Como foi viajar de ônibus em Minas Gerais?

Olá, internet! Voltando a falar sobre Minas Gerais, queria parar um momento e falar sobre as viagens internas que fizemos dentro do estado. A intenção era conhecer algumas coisas do interior de Minas, mas sem ter a necessidade de alugar carro, então recorremos aos bons e velhos ônibus.

Assim, primeiramente eu tenho que dizer que amo dirigir, e amo viajar de estrada! Então o caminho mais óbvio seria alugar um carro, não? Pra mim sim, e confesso que se dependesse só de mim eu faria isso sempre. Mas acontece que normalmente viajo com a minha mãe e ela detesta a ideia de alugar carro, então só nos resta buscar outras alternativas.

Então, passamos cerca de uma semana em Minas Gerais, e fizemos um roteiro que englobava idas à São João del Rei, Tiradentes, Ouro Preto e Mariana, além de Belo Horizonte, claro. Infelizmente não daria tempo de visitar Diamantina, então não pudemos colocar esse destino na nossa lista. E como iríamos depender totalmente de ônibus, existe um problema logístico: não existem linhas de ônibus que ligam essas cidades entre si. Teríamos que ir e voltar para Belo Horizonte para poder realizar esses passeios.

Já que não havia outra maneira, estabelecemos uma “base” em BH, de onde iríamos partir para nossos destinos. Assim quando chegamos na capital mineira, pegamos um ônibus que liga o aeroporto até a Rodoviária, e já aproveitamos e compramos todas as passagens de ônibus que necessitaríamos.

A primeira passagem foi até São João del Rei, ida e volta, e alguns dias depois iríamos até Ouro Preto, e também compramos ida e volta. Para duas pessoas tudo deve ter saído por volta de uns 500 reais (talvez 550).

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São João del Rei

A rodoviária de Belo Horizonte

Primeiramente, tenho que dizer que a rodoviária de BH foi projetada por Niemeyer, então já começamos por aí. Mas ao mesmo tempo que ela é uma pérola arquitetônica, ela se assemelha muito a um padrão de rodoviárias pelo Brasil, que particularmente não me agrada muito. Achei esse terminal não muito bem cuidado, além de estar precisando de modernizações urgentes.

Mas de qualquer maneira, é fácil encontrar os guichês que vendem as passagens para vários destinos, dentro e fora de MG. Existem alguns locais que vendem lanches, água e outras comidas.

A plataforma de embarque fica embaixo do terminal, e ela é bem simples. Normalmente começam a chamar os passageiros para o embarque faltando uns 15 minutos pra partida, e não adianta ir cedo esperar o ônibus, até por que não fica muita gente na plataforma e pode ser perigoso.

Os ônibus

Eu não achei os ônibus muito confortáveis, e muito disso se dá pela falta do ar condicionado. Eu sofri muito com a viagem de volta de São João del Rei, morri de dor de cabeça e desconforto, e mesmo com água e comida as coisas não ficavam melhores. Olha que sou do Norte, então deveria ser acostumada com calor, haha.

A viagem até São João é mais longa (acho que no total dá umas 4h), e ela ainda faz uma parada de aproximadamente 30 minutos em Congonhas, que é a cidade que possui as estátuas do Aleijadinho. Aparentemente o terminal de Congonhas fica longe de onde ficam as esculturas (na verdade, achei o local bem isolado), então nem dá para ir lá rapidinho e voltar.

Você pode gostar também: Como eu fui de São João del Rei a Tiradentes

Já a viagem até Ouro Preto é mais rápida, e basicamente existem ônibus de hora em hora saindo de BH. Eu achava que por ser um destino mais frequente, pegaríamos um ônibus com ar condicionado, mas isso não aconteceu nem na ida nem na volta. Pelo menos a viagem é mais curta, varia de 1h30 a 2h.

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OP é cercada por montanhas

Voltando para Belo Horizonte

Os terminais de ônibus de São João e Ouro Preto são bem simples, afinal são cidades menores. É bem fácil de chegar aos terminais, e não é necessário chegar com muito tempo de antecedência. Assim como Belo Horizonte, as pessoas só começam a embarcar nos ônibus cerca de 15 minutos antes da partida.

Algo que me “estressava” um pouco era o trânsito na chegada a BH. Isso fazia que o tempo de viagem aumentasse um pouco, coisa de meia hora ou quarenta minutos a mais. Como era muito quente dentro do ônibus, isso me deixava bem cansada.

Vale a pena viajar de ônibus em Minas Gerais?

Apesar do desconforto com o calor, vale muito a pena sim, se você não tiver interesse de alugar carro! Não é difícil de chegar nem de sair dos terminais rodoviários, o serviço em si não é ruim, apesar de achar interessante que a estrutura das rodoviárias sofra algum tipo de melhoria.

As estradas são boas e as paisagens são bem bonitas! Gostei muito de apreciar a vista e confesso que a criação de uma playlist offline me ajudou me distrair com a passagem de tempo, haha.

Faria essa viagem de novo? No momento acho que não pois não estou no momento de passar por toda essa logística novamente. Mas valeu a pena? Muito. :)

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Olha só a topografia no Grande Hotel! A rua é bem íngreme

Roteiro da minha primeira viagem à Europa – Parte 1

Olá, como vão?! Esse é um dos poucos posts sobre roteiro que tenho aqui, e espero ajudar aqueles que estão precisando de uma ajudinha para consolidar qual o trajeto total de sua viagem à Europa! Aqui, irei apresentar o roteiro completo da nossa primeira ida ao continente europeu!

A viagem compreendeu 8 países: França, Luxemburgo, Alemanha, Áustria, Eslovênia, Itália, Vaticano e Suíça. Paisagens incríveis e sensações inesquecíveis! Esse post será gigantesco, e o dividirei em partes 2 e 3! Espero que gostem! =)

Lembrando mais uma vez que essa é uma sugestão de roteiro para a Europa: como contratamos uma agência de turismo, todo o transporte e passeios eram por conta da empresa. Mas obviamente, é possível de recriar este trajeto por conta própria.

