Cochem: conseguimos explorar a cidade, mas não teríamos tempo de conhecer o castelo. Era um trade-off devido ao tempo corrido que a excursão nos limitava, e todas as pessoas que perguntei que foram ao castelo não puderam conhecer a cidade.

Rüdeshein am Rhein

Rüdeshein am Rhein

A próxima parada seria numa cidade na beira do rio Reno chamada Bacharach. Lá pegaríamos um barco onde desceríamos em Rudesheim, outra cidade alemã na beira deste importante rio alemão. Esse barco tinha restaurante e acabamos almoçando lá, mas o mais importante vinha do lado de fora: o rio Reno tem uma série de castelos medievais nas suas margens, o que proporcionava a melhor visão durante o almoço.

Única imagem decente de castelo que consegui tirar

Única imagem decente de castelo que consegui tirar

Enfim, descemos em Rudesheim e seguimos a viagem até Frankfurt, onde passaríamos a noite. Para ser sincera, fizemos uma curta parada em Römerberg, que é uma pracinha em Frankfurt cercada pelas casinhas tradicionais alemãs, e uma catedral gótica. Naquele momento estava acontecendo um casamento – espero eu, um sinal de boa sorte.

Enfim, depois continuarei com as partes 2 e 3 deste post, e já digo que está sendo muito gostoso escrever sobre isso! Só boas lembranças de lindos lugares.

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Passagens compradas: Bogotá, meu amor

Olá viajantes, como estão?! É verdade que faz um tempo que não venho por aqui, mas tenho alguns motivos. Dólar alto, fim da faculdade, reforma no apartamento e outras “prioridades” que aparecem no caminho e que obviamente exigem dinheiro. Enfim, viajar não foi um fator principal esse ano, mas claro, quanto mais o tempo passa, mais saudosa eu fico das minhas aventuras por aí.

Enfim, eu tenho um dinheiro guardado e fiquei pensando por um tempo o destino final. Alguma joia, eletrônicos, e qualquer quinquilharia que me desse uma grande vontade de comprar. Pensei (obviamente) em viajar, mas sempre ficava desapontada com valores de hospedagem e outros gastos necessários, como seguro e afins, e aos poucos desistia dos planos mirabolantes de usar sabiamente essa grana.

Sabe aquela linha de raciocínio que diz que tudo que você planeja com antecedência não dá certo e que tudo que vem de inesperado dá mais que certo? Pois bem, hoje estava despretensiosamente no site da TAM, e vi trechos MAO-BOG e BOG-MAO por 12 mil pontos cada!

Para mim, que moro no Norte, sou acostumada com passagens caras indo pra qualquer canto, e recentemente cogitei comprar uma passagem MAO-BSB-MAO por 35 mil pontos, achei essa oportunidade incrível! Logo pedi permissão pra comprar essa passagem pra Colômbia e… pronto!

Mas por quê a Colômbia?!

Primeiro: Minha família é de lá e faz 5 anos que eu não os vejo.

Segundo: Hospedagem grátis, hihihi.

Terceiro: O clima é bem agradável, bem diferente do calor/chuva/fumaça que temos por aqui.

Quarto: A Colômbia possui pontos turísticos diferentes, e que possuem muita história

Quinto: O Peso Colombiano (COP) não se valorizou tanto frente ao real.

Sexto: Saudades enormes da comida de lá! <3 <3 <3

Poderia listar muitos outros motivos, pois a Colômbia é um país de contrastes e de muitas diferenças! Infelizmente o turista médio brasileiro ainda não descobriu os encantos da minha segunda casa, mas é provável que aos poucos a Colômbia se torne um lugar mais atrativo para os brasileiros, e creio que isso acontecerá na mesma medida em que o turismo no local, que aos poucos vai se desenvolvendo, cresça.

Ah, vale ressaltar que a princípio eu iria viajar sozinha, pois não queria depender de nada além do meu próprio dinheiro e de minha vontade. Mas aí eu comprei essa passagem e minha mãe e meus avós já querem ir junto também. Sem querer hoje eu dei um estopim pra uma coisa que todos estávamos esperando… :D :D

Seguem alguns posts sobre a Colômbia, e espero que algum dia vocês conheçam esse lindo país que leva o nome do primeiro europeu (oficialmente) a tocar em solo latinoamericano:

A “chévere” Colômbia

Colômbia: Questions and Answers

Algumas razões para visitar a Colômbia

A batalha do pântano

A feijoada de Boyacá

No topo do mundo

Neste lugar escolhido

Lá do topo da montanha

Vai um tinto aí?

E daqui a dez anos?

Bucolismo colombiano

 

Airport review: Paris Charles de Gaulle – Roissy (CDG)

Paris tem três aeroportos principais, o Charles de Gaulle (Roissy), Orly e Beauvais. Desses três, o aeroporto de Orly é o mais antigo e continua recebendo uma série de voos de companhias importantes, porém mais de destinos europeus. Já o aeroporto de Beauvais opera poucas companhias low cost, e quase ninguém chega à Paris por lá. Com certeza, a grande maioria dos voos internacionais chega no CDG, e é sobre ele que eu vou falar agora.

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Quais são as conexões diretas com o Brasil?

Atualmente, somente a LATAM e a Air France operam voos diretos ao CDG. Diariamente, existem voos saindo de São Paulo-Guarulhos e Rio de Janeiro-Galeão de ambas as companhias. Há cerca de um ano, a Air France começou a operar um voo que sai três vezes por semana de Brasília, mas a tendência é que este vire um voo diário.

Uma outra rota muito utilizada por brasileiros que vão a Paris é por Lisboa, pela TAP. Porém os voos da TAP chegam somente em Orly.

Como é feito o transporte para o centro de Paris?

O CDG é relativamente longe de Paris, cerca de 25 km do centro. Para isso, existem três maneiras básicas para ir até a cidade: RER, ônibus e táxi.

Para pegar o RER (que é o trem metropolitano), compre o ticket ou pela internet, ou lá mesmo no aeroporto, em guichês. Ele custa mais ou menos 9 euros e tem três estações no aeroporto, uma em cada terminal. Antes de ir, tenha em mãos o nome da estação de metrô mais próxima do seu hotel, para assim você poder saber em qual estação de RER descer.

Para ônibus, existe o transporte da Air France (que pode ser utilizado por passageiros de qualquer companhia) e o Roissy Bus.

Saindo de CDG, o transporte da Air France tem três linhas: uma que para na Porte Maillot e em Champs Elysées, uma segunda que para na Gare de Lyon e outra na Gare Montparnasse, e outra linha que vai até o aeroporto de Orly.

Usando o Roissy Bus, o trajeto vai até a estação Opera, bem no coração de Paris.

Para pegar táxi, é bem simples. Pegue na saída do aeroporto sempre na companhia autorizada. Na saída do aeroporto umas pessoas ficam te abordando para pegar táxis “clandestinos”. Eu já fui e voltei de táxi de CDG e paguei 40 EUR na ida e 80 EUR (na verdade, 78!) na volta. Admito que o meu voo era de madrugada e não queria ir pegar o RER sozinha no escuro (ah, e eu havia dormido demais em aeroportos naquela viagem específica).

Como é a imigração no CDG?

Em todas as vezes que desci no CDG, nunca tive problemas com imigração. Em uma das vezes, a policial me deixou passar sem perguntar nada quando me ouviu falando francês. Mas de qualquer maneira, vá com a pastinha preparada, com a passagem de volta, seguro saúde, cartão de crédito, e claro, passaporte com validade de pelo menos 3 meses!

Tem wifi no aeroporto?

Hoje em dia é difícil que algum aeroporto de grande porte não tenha wifi. Em CDG o wifi é gratuito mas claro, eles cobram algumas taxas para uma conexão bem mais rápida.

Posso fazer no CDG o procedimento para o Détaxe?

Claro, e deve! Para isso, é só levar o formulário de Détaxe que você recebe na própria loja onde você fez suas compras para os guichês autorizados. Eles vão lhe dar as instruções, e em um outro guichê você já recebe o dinheiro. Mas lembre-se, faça o Détaxe antes de embarcar!

Existem lugares para comer no CDG?

Sim! Existem cafés, barzinhos, fast foods, todos bem diversos entre si. Dá até pra comprar macarons da Ladurée no embarque. :)

É possível dormir no aeroporto?

Sim, é possível. Porém é aquilo, coisa de viajante. :) Outra coisa que deve ser considerada é a falta de movimento nos aeroportos europeus durante a madrugada, já que a maioria dos voos começam a partir das 6 da manhã.

Tem como trocar dinheiro lá?

Sim, mas a dica é trocar o mínimo possível por causa da cotação desfavorável a viajantes nos aeroportos. Também me recordo que só tinha encontrado uma casa de câmbio no terminal 1, e não havia ninguém lá. Uns 20 minutos depois, uma moça apareceu.

Sobre compras e duty free:

Confesso aqui que já vi áreas de duty free melhores. Existe até alguma variedade, mas esperava mais de Paris, especialmente no embarque internacional da Air France, no terminal 2E. Porém, é possível de encontrar boas compras, especialmente os perfumes!

Preparando-se para atender bem o turista desde o princípio, o aeroporto de Paris-CDG é muito bem equipado e muito bem informativo. Para alguma dúvida pontual, existem vários guichês pelo aeroporto, onde os funcionários podem te ajudar com as mais diversas situações. Ah, não se esqueça de pegar um mapa da cidade nos guichês de informações!

Acompanhe também:

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Airport Review: Chicago O’Hare Int’l Airport (ORD)
Airport Review: Ministro Pistarini  – Ezeiza (EZE)

10 mitos que caíram por terra após viagens

~spoiler de post polêmico, haha~

Sabe fofoca, confusão e boato? Pois é, tem muito “disse me disse” na internet e até no boca a boca que aos poucos se tornam pequenas verdades, e conhecimento comum do público. Porém quando você conhece a realidade de alguns lugares, essas “verdades” deixam de ser verdade, e você começa a ver as coisas de forma muito diferente. Mas o pior de tudo é que tem gente que ainda quer desafiar o que não viu contra alguém que já vivenciou.

1. “Franceses não gostam de turistas que falam inglês”.

Acho que esse é um dos mitos mais famosos, e pela minha parte, todas as vezes que fui à França, fui muito bem tratada! Seja falando inglês ou francês, especialmente em Paris os funcionários de lugares que trabalham com público são muito bem orientados a tratar bem o público, devido ao fato de que Paris tem grande parte de sua economia movida por causa do turismo.
O que aconteceu comigo devido ao francês em si, foi o fator surpresa. Das primeiras vezes que fui à França, só me comunicava em inglês devido ao fato de que eu ainda não falava francês. Depois de algum tempo, passei a treinar o idioma em viagens para lá. O que eu percebi depois disso é que muita gente ficava surpresa com o fato de uma turista começar a falar francês por livre e espontânea vontade (e depois que eu dizia que eu sou do Brasil, parece que a surpresa aumentava). Isso de fato, deixava as pessoas mais felizes e satisfeitas, mas não quer dizer que eles tratam mal quem fala inglês.

Menu francês/inglês

Menu francês/inglês

2. “Os russos ainda vivem numa espécie de comunismo moderno”.