Acompanhe também:
Roteiro da minha primeira viagem à Europa – Parte 2
Roteiro da minha primeira viagem à Europa – Parte 3

Dia 1: Paris

Champs Élysees destacada no mapa

Champs Élysees (Google Maps)

Nosso voo chegou no fim da manhã. Imigração foi tranquila, e o motorista da empresa que a agência contratou nos levou ao hotel. Apenas deixamos nossas malas, e o mesmo motorista nos deixou no Arco do Triunfo.

Dali, passeamos por toda a avenida des Champs Elysées, entramos nas lojas, fizemos algumas compras e resolvemos almoçar em um dos bistrôs que se encontram ali. Não foi a comida mais gostosa do mundo, mas achamos o preço bom (considerando o lugar), e atendimento atencioso.

Já era fim da tarde e pegamos o metrô na estação Franklin D. Roosevelt em direção à Saint-Denis (norte de Paris), que era onde nosso hotel se localizava. O hotel era bem próximo do Stade de France, que foi onde o Brasil perdeu a copa de 1998. Conhecemos os arredores e a vizinhança, e decidimos nos recolher cedo, pois ainda estávamos cansados da viagem do dia anterior.

Arco do Triunfo

Arco do Triunfo

Dia 2: Paris e Versailles

Distância entre Paris e Versailles (Google Maps)

Paris – Versailles (Google Maps)

Esse era o primeiro dia do tour, em si. De cara, nós iríamos até Versailles, uma cidade da Região Metropolitana de Paris, que guarda um dos lugares mais admirados do mundo. O palácio que leva o nome da cidade foi transformado por Louis XIV, o rei Sol, na residência oficial da monarquia francesa. Lindo e opulente, reflete todo o luxo que os nobres viviam, e os detalhes de ouro reluziam muito, mesmo naquele dia chuvoso.

Portões de ouro de Versailles (perdoem-me, eu não gostava/sabia tirar fotos)

Portões de ouro de Versailles (perdoem-me, eu não gostava/sabia tirar fotos)

O palácio é maravilhoso por dentro e fora, e ainda vou me inspirar a fazer um post só dele por aqui. Os jardins parecem ser igualmente lindos, mas não conseguimos explorá-lo pela falta de tempo.

Tenho que falar outra coisa de Versailles: vocês devem imaginar, mas o palácio é muuuito cheio! São turistas a perder de vista!

Voltando a Paris, era hora de fazer o tour pelos principais pontos turísticos, só que dentro do ônibus. Foi ótimo conhecer todas aquelas partes da cidade, e ainda descobrindo curiosidades através da guia. O único lugar que paramos foi na Torre Eiffel, só para uma foto rápida.

Na noite, o guia nos havia oferecido um passeio para Montmartre e no Moulin Rouge. Outras pessoas da minha família decidiram conhecer o bairro boêmio de Paris, mas estava me sentindo mal e fiquei no hotel. Montmartre, creio eu, é o único “hotspot” da capital francesa que ainda não tive oportunidade de conhecer.

Silhueta: jardins de Versailles

Silhueta: jardins de Versailles

Dia 3: Paris

Bâteaux Mouches, Louvre, Notre Dame e Quartier Latin marcados com estrelas (Google Maps)

Bâteaux Mouches, Louvre, Notre Dame e Quartier Latin marcados com estrelas (Google Maps)

Esse seria nosso último dia em Paris, e a programação começava no Quartier Latin, que é um bairro muito antigo dali, que data do século XV. Ele se nos encontra nosarredores da Île-de-France, que foi o local que a capital francesa de fato, nasceu. Antes havia uma muralha que guardava todo o contorno da antiga Paris, como na maior parte das cidades europeias medievais: essa muralha obviamente não existe mais, mas as construções centenárias do bairro ainda persistem, e lá fizemos um agradável walking tour pelas ruas do bairro.

Na Île-de-France se localiza um dos principais ícones parisienses: a Catedral de Notre Dame. Também fizemos um passeio por dentro da catedral, e ficamos admirando toda a arquitetura do local, assim como seus belíssimos vitrais. Fiquei ali, próxima ao altar por algum tempo e consegui associar as histórias que a guia contava com o lugar que estávamos, como por exemplo, a história da auto coroação de Napoleão.

Fachada de Notre Dame

Fachada de Notre Dame

Também pisei no marco zero de Paris, que fica bem em frente à catedral. Reza a lenda de que quem pisa lá, sempre volta à cidade luz. Não custava nada tentar.

Logo depois, fizemos um passeio bem interessante que ajuda a ver Paris de uma outra perspectiva. O Bâteau Mouche é uma espécie de barco que é aberto na parte de cima, permitindo a visualização de Paris através do rio Sena.

Para completar o passeio do dia, terminamos no Louvre. Almoçamos no shopping anexo ao museu e depois passamos a tarde explorando as obras dali. Confesso que achei a Monalisa meio fraquinha, mas adorei a Vênus, e principalmente o quadro de David, que retrata a coroação da Josefina pelo Napoleão.

A pirâmide do Louvre

A pirâmide do Louvre

Dia 4 – Paris, Épernay e Luxemburgo

Paris - Épernay - Luxemburgo (Google Maps)

Paris – Épernay – Luxemburgo (Google Maps)

Saímos da capital francesa bem cedinho em direção à Champagne. Essa é uma região da França conhecida pela bebida que leva seu nome, e uma característica bem marcante dali é que muitas cidades possuem uma aparência bem medieval e pitoresca.

Além de passarmos por essas cidades de ônibus, também iríamos visitar uma das vinícolas que produzem champanhe! A escolhida foi a vinícola Mercier, que se situa na pequena cidade de Épernay, cuja boa parte de sua economia gira em torno da fabricalão da bebida.

Assistimos uma apresentação sobre a empresa, falando sobra a história e tal, e depois descemos de elevador até o “porão”, onde as bebidas ganham maturação. Nesse porão passeamos num trenzinho conduzido por uma guia, que explicava todas as etapas de fabricação do champanhe.

No final nos levaram para a lojinha. Lá você pode comprar vários produtos fabricados ali, inclusive uma série de champanhes raros no Brasil. Como nós não somos tão fãs de champanhe não compramos nenhuma bebida, mas adorei e levei uma bolsa que tinha lá. Ah, vale lembrar que eles também dão amostras grátis de champanhe aos visitantes!