Uma coisa que gosto de fazer é ler comentários de posts e notícias. Às vezes, o que o leitor escreve pode até ser mais interessante que o conteúdo da matéria. E me impressiono quando leio comentários nas seções de Política Internacional sobre a Rússia dizendo que lá o Putin aplica o comunismo no país, que as pessoas são miseráveis, que ainda dependem do governo para conseguir suprimentos, blá blá blá…
Primeiro, estamos em 2015 e não em 1985. Segundo, o país, nem sua economia não tem um pingo de comunismo nas veias hoje em dia (fora os antigos saudosos da URSS que lembram o ex-gigante em quase tudo). Terceiro, o país é tão ou mais cosmopolita que o Brasil ou qualquer outra nação de porte semelhante. Bem, estou estudando algumas coisas sobre o país e sua política externa por causa da minha monografia e dá vontade de rir quando leio alguns comentários deste porte.

Uma loja da LV no shopping mais caro do mundo. "Malditos comunistas!".

Uma loja da LV no shopping mais caro do mundo. “Malditos comunistas!”

3. “A Colômbia é um país perigoso por causa do tráfico”.

Infelizmente os fins dos anos 1980 e meados dos anos 1990 foram turbulentos para a Colômbia. O país de fato fez um grande esforço contra a guerra ao tráfico, mas raramente isso influenciava no cotidiano da população em geral. Algumas situações até chegaram a acontecer como atentados, mas isso ficou no passado.
Hoje em dia, a Colômbia é um dos países mais promissores da América Latina, e inclusive “escapando” dos picos da crise que ainda está abalando a economia mundial. Porém a fama de lugar inseguro continuou, e até os dias de hoje muita gente teme a Colômbia por causa da violência derivada do tráfico de drogas.

Essa vista...

Essa vista…

4. “As cidades dos países da cortina de ferro são quadradas”.

Em pleno 2015 eu ainda ouço pessoas falando sobre “cortina de ferro”, que hoje é um termo muito pejorativo. Tá né, mas muitas delas não sabem 1% da beleza e cultura destes países, e os ficam julgando com base em termos históricos ultrapassados e inadequados.
Acontece que parte de algumas cidades tiveram um boom populacional onde alguns bairros tiveram que ser construídos nos anos 1970 e 1980, em plenos dias comunistas.
Essas construções feitas são chamadas de “novostroikis”, e elas são de fato, quadradonas. Mas elas dificilmente são vistas por um turista comum que só conhece os principais lugares das cidades, já que essas construções se encontram nos subúrbios das cidades.
Ah, e essas construções lembram muito as Superquadras de Brasília! Todas elas com um espaço no centro com área verde, bancos, playgrounds e afins.

Vista da parada de ônibus perto de casa, nos subúrbios de Budapeste.

Vista da parada de ônibus perto de casa, nos subúrbios de Budapeste.

5. “Miami é um paraíso de compras.”

Na minha opinião, existem lugares bem melhores que Miami para fazer compras. Nos EUA, os preços se equiparam bastante em basicamente todos os lugares, mas não consigo ter o fascínio que o brasileiro tem por Miami. Honestamente não gosto da cidade, não consigo encontrar muito o que fazer, e ainda acho as praias feias. Honestamente, eu acho Fort Lauderdale bem mais interessante que a própria Miami Beach por exemplo.
Mas assim, nós costumamos nos impressionar com os produtos que são vendidos em Miami por duas coisas: variedade de marcas e câmbio. De fato, uma Louis Vuitton sai muito mais barata em Miami do que em São Paulo, mas isso por causa da nossa carga tributária. Mas não vejo muito interesse em viajar exclusivamente para lá com o intuito de fazer compras. Honestamente eu sou mais o Panamá para esse propósito, por exemplo.

@Miami Beach

@Miami Beach

6. “Brasileiros tem fama ruim no exterior.”

Este é um mito bem comum no que tange viagens e brasileiros. Não sei se isso é um sintoma de “síndrome do vira-lata”, mas sempre ouvi muitos amigos brasileiros falando mal de atitudes de conterrâneos por aí. Confesso que até eu tive esse certo conceito durante um tempo, mas acabei percebendo que nós fazemos coisas… normais!
Não é errado tirar fotos de qualquer coisa diferente que vemos no caminho, de comprar um milhão de coisas no shopping (se temos dinheiro pra isso, por que não!?), de tentar se comunicar de qualquer maneira diferente quando não sabemos o idioma, quando nunca abastecemos o carro por si só e pagamos mico, quando nos perdemos em algum canto… Isso acontece, é normal!
O que não dá, é ser mal educado por aí! E confesso que nunca vi brasileiros fazendo coisas que certamente são falta de educação. Mas sobre isso eu coloco uma nacionalidade que é bem bruta e são mal educados (e às vezes porcos) por aí, que são os indianos. Pelo o que eu já vi, não posso defendê-los.
Ah, e sobre a fama em si, os brasileiros são muito bem vistos no exterior sim! Especialmente no poder aquisitivo (sim, mesmo com essa nossa crise por aqui).

Guaraná Antarctica vendido na Europa

Guaraná Antarctica vendido na Europa

7. “Com 20 euros você faz um rancho de mês na Europa.”

Uma amiga me disse isso semana passada, falando de uma outra pessoa que ela conhecia. Em certos supermercados, é possível de comprar certas coisas com 20 euros, mas não um rancho inteiro. Numa compra num supermercado normal, com 20 euros, eu compraria alguns biscoitos, pães, algumas bebidas, chocolates, snacks e alguns condimentos utilizados para cozinhar. Porém comprar comida para uma pessoa comer um mês inteiro por apenas 20 euros é balela, e das boas.
Primeiro que as carnes em geral tem um preço alto na Europa, com exceção da carne de porco. Segundo que alguns produtos como frutas e verduras podem variar muito seu preço especialmente durante as épocas mais frias. Outra, as contas de supermercado que eu fazia sempre davam acima de 20 euros, também sabendo que nunca me privei de nada, mas ao mesmo tempo, sem ostentar muito.

1 espetinho de morango com chocolate = 95 coroas (ou 11,30 BRL ou 3,50 EUR).

1 espetinho de morango com chocolate = 95 coroas (ou 11,30 BRL ou 3,50 EUR).

8. “Estrangeiros só conhecem o Brasil por causa do futebol.”

Nesse caso não é o “não só”, e sim o “mas também”. A verdade é que o futebol é um dos temas mais lembrados por estrangeiros quando falam do Brasil. Mas isso não quer dizer que os estrangeiros saibam ~só~ sobre futebol no Brasil. Mesmo quando citam futebol, eles lembram de jogadores que fizeram sucesso há um certo tempo, como o Ronaldo, o Kaká e até o Roberto Carlos.
Para complementar, muitos estrangeiros conhecem o carnaval (pq né?), novelas, modelos famosas, havaianas, música (sendo muitas vezes algum hit “do momento”, como o Michel Teló quando eu estava na Rússia), artistas em geral (não só artistas da Globo, mas pintores, escritores e indivíduos mais eruditos), e também figuras históricas. :)

Apresentação da Rússia para os brasileiros!

Apresentação da Rússia para os brasileiros!

9. “Os países do leste europeu são atrasados.”

Não é por que os países do Leste Europeu saíram de uma economia planificada para uma de mercado há somente 25 anos que eles possam se diminuir à vários países com esta economia corrente há mais tempo. Honestamente, muitos países dali tem uma infraestrutura bem melhor que a do próprio Brasil, o “país do futuro”.

Mapa dos transportes urbanos de Praga

Mapa dos transportes urbanos de Praga

10. “Nova York é uma das cidades mais organizadas do mundo.”

Eu já fiz um post aqui listando alguns motivos para não visitar NY. E infelizmente eu continuo achando isso, mesmo tendo adorado alguns setores da cidade, especialmente o que ronda o Central Park. Tirando ali, o resto da cidade é uma muvuca, inclusive em algumas áreas bem turísticas, como a Times Square, a Broadway e a Fifth Avenue.
Quantidades enormes de lixo nas ruas, trânsito caótico, pessoas que não param de surgir de qualquer canto… esperava muito mais dali.

Times Square

Times Square

A “chévere” Colômbia

Estou inspirada para escrever posts sobre a Colômbia esse fim de semana! :) Após um post de dúvidas, segue um post com alguns fatos interessantes sobre esse país lindo! Espero que gostem!

Arquitetura colonial espanhola

Arquitetura colonial espanhola


 

– O nome “Colômbia” é uma homenagem a Cristóvão Colombo, o “descobridor” da América. Se você achava alguma semelhança, pode confirmar!

– A maioria das cidades colombianas, especialmente as andinas e as costeñas, ainda conservam muito da arquitetura colonial. Mesmo Bogotá é uma cidade que ainda conserva muitos prédios baixos e de tijolinhos, deixando boa parte da cidade uniforme.

– Bogotá é uma cidade que mudou da água para o vinho nos últimos anos no que tange ao trânsito. Rodízios de placas acontecem há mais de 15 anos, leis de trânsito são respeitadas e infrações são muito caras, e o sistema de transporte público, o Transmilenio (com esse nome devido a sua inauguração, em 2000) é altamente eficiente.

– A Colômbia tem uma grande tradição no cultivo de flores. Há vários anos, existiam competições entre cidades para a premiação de qual seria a mais florida. Algumas dessas cidades, especialmente no interior, mantém a tradição e muitas casas fazem uma competição saudável com seus jardins.

Nhami!

Nhami!

– Falando de exportação, a Colômbia não é só poderosa com o café. O país é o maior exportador de esmeraldas do mundo. Só para ter uma noção, 95% de todas as esmeraldas do mundo vem da Colômbia.

– A Colômbia possui um laureado com o prêmio Nobel de Literatura de 1982, o “Gabo”, Gabriel Garcia Márquez. Só lembrando que o Brasil ainda não possui nenhum premiado.

– Porém nos jogos olímpicos, a Colômbia sai atrás do Brasil. Ao total, são 19 medalhas ganhas, sendo só duas de ouro. As duas ganhadoras foram Maria Isabel Urrutia em 2000 no levantamento de peso, e Mariana Pajón no ciclismo em 2012. Nos jogos de inverno, só um colombiano participou de todas as edições, em Vancouver, 2010.

– Mas as perspectivas para o ciclismo são boas para a Colômbia. O ganhador do Giro d’Italia desse ano é o meu conterrâneo boyacense Nairo Quintana. O segundo colocado da competição também é colombiano. :)

Monserrate!

Monserrate!

– Existe um estado (departamento) do Amazonas na Colômbia, e assim como o meu Amazonas, florestas compõem a maior parte do território. A capital é Leticia, cidade que faz fronteira com o Brasil.

– Assim como no Brasil, a família tem grande importância para os colombianos, e geralmente os filhos só saem de casa após o casamento.

– A Colômbia está na décima sétima posição no ranking de biodiversidade mundial, sendo considerada um país com “mega-diversidade”. Isso se dá com a variedade de ambientes no país.

– O território da Colômbia corresponde ao de Portugal, França e Espanha juntos!

Catedral de Sotaquirá

Catedral de Sotaquirá

– Falando em território, a Colômbia é um dos poucos países do mundo com acesso a dois oceanos, no caso, o Pacífico, e ao mar do Caribe, que dá acesso ao Oceano Atlântico.

– Assim como no Brasil, a Colômbia tem forte influência de várias culturas, como a espanhola, a caribenha, a africana, e do Oriente Médio. Imigrantes dessas regiões chegaram ao país no fim dos anos 1800.