Igreja em Épernay

Igreja em Épernay

Seguimos nosso caminho até o destino final do dia: Luxemburgo. Jamais em meus mais loucos sonhos pensei que iria conhecer esse lugar, e adorei o que vi! Já chegamos na pitoresca capital do país no início da noite, e só tínhamos uma hora livre.

Caminhamos um pouco pelo fofíssimo centro da cidade, e admiramos (de cima) o fosso que existe ali: coisa de conto de fadas! Por Luxemburgo já ser considerado “mundo germânico”, muitas lojas já haviam fechado pontualmente às 18h, mas ainda conseguimos parar numa pâtisserie e compramos alguns macarons. Perto das 19h, o ônibus nos levou ao hotel, que ficava em frente à Corte Europeia de Justiça.

Linda ponte sobre o fosso de Luxemburgo

Linda ponte sobre o fosso de Luxemburgo

Dia 5 – Cochem e Frankfurt

Luxemburgo - Cochem - Bacharach e Rudesheim - Frankfurt (Google Maps)

Luxemburgo – Cochem – Bacharach e Rudesheim – Frankfurt (Google Maps)

Saindo de Luxemburgo, nosso destino seria a Alemanha, onde dormiríamos em Frankfurt. Mas antes, iríamos nos deparar com outra paisagem que saía de sonho (as usual).

No meio do caminho, passaríamos uma boa parte do dia numa pequena cidade alemã chamada Cochem. Eu também nunca tinha ouvido falar nela, o que acabou sendo uma grande surpresa.

Cochem fica às margens do rio Mosela, um dos principais da Alemanha. Chegando na cidade, o guia falou algumas coisas interessantes sobre, e chegou um determinado momento que ele pediu que as pessoas sentadas no lado esquerdo do ônibus (onde eu estava) olhassem para sua janela. Víamos um precipício, e logo abaixo dele um castelo medieval estrategicamente posicionado numa colina. O som foi unânime: oooooh! (Choque e adimiração).

Castelo de Cochem

Castelo de Cochem

Cochem é outra cidade tão pitoresca quanto Luxemburgo, mas com um grande toque germânico. Aquelas casas alemãs feitas de encaixe tão tradicionais e icônicas no país existiam aos montes, muitas pessoas passeavam com seus cachorros na rua e os gansos nadavam na beira do rio. Aquela era a cena que presenciávamos.

Ficamos somente umas duas horas em Cochem: conseguimos explorar a cidade, mas não teríamos tempo de conhecer o castelo. Era um trade-off devido ao tempo corrido que a excursão nos limitava, e todas as pessoas que perguntei que foram ao castelo não puderam conhecer a cidade.

Rüdeshein am Rhein

Rüdeshein am Rhein

A próxima parada seria numa cidade na beira do rio Reno chamada Bacharach. Lá pegaríamos um barco onde desceríamos em Rudesheim, outra cidade alemã na beira deste importante rio alemão. Esse barco tinha restaurante e acabamos almoçando lá, mas o mais importante vinha do lado de fora: o rio Reno tem uma série de castelos medievais nas suas margens, o que proporcionava a melhor visão durante o almoço.

Única imagem decente de castelo que consegui tirar

Única imagem decente de castelo que consegui tirar

Enfim, descemos em Rudesheim e seguimos a viagem até Frankfurt, onde passaríamos a noite. Para ser sincera, fizemos uma curta parada em Römerberg, que é uma pracinha em Frankfurt cercada pelas casinhas tradicionais alemãs, e uma catedral gótica. Naquele momento estava acontecendo um casamento – espero eu, um sinal de boa sorte.

Enfim, depois continuarei com as partes 2 e 3 deste post, e já digo que está sendo muito gostoso escrever sobre isso! Só boas lembranças de lindos lugares.

Passagens compradas: Bogotá, meu amor

Olá viajantes, como estão?! É verdade que faz um tempo que não venho por aqui, mas tenho alguns motivos. Dólar alto, fim da faculdade, reforma no apartamento e outras “prioridades” que aparecem no caminho e que obviamente exigem dinheiro. Enfim, viajar não foi um fator principal esse ano, mas claro, quanto mais o tempo passa, mais saudosa eu fico das minhas aventuras por aí.

Enfim, eu tenho um dinheiro guardado e fiquei pensando por um tempo o destino final. Alguma joia, eletrônicos, e qualquer quinquilharia que me desse uma grande vontade de comprar. Pensei (obviamente) em viajar, mas sempre ficava desapontada com valores de hospedagem e outros gastos necessários, como seguro e afins, e aos poucos desistia dos planos mirabolantes de usar sabiamente essa grana.

Sabe aquela linha de raciocínio que diz que tudo que você planeja com antecedência não dá certo e que tudo que vem de inesperado dá mais que certo? Pois bem, hoje estava despretensiosamente no site da TAM, e vi trechos MAO-BOG e BOG-MAO por 12 mil pontos cada!

Para mim, que moro no Norte, sou acostumada com passagens caras indo pra qualquer canto, e recentemente cogitei comprar uma passagem MAO-BSB-MAO por 35 mil pontos, achei essa oportunidade incrível! Logo pedi permissão pra comprar essa passagem pra Colômbia e… pronto!

Mas por quê a Colômbia?!

Primeiro: Minha família é de lá e faz 5 anos que eu não os vejo.

Segundo: Hospedagem grátis, hihihi.

Terceiro: O clima é bem agradável, bem diferente do calor/chuva/fumaça que temos por aqui.

Quarto: A Colômbia possui pontos turísticos diferentes, e que possuem muita história

Quinto: O Peso Colombiano (COP) não se valorizou tanto frente ao real.

Sexto: Saudades enormes da comida de lá! <3 <3 <3

Poderia listar muitos outros motivos, pois a Colômbia é um país de contrastes e de muitas diferenças! Infelizmente o turista médio brasileiro ainda não descobriu os encantos da minha segunda casa, mas é provável que aos poucos a Colômbia se torne um lugar mais atrativo para os brasileiros, e creio que isso acontecerá na mesma medida em que o turismo no local, que aos poucos vai se desenvolvendo, cresça.

Ah, vale ressaltar que a princípio eu iria viajar sozinha, pois não queria depender de nada além do meu próprio dinheiro e de minha vontade. Mas aí eu comprei essa passagem e minha mãe e meus avós já querem ir junto também. Sem querer hoje eu dei um estopim pra uma coisa que todos estávamos esperando… :D :D

Seguem alguns posts sobre a Colômbia, e espero que algum dia vocês conheçam esse lindo país que leva o nome do primeiro europeu (oficialmente) a tocar em solo latinoamericano:

A “chévere” Colômbia

Colômbia: Questions and Answers

Algumas razões para visitar a Colômbia

A batalha do pântano

A feijoada de Boyacá

No topo do mundo

Neste lugar escolhido

Lá do topo da montanha

Vai um tinto aí?

E daqui a dez anos?

Bucolismo colombiano

 

Airport review: Paris Charles de Gaulle – Roissy (CDG)

Paris tem três aeroportos principais, o Charles de Gaulle (Roissy), Orly e Beauvais. Desses três, o aeroporto de Orly é o mais antigo e continua recebendo uma série de voos de companhias importantes, porém mais de destinos europeus. Já o aeroporto de Beauvais opera poucas companhias low cost, e quase ninguém chega à Paris por lá. Com certeza, a grande maioria dos voos internacionais chega no CDG, e é sobre ele que eu vou falar agora.

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Quais são as conexões diretas com o Brasil?

Atualmente, somente a LATAM e a Air France operam voos diretos ao CDG. Diariamente, existem voos saindo de São Paulo-Guarulhos e Rio de Janeiro-Galeão de ambas as companhias. Há cerca de um ano, a Air France começou a operar um voo que sai três vezes por semana de Brasília, mas a tendência é que este vire um voo diário.

Uma outra rota muito utilizada por brasileiros que vão a Paris é por Lisboa, pela TAP. Porém os voos da TAP chegam somente em Orly.

Como é feito o transporte para o centro de Paris?

O CDG é relativamente longe de Paris, cerca de 25 km do centro. Para isso, existem três maneiras básicas para ir até a cidade: RER, ônibus e táxi.

Para pegar o RER (que é o trem metropolitano), compre o ticket ou pela internet, ou lá mesmo no aeroporto, em guichês. Ele custa mais ou menos 9 euros e tem três estações no aeroporto, uma em cada terminal. Antes de ir, tenha em mãos o nome da estação de metrô mais próxima do seu hotel, para assim você poder saber em qual estação de RER descer.

Para ônibus, existe o transporte da Air France (que pode ser utilizado por passageiros de qualquer companhia) e o Roissy Bus.

Saindo de CDG, o transporte da Air France tem três linhas: uma que para na Porte Maillot e em Champs Elysées, uma segunda que para na Gare de Lyon e outra na Gare Montparnasse, e outra linha que vai até o aeroporto de Orly.

Usando o Roissy Bus, o trajeto vai até a estação Opera, bem no coração de Paris.

Para pegar táxi, é bem simples. Pegue na saída do aeroporto sempre na companhia autorizada. Na saída do aeroporto umas pessoas ficam te abordando para pegar táxis “clandestinos”. Eu já fui e voltei de táxi de CDG e paguei 40 EUR na ida e 80 EUR (na verdade, 78!) na volta. Admito que o meu voo era de madrugada e não queria ir pegar o RER sozinha no escuro (ah, e eu havia dormido demais em aeroportos naquela viagem específica).

Como é a imigração no CDG?

Em todas as vezes que desci no CDG, nunca tive problemas com imigração. Em uma das vezes, a policial me deixou passar sem perguntar nada quando me ouviu falando francês. Mas de qualquer maneira, vá com a pastinha preparada, com a passagem de volta, seguro saúde, cartão de crédito, e claro, passaporte com validade de pelo menos 3 meses!

Tem wifi no aeroporto?

Hoje em dia é difícil que algum aeroporto de grande porte não tenha wifi. Em CDG o wifi é gratuito mas claro, eles cobram algumas taxas para uma conexão bem mais rápida.

Posso fazer no CDG o procedimento para o Détaxe?

Claro, e deve! Para isso, é só levar o formulário de Détaxe que você recebe na própria loja onde você fez suas compras para os guichês autorizados. Eles vão lhe dar as instruções, e em um outro guichê você já recebe o dinheiro. Mas lembre-se, faça o Détaxe antes de embarcar!

Existem lugares para comer no CDG?

Sim! Existem cafés, barzinhos, fast foods, todos bem diversos entre si. Dá até pra comprar macarons da Ladurée no embarque. :)

É possível dormir no aeroporto?

Sim, é possível. Porém é aquilo, coisa de viajante. :) Outra coisa que deve ser considerada é a falta de movimento nos aeroportos europeus durante a madrugada, já que a maioria dos voos começam a partir das 6 da manhã.

Tem como trocar dinheiro lá?

Sim, mas a dica é trocar o mínimo possível por causa da cotação desfavorável a viajantes nos aeroportos. Também me recordo que só tinha encontrado uma casa de câmbio no terminal 1, e não havia ninguém lá. Uns 20 minutos depois, uma moça apareceu.

Sobre compras e duty free:

Confesso aqui que já vi áreas de duty free melhores. Existe até alguma variedade, mas esperava mais de Paris, especialmente no embarque internacional da Air France, no terminal 2E. Porém, é possível de encontrar boas compras, especialmente os perfumes!

Preparando-se para atender bem o turista desde o princípio, o aeroporto de Paris-CDG é muito bem equipado e muito bem informativo. Para alguma dúvida pontual, existem vários guichês pelo aeroporto, onde os funcionários podem te ajudar com as mais diversas situações. Ah, não se esqueça de pegar um mapa da cidade nos guichês de informações!

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A “chévere” Colômbia

Estou inspirada para escrever posts sobre a Colômbia esse fim de semana! :) Após um post de dúvidas, segue um post com alguns fatos interessantes sobre esse país lindo! Espero que gostem!

Arquitetura colonial espanhola

Arquitetura colonial espanhola


 

– O nome “Colômbia” é uma homenagem a Cristóvão Colombo, o “descobridor” da América. Se você achava alguma semelhança, pode confirmar!