– A bandeira, da maneira como é hoje, foi concebida em 1861, e consiste em três faixas: uma amarela, uma azul e uma vermelha. O amarelo representa as riquezas do país, o azul representa o mar que ronda as costas, e o vermelho, o sangue dos guerreiros perdidos em batalha.

Montanhas

Montanhas

– Não só na Colômbia, mas em vários países da América Latina, os nomes são compostos. Além disso, o primeiro sobrenome é o do pai e o segundo (último) é o da mãe. Mesmo o nome da mãe sendo o último, é o sobrenome do pai que passa a diante.

– Viajar de ônibus no interior da Colômbia é muito bom! Porém rodoviárias quase não existem. Os ônibus partem de determinadas ruas e você tem que escolher a companhia ali mesmo. Em algumas cidades menores, esse “ponto” de ônibus fica perto de um lanche, uma praça ou afins.

– Especialistas afirmam que existem 14000 espécies de borboletas no mundo. Cerca de 3000 dessas espécies são encontradas na Colômbia.

– O café e a segunda bebida mais consumida do país, perdendo só para a água.

– Colombianos comem fritura toda hora, e não estranhe em comer uma empanada no café da manhã.

 

Espero que tenham gostado! :)

 

Colômbia: Questions and answers

Olá queridos! Hoje eu vou ter o prazer de escrever um pouquinho mais sobre o meu segundo país, a minha linda Colômbia! Muitas pessoas me perguntam algumas coisas sobre o país, quando ir, onde visitar e outras pequenas dúvidas. Baseados em alguns posts de Questions and Answers que já lancei por aqui, seguem algumas dúvidas (com respostas) que já chegaram até mim. :)

E essa vista?! Bogotá vista do alto.

E essa vista?! Bogotá vista do alto.

Posts que Q&A da Rússia e Hungria:
Hungria: mais dúvidas e respostas
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FAQ da Rússia. Por que sim.
Tô indo pra Rússia! E agora?

Antes de qualquer pergunta e resposta, é importante notar que a Colômbia é um país com várias facetas: clima montanhoso, praias paradisíacas, florestas e arquitetura colonial. Ou seja, dependendo do seu tipo de viagem, arrume sua mala de acordo com os lugares que você pretende visitar. :)

Como chegar na Colômbia a partir do Brasil?

Existem alguns voos diretos para a Colômbia. A Avianca (principal companhia aérea do país) opera voos diários sem escalas a partir de São Paulo – Guarulhos e do Rio de Janeiro – Galeão.
A LAN Colômbia opera um voo diário para Guarulhos, que pode ser comprado no site da TAM.
Antes, a própria TAM tinha um voo para Bogotá, porém após a criação da LATAM, essa operação só passou a ser feita pela LAN.
Sobre a qualidade das empresas, vale ressaltar que a Avianca não tem uma boa reputação doméstica, apesar de ser bem melhor em voos internacionais. Já a LAN tem uma qualidade melhor, mas ainda não se compara de alguma companhia 5 estrelas, apesar de estarem melhorando muito.

Existe a possibilidade de fazer conexão com a Copa Airlines, com a Aerolíneas Argentinas e com a TACA, também.

Qual a moeda da Colômbia? Vale a pena levar real para trocar?

A moeda na Colômbia é o Peso Colombiano (COP), e a conversão é bem fácil: cerca de 1000 Pesos valem R$1. Para o câmbio, sempre levamos dólar, porém algumas casas de câmbio aceitam Real. Na dúvida, melhor não confiar todo seu dinheiro vivo em reais.

Para trocar dinheiro, vale a regra do aeroporto: geralmente lugares no centro tem uma cotação melhor do que as dos aeroportos, e é bom ficar de olho nos valores para aproveitar ao máximo seu dinheiro. Algumas casas de câmbio a princípio parecem ser meio amadoras, mas é só mesmo uma impressão.

Usaquén

Usaquén

A Colômbia é um país perigoso?

Acredito que esse é o maior mito sobre o país devido à imagem negativa que o narcotráfico trouxe nos meados dos anos 1980. Reitero aqui que a Colômbia é um país super seguro, e confesso que me sinto muito mais protegida, em termos de segurança pública, lá do que aqui. Ruas são bem policiadas, e para áreas turísticas é necessário ter a famosa “atenção”, necessária em qualquer lugar fora da nossa zona de conforto.

Uma campanha publicitária que o governo da Colômbia está fazendo para estimular o turismo se entitula “El unico riesgo es que te queiras quedar”, que em bom português significa “O único risco é que você queira ficar”.

Hotel del Salto em 2011. Tinha tanta gente e carros estacionados, que só eu pude descer com meu avô para tirar foto.

Hotel del Salto em 2011. Tinha tanta gente e carros estacionados, que só eu pude descer com meu avô para tirar foto.

Preciso de passaporte para viajar para a Colômbia?

Segundo alguns tratados internacionais, para brasileiro uma Carteira de Identidade em bom estado e com até 10 anos de emissão é o suficiente para entrar na Colômbia. Porém é sempre bom ter o passaporte em mãos, independente do destino. ;)

Quero praticar meu espanhol. A Colômbia é um bom destino?

Em relação ao idioma, sim! Gosto muito do sotaque colombiano, bem limpo e redondo. Em geral, eu acredito que os países do norte da América do Sul tem um espanhol menos “enrolado” do que dos países mais ao sul.

Montanhas

Montanhas

O café colombiano é mais gostoso que o brasileiro?

Essa pergunta é polêmica, mas tenho que assumir que eu particularmente prefiro o café colombiano ao brasileiro, hehe. Algumas características locais, de temperatura e solo fazem com que o gosto seja diferente, não sei como explicar.