– A maioria das cidades colombianas, especialmente as andinas e as costeñas, ainda conservam muito da arquitetura colonial. Mesmo Bogotá é uma cidade que ainda conserva muitos prédios baixos e de tijolinhos, deixando boa parte da cidade uniforme.

– Bogotá é uma cidade que mudou da água para o vinho nos últimos anos no que tange ao trânsito. Rodízios de placas acontecem há mais de 15 anos, leis de trânsito são respeitadas e infrações são muito caras, e o sistema de transporte público, o Transmilenio (com esse nome devido a sua inauguração, em 2000) é altamente eficiente.

– A Colômbia tem uma grande tradição no cultivo de flores. Há vários anos, existiam competições entre cidades para a premiação de qual seria a mais florida. Algumas dessas cidades, especialmente no interior, mantém a tradição e muitas casas fazem uma competição saudável com seus jardins.

Nhami!

Nhami!

– Falando de exportação, a Colômbia não é só poderosa com o café. O país é o maior exportador de esmeraldas do mundo. Só para ter uma noção, 95% de todas as esmeraldas do mundo vem da Colômbia.

– A Colômbia possui um laureado com o prêmio Nobel de Literatura de 1982, o “Gabo”, Gabriel Garcia Márquez. Só lembrando que o Brasil ainda não possui nenhum premiado.

– Porém nos jogos olímpicos, a Colômbia sai atrás do Brasil. Ao total, são 19 medalhas ganhas, sendo só duas de ouro. As duas ganhadoras foram Maria Isabel Urrutia em 2000 no levantamento de peso, e Mariana Pajón no ciclismo em 2012. Nos jogos de inverno, só um colombiano participou de todas as edições, em Vancouver, 2010.

– Mas as perspectivas para o ciclismo são boas para a Colômbia. O ganhador do Giro d’Italia desse ano é o meu conterrâneo boyacense Nairo Quintana. O segundo colocado da competição também é colombiano. :)

Monserrate!

Monserrate!

– Existe um estado (departamento) do Amazonas na Colômbia, e assim como o meu Amazonas, florestas compõem a maior parte do território. A capital é Leticia, cidade que faz fronteira com o Brasil.

– Assim como no Brasil, a família tem grande importância para os colombianos, e geralmente os filhos só saem de casa após o casamento.

– A Colômbia está na décima sétima posição no ranking de biodiversidade mundial, sendo considerada um país com “mega-diversidade”. Isso se dá com a variedade de ambientes no país.

– O território da Colômbia corresponde ao de Portugal, França e Espanha juntos!

Catedral de Sotaquirá

Catedral de Sotaquirá

– Falando em território, a Colômbia é um dos poucos países do mundo com acesso a dois oceanos, no caso, o Pacífico, e ao mar do Caribe, que dá acesso ao Oceano Atlântico.

– Assim como no Brasil, a Colômbia tem forte influência de várias culturas, como a espanhola, a caribenha, a africana, e do Oriente Médio. Imigrantes dessas regiões chegaram ao país no fim dos anos 1800.

– A bandeira, da maneira como é hoje, foi concebida em 1861, e consiste em três faixas: uma amarela, uma azul e uma vermelha. O amarelo representa as riquezas do país, o azul representa o mar que ronda as costas, e o vermelho, o sangue dos guerreiros perdidos em batalha.

Montanhas

Montanhas

– Não só na Colômbia, mas em vários países da América Latina, os nomes são compostos. Além disso, o primeiro sobrenome é o do pai e o segundo (último) é o da mãe. Mesmo o nome da mãe sendo o último, é o sobrenome do pai que passa a diante.

– Viajar de ônibus no interior da Colômbia é muito bom! Porém rodoviárias quase não existem. Os ônibus partem de determinadas ruas e você tem que escolher a companhia ali mesmo. Em algumas cidades menores, esse “ponto” de ônibus fica perto de um lanche, uma praça ou afins.

– Especialistas afirmam que existem 14000 espécies de borboletas no mundo. Cerca de 3000 dessas espécies são encontradas na Colômbia.

– O café e a segunda bebida mais consumida do país, perdendo só para a água.

– Colombianos comem fritura toda hora, e não estranhe em comer uma empanada no café da manhã.

 

Espero que tenham gostado! :)

 

Colômbia: Questions and answers

Olá queridos! Hoje eu vou ter o prazer de escrever um pouquinho mais sobre o meu segundo país, a minha linda Colômbia! Muitas pessoas me perguntam algumas coisas sobre o país, quando ir, onde visitar e outras pequenas dúvidas. Baseados em alguns posts de Questions and Answers que já lancei por aqui, seguem algumas dúvidas (com respostas) que já chegaram até mim. :)

E essa vista?! Bogotá vista do alto.

E essa vista?! Bogotá vista do alto.

Posts que Q&A da Rússia e Hungria:
Hungria: mais dúvidas e respostas
Hungria: dúvidas e respostas
FAQ da Rússia. Por que sim.
Tô indo pra Rússia! E agora?

Antes de qualquer pergunta e resposta, é importante notar que a Colômbia é um país com várias facetas: clima montanhoso, praias paradisíacas, florestas e arquitetura colonial. Ou seja, dependendo do seu tipo de viagem, arrume sua mala de acordo com os lugares que você pretende visitar. :)

Como chegar na Colômbia a partir do Brasil?

Existem alguns voos diretos para a Colômbia. A Avianca (principal companhia aérea do país) opera voos diários sem escalas a partir de São Paulo – Guarulhos e do Rio de Janeiro – Galeão.
A LAN Colômbia opera um voo diário para Guarulhos, que pode ser comprado no site da TAM.
Antes, a própria TAM tinha um voo para Bogotá, porém após a criação da LATAM, essa operação só passou a ser feita pela LAN.
Sobre a qualidade das empresas, vale ressaltar que a Avianca não tem uma boa reputação doméstica, apesar de ser bem melhor em voos internacionais. Já a LAN tem uma qualidade melhor, mas ainda não se compara de alguma companhia 5 estrelas, apesar de estarem melhorando muito.

Existe a possibilidade de fazer conexão com a Copa Airlines, com a Aerolíneas Argentinas e com a TACA, também.

Qual a moeda da Colômbia? Vale a pena levar real para trocar?