Vale lembrar que o café é um dos produtos “vitrine” da Colômbia. A publicidade atrás da produção cafeeira é imensa, e muitos já lembram de cara do Juan Valdez ao falar de Café. Fiz um post sobre o famoso “tinto” aqui.

Rua do Fantasma

Rua do Fantasma

Quais são os principais lugares para se visitar na Colômbia?

Como falei antes, a Colômbia é um caldeirão de culturas e climas. Para os que gostam mais de praia e mar, recomendo conhecer Cartagena, San Andrés, Santa Marta e até certo ponto Barranquilla, pelo fato da cidade ter um foco maior em portos.

Para quem gosta de cidades, Bogotá, Medellin e Cali são boas pedidas. Bogotá se destaca pelo clima cosmopolita, com boa vida noturna. Medellin é conhecida internacionalmente como um centro cultural e artístico ascendente, cada vez mais se desassociando da imagem do narcotráfico.

O estado do Amazonas (na Colômbia) e sua capital em Letícia se destacam com o turismo de aventura e pesca esportiva. Mesmo assim, o turismo de aventura na Colômbia não é tão conhecido no Brasil, e relativamente pouco explorado por lá.

Para quem gosta de história, viajar pelo interior da Colômbia é sensacional! Além das tradicionalíssimas Candelária e Usaquén em Bogotá, algumas cidades no interior da Colômbia se destacam, como Tunja, Paipa e a linda Villa de Leyva. Cartagena também preserva grandes laços coloniais, como por exemplo o forte que protegia a colônia do ataque de piratas.

Ruela na Candelaria

Ruela na Candelaria

Espero que algumas pequenas dúvidas tenham sido solucionadas. :) Aos poucos, eu vou postando mais dúvidas em posts, mas na aba Colômbia tem muitos outros posts que espero que gostem. :)

 

Airport review: Miami Int’l Airport (MIA)

O aeroporto de Miami, junto com o aeroporto JFK de New York são os principais hubs de entrada de brasileiros nos Estados Unidos. Devido à localização geográfica, cultura latina, praias e possibilidade de compra, muitos brasileiros acabam indo para lá nas férias. Só que Miami também é um hub aéreo muito importante para quem entra nos Estados Unidos para desembarcar em qualquer outro lugar no país, Caribe e até México.

Mapinha do aeroporto de Miami

Mapinha do aeroporto de Miami

Existe conexão direta com o Brasil?

Sim, e muitas! Miami é um hub aéreo da American Airlines, e existem voos diretos dessa companhia para Belo Horizonte, Curitiba, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, e em dezembro, começarão voos a partir de Campinas. Já a LATAM opera saídas de 7 cidades: Belém, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Manaus, Rio de Janeiro e São Paulo. Sempre fui de LATAM e gostei muito dos serviços do voo: atendimento, serviço de bordo e entretenimento. Além do mais, adoro a duração da viagem: pouco mais de 4h30.

Transporte para aluguel de carro?

Em geral nos Estados Unidos, principalmente em Miami, é indispensável ter carro. No desembarque existem ônibus brancos chamados de “Rental Car Shuttle” que levam a um prédio onde se encontram as locadoras de carros. Lá é só contatar sua locadora com a reserva, e buscar seu carro.

O aeroporto oferece wifi?

Sim, oferece e a qualidade é relativamente boa. Além do mais, é grátis e pega em quase todo o terminal!

Qual a disponibilidade de tomadas e cadeiras?
Existe uma boa variedade de ambas, e sempre é possível parar, sentar e carregar algum aparelho.

Dormir no aeroporto é bom?
No aeroporto em si, mais ou menos. Não dá pra deitar e ter uma noite confortável, mas dentro do aeroporto existe um hotel para aqueles que vão ter que passar a noite no local. Não é um hotel tipo cápsula, e o quarto que ficamos era amplo, com TV a cabo e um banheiro grande também. A única ressalva é que o hotel não aceita reservas na hora.

Serviços de alimentação:
Existem fast foods e restaurantes por todo o aeroporto. Mas a dica principal é que a grande maioria deles fecha cedo, já que o aeroporto fecha depois das 22:00, sem pousos nem decolagens. Da última vez, chegamos lá pelas 20:30, guardamos as coisas no hotel, e quando descemos, só tinha o Burger King aberto.

Como é a imigração?

Uma das vezes que fui lá, eu passei cerca de 1h30 em pé na fila, pois esta não andava. E confesso de que todos os lugares que viajei, a imigração lá foi a mais chatinha. Não por ser intimidante, mas pelo fato de haverem várias perguntas a fazer (quanto tempo você vai ficar aqui, qual o hotel, se você estuda, onde você trabalha e qual o setor e assim sucessivamente) e também pelo fato de você ter que tirar uma foto na webcam e passar suas digitais para verificação. Procedimento comum nos Estados Unidos, para minimizar ao máximo ameaças de terrorismo e imigração ilegal. É bom estar com todos os documentos da viagem em mãos (passaporte com visto, passagem de volta, seguro saúde, reserva de carro e hotel, cartão de crédito, crachá do trabalho e afins).

Compras e free shop:

Pelo o que eu me lembre, o free shop de Miami no embarque/desembarque internacional não é tão bom (nem me lembro se tem, honestamente). Mas para embarque domésticos, o terminal que eu estava era cheio de lojas de vários tipos e setores com preços muito bons. Inclusive marcas que brasileiros adoram como Victoria’s Secret, Abercrombie and Fitch, Hollister, GAP and so on.

Como já disse, muitos brasileiros entram nos Estados Unidos via Miami. Não é difícil de se comunicar em português por lá, e o aeroporto por si, é bastante explicativo. Aproveite suas férias, que o aeroporto de Miami , para entradas e conexões, é muito bom.