A moeda na Colômbia é o Peso Colombiano (COP), e a conversão é bem fácil: cerca de 1000 Pesos valem R$1. Para o câmbio, sempre levamos dólar, porém algumas casas de câmbio aceitam Real. Na dúvida, melhor não confiar todo seu dinheiro vivo em reais.

Para trocar dinheiro, vale a regra do aeroporto: geralmente lugares no centro tem uma cotação melhor do que as dos aeroportos, e é bom ficar de olho nos valores para aproveitar ao máximo seu dinheiro. Algumas casas de câmbio a princípio parecem ser meio amadoras, mas é só mesmo uma impressão.

Usaquén

Usaquén

A Colômbia é um país perigoso?

Acredito que esse é o maior mito sobre o país devido à imagem negativa que o narcotráfico trouxe nos meados dos anos 1980. Reitero aqui que a Colômbia é um país super seguro, e confesso que me sinto muito mais protegida, em termos de segurança pública, lá do que aqui. Ruas são bem policiadas, e para áreas turísticas é necessário ter a famosa “atenção”, necessária em qualquer lugar fora da nossa zona de conforto.

Uma campanha publicitária que o governo da Colômbia está fazendo para estimular o turismo se entitula “El unico riesgo es que te queiras quedar”, que em bom português significa “O único risco é que você queira ficar”.

Hotel del Salto em 2011. Tinha tanta gente e carros estacionados, que só eu pude descer com meu avô para tirar foto.

Hotel del Salto em 2011. Tinha tanta gente e carros estacionados, que só eu pude descer com meu avô para tirar foto.

Preciso de passaporte para viajar para a Colômbia?

Segundo alguns tratados internacionais, para brasileiro uma Carteira de Identidade em bom estado e com até 10 anos de emissão é o suficiente para entrar na Colômbia. Porém é sempre bom ter o passaporte em mãos, independente do destino. ;)

Quero praticar meu espanhol. A Colômbia é um bom destino?

Em relação ao idioma, sim! Gosto muito do sotaque colombiano, bem limpo e redondo. Em geral, eu acredito que os países do norte da América do Sul tem um espanhol menos “enrolado” do que dos países mais ao sul.

Montanhas

Montanhas

O café colombiano é mais gostoso que o brasileiro?

Essa pergunta é polêmica, mas tenho que assumir que eu particularmente prefiro o café colombiano ao brasileiro, hehe. Algumas características locais, de temperatura e solo fazem com que o gosto seja diferente, não sei como explicar.

Vale lembrar que o café é um dos produtos “vitrine” da Colômbia. A publicidade atrás da produção cafeeira é imensa, e muitos já lembram de cara do Juan Valdez ao falar de Café. Fiz um post sobre o famoso “tinto” aqui.

Rua do Fantasma

Rua do Fantasma

Quais são os principais lugares para se visitar na Colômbia?

Como falei antes, a Colômbia é um caldeirão de culturas e climas. Para os que gostam mais de praia e mar, recomendo conhecer Cartagena, San Andrés, Santa Marta e até certo ponto Barranquilla, pelo fato da cidade ter um foco maior em portos.

Para quem gosta de cidades, Bogotá, Medellin e Cali são boas pedidas. Bogotá se destaca pelo clima cosmopolita, com boa vida noturna. Medellin é conhecida internacionalmente como um centro cultural e artístico ascendente, cada vez mais se desassociando da imagem do narcotráfico.

O estado do Amazonas (na Colômbia) e sua capital em Letícia se destacam com o turismo de aventura e pesca esportiva. Mesmo assim, o turismo de aventura na Colômbia não é tão conhecido no Brasil, e relativamente pouco explorado por lá.

Para quem gosta de história, viajar pelo interior da Colômbia é sensacional! Além das tradicionalíssimas Candelária e Usaquén em Bogotá, algumas cidades no interior da Colômbia se destacam, como Tunja, Paipa e a linda Villa de Leyva. Cartagena também preserva grandes laços coloniais, como por exemplo o forte que protegia a colônia do ataque de piratas.

Ruela na Candelaria

Ruela na Candelaria

Espero que algumas pequenas dúvidas tenham sido solucionadas. :) Aos poucos, eu vou postando mais dúvidas em posts, mas na aba Colômbia tem muitos outros posts que espero que gostem. :)

 

Airport review: Miami Int’l Airport (MIA)

O aeroporto de Miami, junto com o aeroporto JFK de New York são os principais hubs de entrada de brasileiros nos Estados Unidos. Devido à localização geográfica, cultura latina, praias e possibilidade de compra, muitos brasileiros acabam indo para lá nas férias. Só que Miami também é um hub aéreo muito importante para quem entra nos Estados Unidos para desembarcar em qualquer outro lugar no país, Caribe e até México.

Mapinha do aeroporto de Miami

Mapinha do aeroporto de Miami

Existe conexão direta com o Brasil?

Sim, e muitas! Miami é um hub aéreo da American Airlines, e existem voos diretos dessa companhia para Belo Horizonte, Curitiba, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, e em dezembro, começarão voos a partir de Campinas. Já a LATAM opera saídas de 7 cidades: Belém, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Manaus, Rio de Janeiro e São Paulo. Sempre fui de LATAM e gostei muito dos serviços do voo: atendimento, serviço de bordo e entretenimento. Além do mais, adoro a duração da viagem: pouco mais de 4h30.

Transporte para aluguel de carro?

Em geral nos Estados Unidos, principalmente em Miami, é indispensável ter carro. No desembarque existem ônibus brancos chamados de “Rental Car Shuttle” que levam a um prédio onde se encontram as locadoras de carros. Lá é só contatar sua locadora com a reserva, e buscar seu carro.

O aeroporto oferece wifi?

Sim, oferece e a qualidade é relativamente boa. Além do mais, é grátis e pega em quase todo o terminal!

Qual a disponibilidade de tomadas e cadeiras?
Existe uma boa variedade de ambas, e sempre é possível parar, sentar e carregar algum aparelho.