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Airport review: San Francisco Int’l Airport (SFO)

San Francisco é juntamente com Los Angeles (LAX) e San Diego (SAN) um dos principais hubs domésticos e internacionais não só da Califórnia, mas dos Estados Unidos em si. Esse aeroporto é realmente gigantesco e conveniente para o passageiro, e sem pensar digo que ele é um dos melhores em que já estive.

@SFO

@SFO

Conexão direta com o Brasil?

Infelizmente, não. Porém, ele é super acessível de qualquer grande aeroporto dos Estados Unidos. O lado ruim é a distância de hubs diretos com o Brasil como Miami (6h05) e New York (5h35).

Qual a disponibilidade de restaurantes?

SFO tem vários restaurantes e cafés, tanto na área para conexão quanto na área comum. As opções vão de fast foods, comida mexicana, hambúrgueres, comida japonesa, dentre outros.

Existe conexão wi-fi?

Sim, e de graça! O tempo é ilimitado.

Torneiras, onde as pessoas podem encher suas garrafinhas de água.

Torneiras, onde as pessoas podem encher suas garrafinhas de água.

E qual a disponibilidade de tomadas?

Não demorei a achar tomadas, já que o aeroporto é bem amplo e espaçoso.

Como é a conexão para o centro da cidade?

O site do aeroporto não é claro quanto a isso, já que eles só pedem para pedir informações no balcão de informações. Porém uma espécie de shuttle oficial (e pago) do aeroporto deve ser disponível.

E para alugar carro, como faz?

Nós alugamos carro e foi super tranquilo. Pegamos um monotrilho chamado AirTrain que conecta todo o aeroporto. Siga na linha azul até a última parada, onde se encontra o Rental Car Center, com a presença de diversas locadoras. É só entregar a reserva que as chaves do carro são entregues rapidamente.

Informações sobre o AirTrain

Informações sobre o AirTrain

Dicas de lazer em geral.

O aeroporto SFO tem muitas coisas para fazer, desde exposições de arte, aluguel de DVDs e até um museu da Aviação! Pena que não tive tempo de conhecer.

É fácil de fazer compras?

Sim! SFO possui lojas de diversos backgrounds, como roupas, acessórios, tecnologia, livros e afins.

Welcome to San Fran!

Welcome to San Fran!

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É preciso ter ciência – Crítica

Ontem enquanto estava navegando pelas redes sociais, eu encontrei uma matéria que me deixou “revoltada” em certos aspectos. Essa matéria apresentava brasileiros que estavam sendo barrados antes do embarque aqui no Brasil, e geralmente os destinos finais seriam na Europa.

Acontece que o motivo para impedir as pessoas (que não deviam nada a ninguém, que fique claro isso) era o fato do passaporte estar a menos de 3 meses do vencimento. Eu fiquei indignada com o fato de que pessoas, aparentemente bem letradas e informadas, não terem sequer tentado se informar sobre a sua própria viagem ao exterior.

Mas primeiramente, vou começar esse raciocínio com um fator essencial para quem sai da zona de conforto (leia-se, nossa casa), que é a pesquisa. Estamos nos deslocando a um lugar novo, estranho e onde enfrentaremos algum tipo de dificuldades. Mesmo que você se hospede em um hotel 5 estrelas em Paris, nem tudo pode sair perfeito.

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Supomos que você viaje para Londres em dezembro, próximo ao natal. No Brasil está quente, verão, e algumas pessoas podem pensar que lá poderia estar quente também. Um pouco de geografia já nos indica que as estações nos hemisférios norte e sul são invertidas, e que elas podem ser mais intensas ou não de acordo com a proximidade à linha do Equador. Isso já nos indica que Londres estará fria, e que provavelmente estará nevando, ou até mesmo com uma temperatura mais baixa. Viajar para lá com roupas de verão não parece ser uma boa ideia.

Ainda em Londres, sabia que nada funciona nos dias 25 e 26 de dezembro? Os metrôs param, muitas lojas e museus fecham e tem gente que nem sai de casa. Ainda pode haver um certo movimento no dia 26 por causa do Boxing Day (que é um feriado onde as pessoas dão presentes), mas mesmo assim um turista interessado em desempenhar certas atividades pode achar isso frustrante e pode até “descontar” na cidade, falando mal e nem a recomendando para outras pessoas.

Esses dois exemplos, por mais óbvios que pareçam para algumas pessoas, podem causar um grande ponto de interrogação em outras, e o exemplo do passaporte se encaixa perfeitamente nisso.

O passaporte brasileiro tem validade de 5 anos, e dependendo do país existe a necessidade de se obter o visto. Em alguns casos (como por exemplo, para a Índia) o visto se tira pelo correio, e em outros (como o famoso visto americano) é necessária uma burocracia maior, incluindo até a presença na embaixada/consulado. Geralmente o visto já coloca uma “data limite” de até quando você é permitido de entrar no país com esse documento.

Mas mesmo possuindo visto, a validade do passaporte é vista e altamente considerada pelos fiscais da imigração. Aqui darei o exemplo da União Europeia. As exigências mínimas para a admissão no bloco são: seguro-saúde que cubra despesas de até 30000 euros, passagem de volta e um passaporte com validade mínima de 3 meses.

Deixei as três exigências em negrito, e a questão do passaporte ainda com itálico para frisar que essas informações QUALQUER pessoa tem acesso, e que qualquer site mais especializado em viagens pode oferecer. Realmente só não sabe quem não quer…

Mesmo assim, vou destrinchar as três, primeiramente com a passagem de volta. Confesso que quando eu vejo alguma notícia que fale de brasileiros que foram deportados, a falta de passagem de volta é quase sempre presente. Repito que quando há uma ausência de passagem de volta, pode haver um interesse em permanecer morando no bloco sem o visto adequado. Isso é imigração ilegal e é crime. Preciso falar algo mais?