Dormir no aeroporto é bom?
No aeroporto em si, mais ou menos. Não dá pra deitar e ter uma noite confortável, mas dentro do aeroporto existe um hotel para aqueles que vão ter que passar a noite no local. Não é um hotel tipo cápsula, e o quarto que ficamos era amplo, com TV a cabo e um banheiro grande também. A única ressalva é que o hotel não aceita reservas na hora.

Serviços de alimentação:
Existem fast foods e restaurantes por todo o aeroporto. Mas a dica principal é que a grande maioria deles fecha cedo, já que o aeroporto fecha depois das 22:00, sem pousos nem decolagens. Da última vez, chegamos lá pelas 20:30, guardamos as coisas no hotel, e quando descemos, só tinha o Burger King aberto.

Como é a imigração?

Uma das vezes que fui lá, eu passei cerca de 1h30 em pé na fila, pois esta não andava. E confesso de que todos os lugares que viajei, a imigração lá foi a mais chatinha. Não por ser intimidante, mas pelo fato de haverem várias perguntas a fazer (quanto tempo você vai ficar aqui, qual o hotel, se você estuda, onde você trabalha e qual o setor e assim sucessivamente) e também pelo fato de você ter que tirar uma foto na webcam e passar suas digitais para verificação. Procedimento comum nos Estados Unidos, para minimizar ao máximo ameaças de terrorismo e imigração ilegal. É bom estar com todos os documentos da viagem em mãos (passaporte com visto, passagem de volta, seguro saúde, reserva de carro e hotel, cartão de crédito, crachá do trabalho e afins).

Compras e free shop:

Pelo o que eu me lembre, o free shop de Miami no embarque/desembarque internacional não é tão bom (nem me lembro se tem, honestamente). Mas para embarque domésticos, o terminal que eu estava era cheio de lojas de vários tipos e setores com preços muito bons. Inclusive marcas que brasileiros adoram como Victoria’s Secret, Abercrombie and Fitch, Hollister, GAP and so on.

Como já disse, muitos brasileiros entram nos Estados Unidos via Miami. Não é difícil de se comunicar em português por lá, e o aeroporto por si, é bastante explicativo. Aproveite suas férias, que o aeroporto de Miami , para entradas e conexões, é muito bom.

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Airport review: San Francisco Int’l Airport (SFO)

San Francisco é juntamente com Los Angeles (LAX) e San Diego (SAN) um dos principais hubs domésticos e internacionais não só da Califórnia, mas dos Estados Unidos em si. Esse aeroporto é realmente gigantesco e conveniente para o passageiro, e sem pensar digo que ele é um dos melhores em que já estive.

@SFO

@SFO

Conexão direta com o Brasil?

Infelizmente, não. Porém, ele é super acessível de qualquer grande aeroporto dos Estados Unidos. O lado ruim é a distância de hubs diretos com o Brasil como Miami (6h05) e New York (5h35).

Qual a disponibilidade de restaurantes?

SFO tem vários restaurantes e cafés, tanto na área para conexão quanto na área comum. As opções vão de fast foods, comida mexicana, hambúrgueres, comida japonesa, dentre outros.

Existe conexão wi-fi?

Sim, e de graça! O tempo é ilimitado.

Torneiras, onde as pessoas podem encher suas garrafinhas de água.

Torneiras, onde as pessoas podem encher suas garrafinhas de água.

E qual a disponibilidade de tomadas?

Não demorei a achar tomadas, já que o aeroporto é bem amplo e espaçoso.

Como é a conexão para o centro da cidade?

O site do aeroporto não é claro quanto a isso, já que eles só pedem para pedir informações no balcão de informações. Porém uma espécie de shuttle oficial (e pago) do aeroporto deve ser disponível.

E para alugar carro, como faz?

Nós alugamos carro e foi super tranquilo. Pegamos um monotrilho chamado AirTrain que conecta todo o aeroporto. Siga na linha azul até a última parada, onde se encontra o Rental Car Center, com a presença de diversas locadoras. É só entregar a reserva que as chaves do carro são entregues rapidamente.

Informações sobre o AirTrain

Informações sobre o AirTrain

Dicas de lazer em geral.

O aeroporto SFO tem muitas coisas para fazer, desde exposições de arte, aluguel de DVDs e até um museu da Aviação! Pena que não tive tempo de conhecer.

É fácil de fazer compras?

Sim! SFO possui lojas de diversos backgrounds, como roupas, acessórios, tecnologia, livros e afins.

Welcome to San Fran!

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Ai, Chicago! Quantas lembranças boas eu tenho de você! Toda vez sem hesitar eu digo que Chicago é a melhor cidade para se visitar nos Estados Unidos, e que para mim tudo foi perfeito ali! Pouco a pouco eu vou escrevendo sobre as minhas experiências na Windy City, mas hoje eu reservo um espaço para o principal aeroporto da cidade, o O’Hare.

Uma das maiores curiosidades deste aeroporto é o fato que o O’Hare é o segundo aeroporto mais movimentado do mundo em termos de movimentos de aeronaves. Até 1998 ele foi o aeroporto mais movimentado do mundo em número de passageiros. Esses dados servem só pra ter uma magnitude do aeroporto e do movimento que ele recebe diariamente.

Existe conexão direta com o Brasil?

Sim! Existe um voo diário pela United Airlines saindo do aeroporto de São Paulo – Guarulhos. Esse voo é operado por um Boeing 777-200, e dura cerca de 10h30. Segundo o site da companhia, o voo sai de GRU às 21:10 e chega em ORD às 05:40.

Transporte para o centro?

Não utilizamos carro em Chicago, e contratamos o serviço de shuttle recomendado do próprio aeroporto. O serviço é feito em pequenas vans que param em diferentes hoteis. A ida foi tranquila, e na volta o shuttle apareceu no horário combinado. Como na época não fui eu quem reservou, não sei de cor os preços, mas em geral o serviço foi bom e a viagem levava cerca de meia hora do aeroporto até o Loop e vice-versa.

Serviços de alimentação:

A área de embarque é gigante, e também pelo movimento, vários restaurantes e lanchonetes se encontram no local, oferecendo variedade para diversos gostos de passageiros. Se não me engano, comi numa Subway (estava com pressa…) por lá.

O aeroporto oferece wi-fi?

Hoje sim, mas aparentemente não em 2011 quando eu fui até lá.

Tomadas?

Não é difícil de encontrar tomadas na área de embarque.

Existem cadeiras disponíveis para todos?

Mesmo com um grande movimento, o aeroporto O’Hare tem áreas de embarque específicas para cada voo, oferecendo bastante espaço e cadeiras disponíveis.

E qual a disponibilidade de banheiros?

Na área de embarque em O’Hare, existem vários toilettes, e todos bem limpinhos.

Sobre raios-x e segurança:

Como todo e qualquer aeroporto nos Estados Unidos, a segurança vem em primeiro lugar. Posso garantir que eles são bem rigorosos quanto a segurança – com toda a razão – e que tudo é verificado e analisado de acordo com o raio-x.

Sobre compras e Duty Free:

Não precisei comprar nada em Chicago e não passei pela zona de Duty Free por ter feito apenas voos domésticos. Porém a variedade de lojas (roupas, acessórios, eletrônicos, livros e afins) era bem variada e confiável.

Esse aeroporto é bastante convidativo! A área de embarque é repleta de bandeiras de muitos países, já dando aquela atmosfera convidativa. Em geral, o O’Hare é bem organizado e um bom aeroporto para embarcar ou fazer conexão.

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Zona Schengen: dúvidas e respostas

Depois do meu post O básico da União Europeia, algumas pessoas me procuraram através da fanpage, do Facebook, do email e até pessoalmente para tirar dúvidas sobre a famosa (e até temida) Zona Schengen.

A tal da Zona Schengen é um conjunto de países na Europa que fizeram um acordo de livre circulação de pessoas e mercadorias. Isso significa que é permitida a circulação sem que outro país signatário desse acordo faça uma verificação, como “passar pela imigração” do país.

Então, já fica claro que você não precisa passar na imigração em cada país europeu que faz parte da Zona Schengen. A necessidade de passar pela imigração é apenas no primeiro aeroporto da Zona, podendo ser, por exemplo, em Lisboa, no Porto, em Paris, em Milão, em Frankfurt, em Munique, em Barcelona, em Madrid, em Roma, e em Amsterdam. Listei esses aeroportos pois são estes que tem voos diretos com o Brasil.

Algumas passagens aéreas e de trem

Algumas passagens aéreas e de trem

Lembrando que o Reino Unido e a Turquia não fazem parte da Zona Schengen, então Londres e Istambul não entram nessa lista.

Lembrando que a partir do momento da entrada no primeiro aeroporto da Zona Schengen, você tem direito de ficar até 90 dias entre países do acordo de Schengen. Caso você faça um bate-pronto para um país não signatário e volte, a contagem de dias na zona Schengen zera.

No caso da Europa, é mais fácil falar dos países que não fazem parte desse acordo. Eles são Reino Unido, Croácia, Bósnia, Sérvia, Albânia, Montenegro, Macedônia, Kosovo, Bulgária, Turquia, Chipre, Romênia, Moldávia, Ucrânia, Belarus e Rússia.

Como assim?!
Vamos por um exemplo: Você quer passar 4 meses (120 dias) viajando pelos respectivos países: Portugal, Espanha, França, Alemanha, Polônia, República Tcheca, Eslováquia, Áustria, Hungria, Croácia, Sérvia, Grécia, Turquia, Rússia, Finlândia, Suécia, Noruega, Reino Unido, e volta a Portugal para pegar o voo de volta para o Brasil.

Viagem longa, não? Mas vamos considerar aqui o tempo longo da viagem e a quantidade de países Schengen ou não.

A imigração será feita em Lisboa, e a contagem de 90 dias começa ali. Com o visto de entrada já feito, é possível transitar até a Hungria (de acordo com o nosso roteiro) com esse visto (isso quer dizer, sem passar pela imigração), já que todos os países do caminho são signatários do acordo de Schengen.

Lembrando que no caminho, apenas a Polônia, a República Tcheca e a Hungria não utilizam o Euro como moeda, sendo necessária a troca na casa de câmbio. Porém, como eles fazem parte da União Europeia, os estabelecimentos são obrigados a aceitar o Euro e equivalendo o valor local a uma taxa de conversão. Porém o troco será dado na moeda local.

Supomos que você saia da Hungria em direção a Croácia de trem. Fica a dica que a Croácia está a um passo de entrar para a União Europeia e de utilizar o Euro. No momento, ainda é necessária uma pequena imigração e novo carimbo no passaporte, zerando a contagem de dias na zona Schengen.

Mesmo que a Croácia tire a necessidade de imigração da Zona Schengen virando signatária, a Sérvia ainda não faz parte do acordo. Na verdade, não faz muito tempo, a Sérvia pedia visto de turismo de brasileiros, não sendo permitida a entrada no país somente com passaporte. De qualquer maneira, um novo carimbo será dado e a contagem de dias na zona Schengen continuará zerada.

Supomos que você pegue um voo de Belgrado até Atenas. A Grécia faz parte da União Europeia e da Zona Schengen, então vamos começar a contar mais 90 dias de visto da zona Schengen no seu passaporte.

Depois de alguns dias na Grécia, você pega um outro voo para Istambul e você passa na imigração por lá de novo. Você pega o visto de saída da Grécia e pega o de entrada na Turquia. A contagem de dias na zona Schengen zera de novo.

Após a Turquia, você pega um voo para Moscou. Mais outra imigração (dessa vez a russa), e mais outro carimbo no passaporte. Você aproveita alguns dias na capital e pega um trem em direção a São Petersburgo. Mais alguns dias por lá, e você pega um trem para a Finlândia.

Visto de saída da Rússia e um novo visto de entrada na Finlândia, sendo Schengen de novo. Como não existe esse controle de imigração dentro dos países Schengen, você poderá ir até a Noruega. Supomos que você pegue um voo de Oslo até Londres e um outro visto de saída (da Noruega) e um de entrada (do Reino Unido) serão dados.

Após uns dias em Londres, é preciso pegar um voo para Lisboa, onde você pegará um novo visto de saída e de entrada, até finalmente pegar um visto de saída final antes da volta para o Brasil.

Deu para entender a dinâmica nesse pequeno exemplo? (risos) Espero que tenha ficado bem explicadinho para quem ainda possuía dúvidas sobre o assunto!