O seguro-saúde quase nunca é lembrado, mas ele é necessário para a entrada em qualquer país, assim como ele pode nos ajudar em qualquer emergência médica no exterior. Eu já sofri uma emergência e tive que ir até o hospital para me examinarem. Não gostaria de contar o que foi que aconteceu, pois é algo que me deixa muito desconfortável já que a situação foi grave. Mas enfim, o seguro é obrigatório, é vendido pela internet e em agências de turismo (mais recomendável) e nem custa tão caro assim.

Daí eu chego no passaporte. Como falei antes, o nosso passaporte tem validade de 5 anos e quando chegamos próximo aos 4 anos e meio depois da data de emissão, a sirene já apita pedindo uma renovação. A maioria dos países, mesmo aqueles que exigem visto, não deixam pessoas com apenas 6 meses restantes de validade no passaporte entrarem no país.

Você leu certo, 6 meses. E antes, a própria União Europeia também exigia os mesmos 6 meses restantes de validade para qualquer cidadão brasileiro (e de outras nacionalidades) como requisito para a entrada no bloco. Essa regra de 3 meses de validade é “nova”. Entrou em vigor no fim do ano passado.

Então quer dizer que a União Europeia flexibilizou e diminuiu a exigência para validade do passaporte?
Sim!!! E mesmo assim, as pessoas continuam fazendo alarde como se isso fosse a lei mais absurda do mundo.

Mas por que as pessoas estão achando essa lei que não permite que pessoas com menos de 3 meses de validade no passaporte um absurdo? Simplesmente por que elas desconheciam a exigência de 6 meses. E quando nós brasileiros somos “surpreendidos” com algumas palavras como “proibir”, “barrar”, “deportar”, e afins, já achamos um absurdo sem ao sequer saber o contexto em que ela se aplica.

O que muita gente não percebe é que leis de imigração em geral são feitas para proteger os cidadãos dos seus países. O Brasil também tem as suas, e ao contrário do que muita gente pensa, as leis são cumpridas com rigor na imigração por aqui. Mas isso não quer dizer que não temos imigrantes ilegais por aqui, mas aí já é outra história.

Concluindo, a informação é cada vez mais disponível e compartilhada nesse mundo em que vivemos hoje, o que deixa qualquer pessoa informada, desde que ela tenha acesso a internet e diversos meios de comunicação e também que ela tenha vontade de aprender e de tirar dúvidas. Também ressalvo que é importante procurar e pesquisar antes de fazer qualquer coisa que nos tire da nossa querida “zona de conforto”.

Airport Review: Chicago O’Hare Int’l Airport (ORD)

Ai, Chicago! Quantas lembranças boas eu tenho de você! Toda vez sem hesitar eu digo que Chicago é a melhor cidade para se visitar nos Estados Unidos, e que para mim tudo foi perfeito ali! Pouco a pouco eu vou escrevendo sobre as minhas experiências na Windy City, mas hoje eu reservo um espaço para o principal aeroporto da cidade, o O’Hare.

Uma das maiores curiosidades deste aeroporto é o fato que o O’Hare é o segundo aeroporto mais movimentado do mundo em termos de movimentos de aeronaves. Até 1998 ele foi o aeroporto mais movimentado do mundo em número de passageiros. Esses dados servem só pra ter uma magnitude do aeroporto e do movimento que ele recebe diariamente.

Existe conexão direta com o Brasil?

Sim! Existe um voo diário pela United Airlines saindo do aeroporto de São Paulo – Guarulhos. Esse voo é operado por um Boeing 777-200, e dura cerca de 10h30. Segundo o site da companhia, o voo sai de GRU às 21:10 e chega em ORD às 05:40.

Transporte para o centro?

Não utilizamos carro em Chicago, e contratamos o serviço de shuttle recomendado do próprio aeroporto. O serviço é feito em pequenas vans que param em diferentes hoteis. A ida foi tranquila, e na volta o shuttle apareceu no horário combinado. Como na época não fui eu quem reservou, não sei de cor os preços, mas em geral o serviço foi bom e a viagem levava cerca de meia hora do aeroporto até o Loop e vice-versa.

Serviços de alimentação:

A área de embarque é gigante, e também pelo movimento, vários restaurantes e lanchonetes se encontram no local, oferecendo variedade para diversos gostos de passageiros. Se não me engano, comi numa Subway (estava com pressa…) por lá.

O aeroporto oferece wi-fi?

Hoje sim, mas aparentemente não em 2011 quando eu fui até lá.

Tomadas?

Não é difícil de encontrar tomadas na área de embarque.

Existem cadeiras disponíveis para todos?

Mesmo com um grande movimento, o aeroporto O’Hare tem áreas de embarque específicas para cada voo, oferecendo bastante espaço e cadeiras disponíveis.

E qual a disponibilidade de banheiros?

Na área de embarque em O’Hare, existem vários toilettes, e todos bem limpinhos.

Sobre raios-x e segurança:

Como todo e qualquer aeroporto nos Estados Unidos, a segurança vem em primeiro lugar. Posso garantir que eles são bem rigorosos quanto a segurança – com toda a razão – e que tudo é verificado e analisado de acordo com o raio-x.

Sobre compras e Duty Free:

Não precisei comprar nada em Chicago e não passei pela zona de Duty Free por ter feito apenas voos domésticos. Porém a variedade de lojas (roupas, acessórios, eletrônicos, livros e afins) era bem variada e confiável.

Esse aeroporto é bastante convidativo! A área de embarque é repleta de bandeiras de muitos países, já dando aquela atmosfera convidativa. Em geral, o O’Hare é bem organizado e um bom aeroporto para embarcar ou fazer conexão.

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